domingo, maio 21, 2006

International Wine Challenge 2006




Meus amigos, Portugal está mais uma vez no topo do mundo, desta vez em 3º lugar no International Wine Challenge 2006 com 43 medalhas de ouro.

Sem grandes surpresas, os vinhos fortificados, Porto e Madeira, dominam as medalhas de Ouro, mas há 15 medalhas superiores para vinhos de mesa também. A maioria destes é do Douro (Tinto e Branco), com exemplares bem-vindos do Dão e do Alentejo.

Em 1º e 2º lugar ficaram a França e a Austrália com cerca de 50 medalhas cada.

Parabéns a Portugal

Campolargo Arinto 2004




Vindo das mão de Manuel dos Santos Campolargo, um dos melhores produtores da Bairrada, embora com o hábito de produzir poucas garrafas, como é exemplo disso este Arinto de 2004, em que apenas 2130 garrafas foram engarrafadas.
Tem um rótulo simples, mas bastante origianl, em que o título da garrafa vem inserido num texto descritivo do modo como foi feito o vinho.

É então um vinho branco feito apenas a partir da casta Arinto, tendo estagiado 6 meses em madeira usada.

Provado a 12º, embora no guia do JPM fosse indicado para nunca o beber abaixo dos 14º, parecendo-me a mim que o vinho ficaria muito pesado...

Aparece com uma cor amarela com um fundo verde, com ligeiras nuances douradas.

No nariz a presença da madeira é inevitável, tudo num conjunto elegante e convidativo, com a amêndoa e a ameixa branca a marcar papel principal, aparecendo o chá branco em segundo plano, mas que lhe confere uma harmonia muito boa.

Na boca a acidez é elevada mas não exagerada, com uma frescura enorme, mostrando-se um vinho seco, mas com umas ligeirissimas notas doces, com um estilo perfumado, com o côco e pimenta branca a preencherem por completo a boa, deixando um final de boca longo e com elegancia.

É um vinho muito elegante e suave, com uma frescura e acidez contrabalancante, tornando-se num dos grandes Arintos com madeira a meu ver.
Apesar da sua reduzida produção é possível adquirir este vinho por cerca de 8 euros.

Nota 17

Sugestão:
Acompanhem com pratos de marisco, liga muito muito bem.

quinta-feira, maio 18, 2006

Altano 2003 tinto




Aqui estamos mais uma vez nas encostas do Douro, mais precisamente no Alto Douro, onde a família Symington produz vinho desde o Séc. XIX, apresenta este Vinho da Casa elaborado com duas castas bem conhecidas da zona, Tinta Roriz e Touriga Franca.

Apresenta uma boa cor grená, de concentração média.
Nos aromas está muito correcto com toques florais, menta e alguns frutos silvestres, não conseguindo esconder de forma alguma de que se trata de um típico "Douro". No entanto o alcóol aparece em demasia, embora só tenha 13º ( coisa rara nos dias que correm ) e a temperatura continue nos níveis recomendados ( 15/16º).

Na boca, a situação mantém-se, com uma acidez bem conseguida, com alguma estrutura, de fácil prova, algo directo, com a fruta madura a evidenciar-se a uns ligeiros toques de amoras pretas, no entanto um pouco curto.

Um bom vinho do Douro para o dia a dia, atendendo ao preço de 3 euros, para acompanhar pratos ligeiros de carne, ou umas "pastas", pois não tem porte pra mais vôos.

Nota 14

segunda-feira, maio 15, 2006

Michel Laroche 2001 Syrah




Mais um Syrah como Vinho da Casa, desta vez vindo lá de fora, do Sul de França, mais precisamente da Appellation Vin de Pays d’Oc.

Vinho decantado e com temperatura controlada a 15º, chegando até aos 17º com o decorrer da prova.
Cor grená ( ou granadina, em bom português :) ), com alguma lágrima, evidenciando cores mais quentes no anela, não conseguindo esconder a idade que já tem.
Bastante depósito, pelo que a decantação torna-se necessária.

Enquanto o vinho vai “respirando”, começa a aparecer aromas nunca antes experimentados por mim num vinho tinto… talvez por não provar muitos vinhos estrangeiros… não sei, mas digo-vos que a experiência foi fenomenal. Mel, fruta em passa, figos… isto tudo só no nariz, ficando a pedir para provar rapidamente na boca a ver o que nos mostra! Aparecem também notas especiadas típicas desta casta, noz-moscada, pimentas.

Levando então o copo à boca, o chocolate preto mais uma vez toma conta da degustação, sendo nobremente acompanhado por avelã, frutos secos, com boa estrutura e com uma acidez ainda presente, nada “morto” o vinho, no entanto com os taninos já bem arredondados, terminando com um bom final, sedoso e bastante especiado.

Encontrando este vinho no nosso país a cerca de 7.50 é de experimentar pois tem uma boa qualidade.

Nota 15

Syrah Cortes de Cima 2003




O Vinho da Casa desta vez é um monocasta, dum produtor apreciado por grande parte dos consumidores.

Provado em prova cega.

No copo mostra-se retinto e bastante concentrado, evidenciando um vinho com bom corpo de certeza.

Quando se leva o nariz ao copo, os resultados são apaixonantes… Começando pelo chocolate, pelas folhas de tabaco, algumas notas de farmácia e, para mim o melhor de todos, o aroma a pinheiros, a terra húmida… lembrando um final de tarde de Outono.

Ora bem, com estes argumentos, o rótulo de alentejano já não lhe escapa.
Fazendo a prova de boca, a fruta aparece com grande qualidade, com boa estrutura, amoras pretas, groselhas, um pequeno toque de morangos, tudo muito maduro, com um final bastante especiado… Para quem conhece as Cortes de Cima, este não engana…

Eu na altura apontei a hipótese de ser o Incógnito… Foi ao poste.
Em suma, um vinho regional alentejano, produzido com as mais velhas vinhas de syrah em Portugal, anos 80, na zona da Vidigueira por um Dinamarquês que viajava de veleiro à procura de vinhas e, que, aterrou no nosso país por acaso. E muito bem fez ele, pois com este vinho consegue mostrar todo o seu esplendor desta casta, mas nunca fugindo ao perfil Cortes de Cima, e que belo perfil…
Cerca de 13 euros a garrafa.

Nota 16,5

Quinta da Pedreira Espumante Branco Bruto 2003

Provado em prova cega.

Bolha sempre presente, com um início muito sulfuroso no nariz, que desaparece com ao longo da oxidação no flute, com notas de ananaz, lima-limão, bastante intenso e seco, como seria de esperar de um bruto, com um açúcar residual nulo ou quase nulo. Na boca, deixa um final amanteigado, lembrando a casta Chardonnay.

Espumante produzido na Bairrada, com um lote de castas, Maria Gomes, Bical, Chardonnay e Rabo de Ovelha.

Um bom espumante português a um preço ainda melhor, 7 euros.

Nota 15,5

domingo, maio 14, 2006

Pequena paragem

O Vinho da Casa informa que o seu anfitrião esteve durante toda a semana na Queima das Fitas do Porto, tendo por esse motivo, compreensível suponho, a impossibilidade de actualizar convenientemente o blog.

No entanto já no dia de amanhã, o Vinho da Casa apresenta 3 novas provas.

PS: Ainda não há livro amarelo! queixem-se à DECO!

Um abraço

quarta-feira, maio 03, 2006

Irreverente Tinto 2003




Variando mais uma vez na região, aparece este vinho da casa, proveniente das Beiras, produzido pela Udaca (União das Adegas Cooperativas do Dão), onde foram produzidas 66657 garrafas, tendo o vinho o estágio em madeira por apenas 4 dias, seguido de 5 meses em garrafa.
A mim coube-me a garrafa nº13735

Sendo um Regional das Beiras, com Touriga Nacional, Tinta Roriz, Jaen e Alfrocheiro Preto, apresenta-se com 13º, tendo uma boa concentração na cor rubi e com boa vivacidade.
Nos aromas, mostra-se muito fresco e frutado, com notas de ameixa madura, groselhas, aparecendo também alguma menta( segundo a minha namorada, com o qual concordei).
Na boca, o perfil é clássico, bom corpo, boa acidez, de bom porte como as Beiras nos habituam, terminando na boca com notas de caramelo e ameixas em passa, no entanto tudo desaparece num ápice... Final curto

Nota 14

É um vinho a experimentar, mas que de Irreverente nada tem, a não ser o nome.
Deverá andar à volta dos 3 euros em qualquer loja.
Para concluír, devo referir que o vinho teve um prémio internacional:
Medalha de Prata Wine Masters Challenge 2004

segunda-feira, maio 01, 2006

Amostras para Prova

O Vinho da Casa, espaço de crítica e divulgação do vinho na Internet, tem todo o prazer em publicar qualquer vinho. Caso os seus vinhos ainda não tenham sido provados pelo Vinho da Casa, pode enviar amostras para prova, bastando apenas entrar em contacto por uma das seguintes formas para ser combinado o local da entrega:

Telefone - 916005100
E-mail - vinhodacasa@gmail.com


Todos os vinhos são provados em copo de prova Riedel e com controlo de temperatura.

Obrigado,
Paulo Miguel Silva.

Caladessa Branco 2004




Continuando no Alentejo, passamos agora para um branco, feito na Herdade da Calada,onde é também feito o Baron de B.
É um vinho DOC, com 40% de Antão Vaz e 60% de Verdelho.

Seria de esperar um vinho branco um pouco mais doce, mais frutado e menos mineral, pois é produzido numa região solarenga. Por esse mesmo motivo, aquando da prova (cega), ninguém se arriscava a dizer que era um vinho alentejano, houve mesmo quem dissesse que era um vinho de trás-os-montes e de outras zonas frias...

Apresenta-se muito fresco nos aromas, floral, perfumado e profundo, com pequenas notas de frutos tropicais e lima... nunca se mostrando um vinho muito doce como já referi.
Na boca, é explosivo para quem pensava que este vinho é um branco alentejano, elevada acidez, seco, com o Verdelho a mostrar toda a sua potência para este tipo de vinhos,tudo num perfil elegante e com um final longo.
Muito boa qualidade neste vinho feito plas maos de um dos grandes enólogos portugueses, Paulo Laureano, que rondará os 12 euros por garrafa.

Nota 17

Bolonhês Tinto 2003




Desta vez o vinho da casa é um tinto alentejano, do Monte dos Seis Reis.

Este vinho apresenta 13,5º, com um lote de 5 castas Aragonês, Alicante Bouschet, Trincadeira e Tinta Caiada, tendo estagiado em madeira durante 8 meses.

Em relação à prova, é muito concentrado na cor, com um perfil intenso nos aromas, com a madeira sempre presente,com baunilha, folhas de tabaco e algum chocolate preto, deixando a fruta escondida, notando-se apenas alguma framboesa... mas muito discreta.
Na boca mostra-se com taninos suaves, a mostrar que está no ponto optimo pra ser bebido, com notas de frutos secos, avelãs e alguns frutos do bosque.
Termina com um bom final e muito abaunilhado.

Para o preço apresentado,cerca de 10 euros, este vinho enquadra-se já no patamar dos bons vinhos do Alentejo, podendo acompanhar perfeitamente uma refeiçao de carnes ligeiras ou mesmo apreciá-lo sozinho.

Nota 16,5

sexta-feira, abril 28, 2006

Dicionário do Vinho

Vou colocar aqui algumas palavras utilizadas na gíria do vinho, que muita gente não sabe por vezes o significado...
Quem souber mais algumas "esquisitices" ajude-me!

Adstringência - Sensação de origem química que provoca uma contracção das papilas, deixa os lábios repuxados, corta a salivação e produz uma sensação áspera na língua e no paladar. A adstringência deve-se aos taninos e costuma diminuir com o estágio.

Bouquet - Conjunto dos aromas terciários que se desenvolveram durante o estágio (em madeira, em garrafa) dos vinhos. Os componentes do vinho reagem e evoluem durante a sua conservação em garrafa, de forma diferente conforme o seu potencial de oxidação-redução. Por extensão, chama-se «bouquet» à perspectiva aromática total de um vinho.

Casta - Nome atribuído à videira que produz uvas com determinadas características específicas. Termo de prova para designar aromas e sabores característicos da uva que produziu o vinho.

Organoléptico - Qualidades ou propriedades que se percebem com os sentidos, durante a degustação, como a cor, o aroma e o sabor.

Tanino - Forma genérica de todos os compostos susceptíveis de tanar a pele, ou seja, de a tornar imputrescível e não hidrolisável. Os taninos encontram-se nas cascas, nas madeirasm raízes, frutos, etc...

Conservação e envelhecimento do vinho em garrafa

Ora vamos todos, incluindo eu, aprender mais qualquer coisa sobre o líquido que nos une!

Deve fazer-se uma distinção nítida entre conservação e envelhecimento na garrafa.
A primeira tem a finalidade de manter o mais tempo possível as melhores características organolépticas do vinho, quer este seja novo e destinado a consumo num futuro próximo quer seja já "velho" na pipa; enquanto o envelhecimento é finalizado pela formação de novas características de coloração, de aroma e de sabor, que completam o carácter típico do vinho.
Na garrafa ocorrem, substancialmente, as seguintes transformações:

Quanto à cor:
O vinho tinto, de violáceo torna-se rubi e, depois, granadino, assumindo por fim reflexos alaranjados quando envelhece passados alguns anos.
O vinho branco, amarelo-esverdeado torna-se de coloração dourada.

Quanto ao aroma:
O aroma a fruta que é dado pela uva perde-se a pouco e pouco, à medida que se forma uma série de novos compostos (éteres, ésteres, etc.) que provocam aquilo a que a maioria dos técnicos define como o verdadeiro bouquet.

Quanto ao sabor:
O vinho torna-se menos adstringente e menos ácido, isto é, fica mais macio. Esta evolução na garrafa deve-se ao facto de o vinho estar "vivo" devido aos microrganismos que contém, passando, por isso, por diversas fases que culminam com o envelhecimento. Atingindo o estádio em que se evidenciam as melhores características organolépticas, torna-se necessário mantê-las ao longo do tempo.

Para que tal se consiga, a adega (ou garrafeira) deve possuir:

Exposição:
A melhor exposição do local destinado à conservação do vinho é a Nordeste, pois evita oscilações bruscas de temperatura. Nunca deve existir tubagens de aquecimento nem deve ser revestida por um material isolador.
Deve-se evitar a presença de odores, pois o vinho absorve-os com alguma facilidade.
Deve-se também evitar trepidações.

Temperatura:
Se possível, tentar manter uma temperatura a rondar os 10º-14º durante todo o ano...
Pois temperaturas inferiores podem originar a formação de bitartarato ou tártaro, diversas turvações e inibição das bactérias lácticas, podendo mesmo a maturação do vinho parar!
Em casos de temperaturas muito altas, surge um envelhecimento precoce, podendo as bactérias originar o aparecimento de algumas doenças, azedume e acescência.

Humidade:
O local deve andar pelos 60-70% de humidade no ar.
Se for muito seca a adega, as rolhas podem secar e permitir a entrada de ar na garrafa, enquanto se o local for muito húmido, pode haver criação de bolores.

Por último, o local deve ser arejado e ter uma iluminação fraca, evitando luzes néon! O melhor local para ter uma adega é mesmo uma cave natural, ou para as Urbes, a arrecadação do piso -1 do vosso prédio pode ser ideal!
Os vinhos devem ser sempre guardados na horizontal, à excepção de Moscatéis, Tawny's e destilados( aguardentes...).

quarta-feira, abril 26, 2006

Restaurantes

Vou colocar aqui uma pequena lista de restaurantes onde para mim se come bem e o serviço de vinhos é também cuidado.

Degusto- Ristorante & Wine Bar
Rua Sousa Aroso, nº540-nº544 Matosinhos.
Restaurante pertencente à garrafeira Vinho e Coisas.
http://www.vinhoecoisas.pt

Adega São Nicolau
Rua São Nicolau, nº1, Ribeira Porto
Restaurante muito em conta, com pratos regionais e com umas raridades na carta de vinhos!

Bull&Bear
Av. da Boavista nº3431 Porto
Chefe Miguel Castro e Silva. Está tudo dito.

Literatura sobre vinhos

Pois bem, para os mais "adictos" e para aqueles que gostam de ler, vou deixar este espaço para colocar alguns livros sobre a especialidade.

Guias de vinhos neste momento temos 3 que recomendo:

"Guia de 2006 vinhos portugueses e estrangeiros"- 13 euros- Pla equipa os5as8 onde Rui Falcão( provador também da revista Blue Wine),Pedro Gomes e Tiago Teles- 1000 vinhos

"Vinhos de Portugal 2006"-15 euros- Best Seller de João Paulo Martins-1000 vinhos

"Anuário de vinhos 2006"- 13- João Afonso- 2000 vinhos

Revistas Mensais da especialidade:

Blue Wine- Revista com um perfil Blue, muito simples de ler e bastante virada para o consumidor. Uma boa opção para iniciar a leitura nestas andanças, e não só. 3,95 euros.

Revista de Vinhos- Revista com um perfil um pouco mais técnico,para apreciadores exigentes(como eles dizem), já com 15 anos de existência. No entanto é também virada para o consumidor. 4 euros + opçao de um vinho no valor de 10 euros recomendado mensalmente a 6 euros.


Não sendo propriamente nenuum livro... Podem também acompanhar todos os domingos as 22e30 na RTPN o programa "A Hora de Baco", programa inteiramente dedicado ao vinho e à vinha.

terça-feira, abril 25, 2006

Quinta do Vallado Tinto 2003




Este vinho, bastante apreciado por muitos admiradores da região do Douro, tendo mesmo sido atribuído uma medalha de ouro no International Wine Challenge de 2005, é elaborado com um lote de castas muito frequentes no Douro, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional e Sousão, apresenta 14º, e faz um DOC Douro a um preço que ronda os 6 euros.

Vinho decantado cerca de uma hora antes e com a temperatura inicial de prova a 16º
No aspecto visual mostra um cor concentrada e muito viva em tons grenás.
No nariz vêm logo à atenção frutos silvestres, principalmente amoras pretas e algumas compotas.
Quando se leva o copo à boca, o vinho mostra-se com garra, com uma boa acidez, com os taninos ainda presentes que me fez parecer que ainda poderá aguardar uns tempos em garrafa para melhorar, no entanto pode ser consumido para já, com a fruta preta a predominar na boca garantindo final medio com esses aromas. Bom vinho, dentro do perfil do Douro.

Nota 16

Quinta dos Grilos Tinto 2004

Isto é um achado! No ano passado este vinho esteve referenciado nas melhores compras, com nota 16 plos entendidos!
E ao módico preço é de facto curioso, este 2004 é mesmo apetecível prová-lo e bebe-lo e prová-lo e bebe-lo e continuar a provar!

É um vinho tinto do Dão, com uma produção limitada, mas que se encontra à venda no Pingo Doce, Continente e por aí...

Aberto com 30 minutos de antecedência e decantado à temperatura de 15º para deixar evoluir ao longo da prova.
Tem uma boa concentraçao com um vermelho escuro muito vivo mostrando que o vinho é jovem.
Apresenta logo uns aromas florais e frescos, fruta madura, ameixas pretas, amoras, mas também uns aromas mais quentes provenientes do estágio em madeira, nozes parece-me...

Na boca, muito elegante e ligeiramente doce, com o estilo típico do dão, terminando com um bom final...com uma acidez adequada, apenas ligeiramente áspero ainda(adstringente), o que com uns meses em garrafa passará suponho.

Vinho muito fácil de beber.
E para o preço dele então nem vale a pena pensar duas vezes! 3 euros meus amigos.

Belo Vinho para um bom arroz de polvo, ou com carnes grelhadas por exemplo!

Nota 15,5

Um pequeno senão... o rótulo não me convence... é muito pobre.

Couteiro-Mor Branco 2005




Para iniciar as hostes, nada melhor que um vinho branco fresquinho como aperitivo.

Ora bem, este vinho branco, tem um preço íncrivel de 1,80 euros(em qualquer hipermercado), mas a qualidade que ele apresenta está muito longe da sua gama de preços. Ou seja, não é nenhuma Zurrapa.
Trata-se de um vinho regional alentejano, da zona de Montemor, feito com as castas Antão Vaz, Chardonnay, Roupeiro, Arinto e Fernão Pires. Um lote muito bem conseguido com 12º e que deve ser servido a uma temperatura a rondar os 10º/12º.

Em relação à fruta própriamente dita, cá vai o meu parecer acerca dela:

De facto, um óptimo vinho pro preço apresentado...
Fresquinho como se pede, mostra-se muito limpo de aromas, tudo no sítio, maçãs verdes, limão e ligeiro perfume de verão...a mostrar que tem uma boa acidez, na boca é bastante fácl de beber, sem a acidez exagerada que por vezes vinhos desta gama de preços apresentam.
Termina com um final agradável e perfumado na boca.
Um vinho muito agradável para um final de tarde no verão, ou para acompanhar uns pratos leves de peixe.

Nota 14

A prova e as suas explicações

As notas de prova aqui publicadas são exclusivamente elaboradas por mim. Os vinhos são em maior parte das vezes provados em casa com a minha namorada. Uma vez ou outra são provados em restaurantes e/ou em provas pelas várias garrafeiras da cidade do Porto.

Como na generalidade dos casos em Portugal utiliza-se a escala de 0 a 20, eu também assim o farei, embora cada vez mais acredite que de 0 a 100 será mais justa a avaliação.

Para a prova utilizo copos Spiegelau da linha Beverly Hills
A temperatura de prova é sempre controlada:

Vinhos espumantizados 8º
Brancos 11ºC.
Generosos aloirados 12º
Generosos Ruby's 15º
Tintos 16ºC



ESCALA

0 a 9,5 - Mau. Defeituoso.Ponto Final. Espero nunca ter que provar nenhum destes!

10 a 11,5
- Vinho de qualidade baixa, que não merece repetição nem ser aconselhado.

12 a 14
-Vinho de qualidade média, simples capaz de servir uma vez ou outra no dia a dia, mas que não passa daí.

14,5 a 15,5 - Vinho de boa qualidade, bom parceiro para o dia a dia, que apesar de não impressionar, deixa sempre algo em memória e que merece uma segunda vez.

16 a 17 - Vinho de muito boa qualidade, com tudo o que se pede a um vinho, estrutura, corpo, acidez equilibrada, aromático, enfim um vinho que marca e que merece uma atenção redobrada.

17,5 a 18,5 - Vinho excepcional qualidade, fora de série, potencial, elegância, tudo no sítio...

19 a 20
- Vinho de classe mundial. Impossível de descrever, impossível de esquecer. Raridades únicas...

O ínicio do príncipio

Bemvindos ao Vinho da Casa

Este blog vai ter como base a difusão das minhas invenções na cozinha, um parecer pessoal dos vinhos que provo, um pouco de turismo ligado à boa mesa e por onde se bebe bom vinho da casa.

Aos poucos vou enriquecendo a minha sabedoria sobre a prova de vinhos e todas as enofilices a ele associado, e para os demais visitantes espero que contribuam quer para aprender quer para ensinar!
Assim todos aprendemos e todos gozamos a vida!
Um abraço,
Paulo Silva

Alguém disse um dia:
"Até à última gota..."