sexta-feira, junho 23, 2006

Ázeo Rosé 2005




Das mãos do Enólogo João Brito e Cunha, nasce este rosé Ázeo, que em latim significa bago de uva, produzido integralmente com Touriga Nacional da colheita de 2005 proveniente das zonas mais altas do Douro Vinhateiro, entre os 450 e os 500 metros.

Apresenta 13º após uma fermentação em cubas de inox a baixas temperaturas.

Fiz a prova a 8º deixando evoluir até aos 10º.

A cor é brilhante, viva e bonita, em tons rosados com um ligeiro salmão.

No nariz, os aromas que vêm ao de cima são a melancia fresca, cerejas, e um floral bem presente, com aromas de rosas e perfume primaveril.

Na boca a acidez é alta, não mostrando presença de açucar, conseguindo-lhe dar uma frescura ímpar, com a fruta vermelha a marcar de novo pontos, com morangos e novamente cerejas.
Notei também uma suavidade e uma ligeira untuosidade na boca, que confere a este rosé um perfil equilibrado e um conjunto óptimo para acompanhar estas tardes de verão e porque não tentar umas pastas leves ou uns pratos frios!

O final é afinado bastante seco e de boa qualidade, deixando na boca durante algum tempo um perfume floral e um pouco especiado.

Um conjunto bem afinado, com a acidez ideal para poder disfrutar de toda a frescura que um rosé nos pode trazer, com a Touriga Nacional a provar que é excelente também em rosés.

Nota 16,5

terça-feira, junho 20, 2006

Alvear Syrah 2004




Desta vez por terras Sul-Americanas, mais precisamente em Guaymallen na zona de Mendoza na Argentina, aparece este Vinho da Casa das Bodegas Alvearfeito integralmente com Syrah e com 13,5º.

A cor é rubi de boa concentração, sem deixar clarear muito do meio até ao anel do copo.

No nariz, a casta mostra-se muito presente com notas de farmácia, menta e pimenta verde em primeiro plano. Com o agitar do copo, consegue-se chegar a fruta preta de boa qualidade, com um fundo muito leve de móveis antigos.

Levando o vinho à boca, a fruta preta mantém-se presente, com o chocolate preto auxiliar a prova. A acidez é elevada mas adequada, embora com o açucar um pouco presente, mas não em demasia, mostrando-se um vinho equilibrado, mas um pouco guloso, conseguindo um final algo especiado de média duração.

Se não fosse a gulodice do vinho, estávamos perante um grande Syrah, ficando a nota de prova algo moderada por esse facto.

Nota 15,5

quinta-feira, junho 15, 2006

Catarina 2005




Apesar de o tempo estar a piorar, e há até quem diga que a vindima deste ano vai ser muito má, pois na zona do Douro, houve produtores que com a "chuvada" de ontem perderam 90% dos seus vinhedos, principalmente vinhas novas... o Vinho da Casa vai ser um branco de verão, mas que também pode acompanhar vários pratos quentes.

O nome Catarina foi atribuído em homenagem a Dona Catarina de Bragança, mas também a todas as Catarinas.

É produzido numa das maiores casas das Terras do Sado, a Bacalhôa Vinhos, feito à base de Fernão Pires e Chardonnay, com parte do lote a estagiar em madeira sendo o resto em inox.
Com 13,5 é aconselhável beber com moderação, pois os brancos podem enganar... São frescos, bebem-se bem, mas depois quando se vai a levantar da cadeira.

Apresenta uma cor muito pouco concentrada, algo transparente, um amarelo pálido com tons verdes mostrando a juventude que ainda tem.

No nariz, a frescura deste vinho é bem marcante, limão e melão casados muito bem ( até em termos semânticos é curioso, LI-MÃO > ME-LÃO), relva verdinha, um pouco de ananás, e com um carácter floral presente.

Na boca a fruta fresca continua a marcar a prova, com uma acidez elevada, bem vivo o vinho, meio seco, mas com uma suavidade enrome na forma como se comporta na boca de louvar, com a untuosidade característica da casta Chardonnay e o sabor a rebuçado de limão a perfazerem um longo final.
Nada de madeira presente no vinho, talvez com o tempo ela apareça, mas também se não vier não será necessário, pois o vinho está muito muito bem, e está óptimo para ser bebido desde já.

Nota 15,5

quarta-feira, junho 14, 2006

Duque de Viseu 2004




O Vinho da Casa é um branco que vem das terras do Dão, sendo a empresa produtora a grande Sogrape, por isso em qualquer comércio é possível ver esta garrafa.

É produzido a partir das castas Bical e Encruzado (e em menor percentagem, Cercial e Malvasia Fina) plantadas na Quinta dos Carvalhais.
Posteriormente é engarrafado após um curto tempo de estágio de cerca de 4 meses onde o lote seleccionado é mantido em cubas de aço inox, sendo que uma pequena parte estagia em barricas de carvalho.

Apresenta 13º.
Provei este vinho, num curso ministrado plo Rui Falcão da Blue Wine no Palácio da Bolsa, onde tirei as seguintes considerações:

Nariz: Bastante frutado, com ananás, maçãs verdes, um ligeiro toque de cânfora, notando-se ligeiros toques de manteiga.

Boca: Boa acidez, fresco, nada enjoativo, continuando com ananás em grande plano, terminando com a banana e a baunilha presentes.
Nota 14/15

domingo, junho 11, 2006

Dão Vinhos e Sabores

Ora bem, o Vinho da Casa esteve presente ontem num dos pátios mais bonitos do País, no Pátio das Nações, no magnífico Palácio da Bolsa, onde aconteceu mais um evento conduzido pelo Espaço Essência do Vinho, desta vez com a ajuda da CVR Dão e de 36 produtores do Dão.

Com pouco público presente, apesar de ser entrada livre, talvez justificado por ser dia de Portugal, estar bom tempo, a Selecção jogava no dia a seguir, estavam a decorrer jogos do Mundial, etc.
Foram estas as considerações dadas plo Nuno Guedes Pires, pessoa que já conhecia a alguns tempos, mas que é sempre um prazer falar com ele, pois a humildade e a simpatia que demonstra são de louvar.

De realçar mais uma vez, a excelente atenção em manter os vinhos à temperatura adequada, assim como os copos de boa qualidade.

De entre os 36 produtores, ficaram-me na retina as seguintes provas:

Quinta da Vegia Reserva 2003
Vinha Paz Reserva 2003
Quinta de Lemos símbolo Verde 2003 e símbolo Branco 2003.
Quinta da Falorca Touriga Nacional 2003
Quinta da Falorca Reserva 2001
Quinta dos Roques Touriga Nacional 2003
Quinta dos Carvalhais Encruzado 2004

Como boas surpresas:
Porta Fronha 2005 - Pela frescura
Pedra Cancela 2004 - Pela gulodice

De relembrar também, a excelente festa que ocorreu à noite, onde um DJ convidado moderou o som, com bons momentos de Chillout e boa música ambiente.
Durante esta Wine Party, estavam disponíveis para beber vários vinhos do Dão, 8 Tintos, 8 Brancos e 4 espumantes.
Para beber mesmo, pois não havia cuspideiras, portanto o melhor vinho da noite acabou sempre por ser o último, perceba-se porquê.

Um evento a repetir, pecando apenas plo pouco público, embora se tenha estado muito confortável assim.

Os meus parabén à organização.

sexta-feira, junho 09, 2006

Cartuxa Tinto Colheita 2000




Este Vinho da Casa não necessita de grandes apresentações, pois penso que todos o vêem em todo o lado, e já tem um historial enorme. Basta apenas dizer que este Colheita na altura foi vinificado com as castas Aragonês, Trincadeira, Tinta Caiada, Castelão e Alfrocheiro, apresentando 13º com estágio em madeira.

Este vinho foi para mim, antes de "entrar" nestas andanças uma referência Nacional, mas penso que hoje em dia estará um pouco longe disso, pelo menos a mim o vinho não me convenceu.
Ofereceram-me no Natal duas garrafas destas, tendo aberto a primeira na passagem de ano, tendo-lhe notado uma acidez um pouco desequilibrada, tendo pensado na altura que fosse problema de garrafa, mas como verão mais abaixo, esta garrafa ora aberta apresenta as mesmas características.

Optei por iniciar a prova a 15º, mas foi aos 17º/18º que o vinho se tornou mais atraente.

Apresenta uma cor rubi, com reflexos de vermelho quente no anel.

Um nariz de intensidade mediana, algo floral e com notas de cereja, conjugado com carácter vegetal. Em segundo plano aparecem aromas quentes, terra húmida, tabaco. Para completar o lote, faz-me pensar ligeiramente em lagares. Nariz correcto mas nada exuberante.

Na boca mostra-se encorpado, com uma boa estrutura, no entanto a acidez desequilibrada não consegue criar um bom perfil. Aparecem umas notas lenhosas e vegetais, lembrando mesmo azeitona com a fruta em segundo plano, mas bem madura.
Final médio e especiado.

De facto o vinho não me convenceu, pois com o preço que apresenta, 13 euros, podemos encontrar alternativas melhores e bem mais em conta.
Nota 14

segunda-feira, junho 05, 2006

Quinta da Casa Amarela 2003




Cá estou para apresentar mais um Vinho da Casa, e pode-se dizer que este é mesmo "caseiro", pois este vinho nasce de um projecto familiar, onde Laura Regueiro e seus dois filhos fazem a produção numa quinta do Douro, na margem esquerda entre a Régua e Lamego.

Casa bastante reconhecido na produção de vinho do Porto, decidiu em 2000 iniciar a produção de vinhos DOC-Douro, onde nos presenteia com este colheita de 2003.

Um vinho elaborado com as castas nobres durienses, Tinta Amarela, Toutiga Franca, Touriga Nacional e Tinta Barroca, com 13,5º, com uma passagem ligeira pela madeira.

Iniciei a prova a 15º, com decantação prévia, facto que acabou por ser bem sucedido pois tinha algum depósito.

Apresenta uma cor vermelha granadina ainda jovem de média concentração.

No nariz, a presença de fruta silvestre e algumas notas florais é inevitável conjugado com notas químicas. A presença deste casamento com ligeiras nuances de madeira dá-lhe um bom aroma, nada exuberante mas convidativo à prova de boca.

Sendo o convite aceite, a primeira sensação são as compotas de amoras, também com nozes a assumir um papel principal na boca.
Com uma acidez algo comedida e com taninos suaves, o vinho torna-se bastante fácil de ser bebido, redondo e correcto, terminando com um final médio onde a baunilha proveniente do estágio em madeira perfuma a boca.

Nota 15,5
PVP aprox. 9 euros

Sendo um vinho de quantidade limitada, a numeração é feita no rótulo, tendo sido esta prova condecorada com o número 11538.


sábado, junho 03, 2006

Quinta das Hidrângeas 2003




O Vinho da Casa deste fim de semana, é um vinho cheio de carácter, no perfil mais robusto que o Douro Vinhateiro pode permitir.
Henrique Tiago Pinto & Filhas, fizeram este vinho Doc com Tinta Amarela, Tinta Barroca, Tinta Roriz e Touriga Franca, apresentando 13,5º, tendo estagiado durante 12 meses em barricas de carvalho francês Allier.

Provado em prova cega, o vinho aparece quase preto na cor, com uns aromas de fruta muido madura, amoras pretas, groselhas, muito mas muito intenso no nariz, com algumas presenças de licor a marcar o nariz, juntamente com boas notas provenientes da madeira, com chocolate e algumas notas de folhas de tabaco.

Na boca o vinho está muito vivo ainda, com os taninos aguerridos, com uma acidez algo elevada, mostrando um bom corpo, fazendo com que a prova se torne um pouco díficil, no entanto com a fruta preta a encher a boca, ficando um final ligeiramente alcoolico, perdendo aqui todos os atributos de vinho "cheio".

Talvez será melhor esperar que o tempo em garrafa trate de afinar este vinho, pois ele mostra grande qualidade no nariz, mas está ainda muito agreste. Só o tempo o dirá, mas a partida poderemos ter no futuro um vinho para uma refeição de carnes vermelhas, ou para acompanhar uns enchidos.

Um vinho feito pra durar.

Nota 15,5

sexta-feira, maio 26, 2006

Boa Memória 2004




Com o calor a apertar cada vez mais, voltamos outra vez para o Alentejo solarengo, novamente no Monte Seis Reis, em Estremoz.
Desta casa, já tinha sido provado o Bolonhês.

Agora o Vinho da Casa é este branco de 2004, feito apenas com Antão Vaz, tendo estagiado em meias pipas de carvalho francês novas durante 6 meses. O nome Boa Memória foi atribuído como homenagem a D. João I, 10º rei de Portugal.

Iniciando a prova a 11º, apresenta uma cor amarela dourada, com ligeiros toques esverdeados.

No nariz, a presença dos aromas provenientes da madeira nova são inevitáveis e de resto muito agradáveis, com baunilha a encher o copo, as notas de torradinhas de pão de forma com manteiga. Nota-se também a presença de ananás,de rebuçado, o que mostra que a fermentação em madeira foi bem conseguida, encaixando tudo no sítio.

Na boca, o vinho é fresco, com uma acidez bem regulada, com notas de alperce ainda verde, ananás e um pouco de kiwi, e alguma especiaria, pimenta branca, a perfazerem um cocktail curioso na boca. O final de boca é muito agradável, com a baunilha a aparecer em grande plano, ficando, ficando e ficando. Belo final.

Nota 16,5

Este vinho andará na casa dos 6 euros, pelo que é uma compra recomendada, quer pela qualidade aromática que evidencia, quer para quem for adepto de Antão Vaz, pode sempre descobrir aqui um bom exemplo desta casta.

Quinta do Alqueve Tradicional 2002




Tendo passado toda a minha infância no Ribatejo, acho que o Vinho da Casa já merecia ser do Ribatejo, por isso proponho-vos um belo vinho feito naquelas bandas, mais precisamente na Sociedade Agrícola Pinhal da Torre, de Alpiarça.
É um vinho de entrada de gama da Quinta do Alqueve, feito com um lote de castas tintas,sendo elas a Touriga Nacional, Trincadeira,Tinta Roriz e Castelão.

O termo Tradicional tem a ver com o modo como o vinho é feito.
É vinificado então em lagares com pisa a pé, pelo processo tradicional de curtimenta, com ligeira maceração, tendo estagiado durante 12 meses em barricas de carvalho.

Em relação à prova o vinho apresenta um cor violácea com boa concentração.

No nariz tem um aroma muito agradável, madeira muito presente, com notas de charuto, terra húmida, com fruta silvestre, alguma menta e uns ligeiros toques de perfume a perfazerem um belo convite para a prova de boca.

Na boca então, as notas de frutos secos sao predominantes, começando na avelã, passando por toques amendoados, tendo um final algo longo e deixando a boca com um travo doce, com notas gulosas de amoras e cerejas... com taninos ainda presentes, mas finos, o que faz com que o vinho seja muito suave e delicado na boca, com uma acidez bem controlada.

Nota 16

Este vinho anda na casa dos 7,50 euros, pelo que é uma boa compra, tendo sido referenciado por um dos maiores críticos mundiais, Robert Parker de seu nome, atribuindo-lhe 88 pontos ( 0 a 100), tendo mesmo sido o único vinho Português recomendado no site do Robert Parker como "Wine of the day".
Foi também aconselhado como Boa Escolha no Programa da RTPN " A Hora de Baco"

domingo, maio 21, 2006

Sancerre Cuvée Prestige 1994




Ora bem, pela primeira vez o Vinho da Casa já tem alguns anitos, 12 por sinal...
Trata-se de um vinho francês da zona de Bué, com a Appellation Sancerre, produzido por um dos melhores produtores de Sancerre, Lucien Crochet.
É feito apenas com Sauvignon Blanc, com 13º.
Os vinhos Cuvée Prestige só são lançados nos melhores anos e são oriundo vinhas mais velhas.

Portanto temos todos os pontos para um grande grande vinho, resta apenas saber se os 12 anos que a garrafa já tem foram benéficos ou não.

Optei por iniciar a provar a 10º, deixando evoluir até aos 13º, tentando descobrir o ponto ideal de prova.

Tem um cor amarela dourada bem concentrada.

Está um vinho pleno de aromas, intensos, parece não ter perdido nada, com notas fortíssimas de maça cozida, e notas florais, malmequeres, milho, transportando para dentro do copo uma tarde quente de verão no campo.

Na prova de boca, a acidez ainda está presente, bastante melado, com notas de manga e melão. Termina intenso com suavidade e melado deixando a boca repleta de amendoa amarga. Perfeito.

Grande vinho, é pena é não haver mais exemplares, quer para repetir a dose, quer para vocês poderem perceber o quão perfeito estava este vinho.

Não querendo atricuir nenhuma nota, pois penso que não se justificaria, mas menos de 18 não arriscaria.

Concurso Mundial de Bruxelas




Já estão disponíveis os resultados do maior e talvez melhor concurso mundial de vinhos, onde Portugal é medalhado em largos vinhos, mais de 150!

Resultados disponíveis numa tabela de Excel em
Tabela do Concurso

O Vinho da Casa dá os parabéns a todos os vinhos medalhados.

International Wine Challenge 2006




Meus amigos, Portugal está mais uma vez no topo do mundo, desta vez em 3º lugar no International Wine Challenge 2006 com 43 medalhas de ouro.

Sem grandes surpresas, os vinhos fortificados, Porto e Madeira, dominam as medalhas de Ouro, mas há 15 medalhas superiores para vinhos de mesa também. A maioria destes é do Douro (Tinto e Branco), com exemplares bem-vindos do Dão e do Alentejo.

Em 1º e 2º lugar ficaram a França e a Austrália com cerca de 50 medalhas cada.

Parabéns a Portugal

Campolargo Arinto 2004




Vindo das mão de Manuel dos Santos Campolargo, um dos melhores produtores da Bairrada, embora com o hábito de produzir poucas garrafas, como é exemplo disso este Arinto de 2004, em que apenas 2130 garrafas foram engarrafadas.
Tem um rótulo simples, mas bastante origianl, em que o título da garrafa vem inserido num texto descritivo do modo como foi feito o vinho.

É então um vinho branco feito apenas a partir da casta Arinto, tendo estagiado 6 meses em madeira usada.

Provado a 12º, embora no guia do JPM fosse indicado para nunca o beber abaixo dos 14º, parecendo-me a mim que o vinho ficaria muito pesado...

Aparece com uma cor amarela com um fundo verde, com ligeiras nuances douradas.

No nariz a presença da madeira é inevitável, tudo num conjunto elegante e convidativo, com a amêndoa e a ameixa branca a marcar papel principal, aparecendo o chá branco em segundo plano, mas que lhe confere uma harmonia muito boa.

Na boca a acidez é elevada mas não exagerada, com uma frescura enorme, mostrando-se um vinho seco, mas com umas ligeirissimas notas doces, com um estilo perfumado, com o côco e pimenta branca a preencherem por completo a boa, deixando um final de boca longo e com elegancia.

É um vinho muito elegante e suave, com uma frescura e acidez contrabalancante, tornando-se num dos grandes Arintos com madeira a meu ver.
Apesar da sua reduzida produção é possível adquirir este vinho por cerca de 8 euros.

Nota 17

Sugestão:
Acompanhem com pratos de marisco, liga muito muito bem.

quinta-feira, maio 18, 2006

Altano 2003 tinto




Aqui estamos mais uma vez nas encostas do Douro, mais precisamente no Alto Douro, onde a família Symington produz vinho desde o Séc. XIX, apresenta este Vinho da Casa elaborado com duas castas bem conhecidas da zona, Tinta Roriz e Touriga Franca.

Apresenta uma boa cor grená, de concentração média.
Nos aromas está muito correcto com toques florais, menta e alguns frutos silvestres, não conseguindo esconder de forma alguma de que se trata de um típico "Douro". No entanto o alcóol aparece em demasia, embora só tenha 13º ( coisa rara nos dias que correm ) e a temperatura continue nos níveis recomendados ( 15/16º).

Na boca, a situação mantém-se, com uma acidez bem conseguida, com alguma estrutura, de fácil prova, algo directo, com a fruta madura a evidenciar-se a uns ligeiros toques de amoras pretas, no entanto um pouco curto.

Um bom vinho do Douro para o dia a dia, atendendo ao preço de 3 euros, para acompanhar pratos ligeiros de carne, ou umas "pastas", pois não tem porte pra mais vôos.

Nota 14

segunda-feira, maio 15, 2006

Michel Laroche 2001 Syrah




Mais um Syrah como Vinho da Casa, desta vez vindo lá de fora, do Sul de França, mais precisamente da Appellation Vin de Pays d’Oc.

Vinho decantado e com temperatura controlada a 15º, chegando até aos 17º com o decorrer da prova.
Cor grená ( ou granadina, em bom português :) ), com alguma lágrima, evidenciando cores mais quentes no anela, não conseguindo esconder a idade que já tem.
Bastante depósito, pelo que a decantação torna-se necessária.

Enquanto o vinho vai “respirando”, começa a aparecer aromas nunca antes experimentados por mim num vinho tinto… talvez por não provar muitos vinhos estrangeiros… não sei, mas digo-vos que a experiência foi fenomenal. Mel, fruta em passa, figos… isto tudo só no nariz, ficando a pedir para provar rapidamente na boca a ver o que nos mostra! Aparecem também notas especiadas típicas desta casta, noz-moscada, pimentas.

Levando então o copo à boca, o chocolate preto mais uma vez toma conta da degustação, sendo nobremente acompanhado por avelã, frutos secos, com boa estrutura e com uma acidez ainda presente, nada “morto” o vinho, no entanto com os taninos já bem arredondados, terminando com um bom final, sedoso e bastante especiado.

Encontrando este vinho no nosso país a cerca de 7.50 é de experimentar pois tem uma boa qualidade.

Nota 15

Syrah Cortes de Cima 2003




O Vinho da Casa desta vez é um monocasta, dum produtor apreciado por grande parte dos consumidores.

Provado em prova cega.

No copo mostra-se retinto e bastante concentrado, evidenciando um vinho com bom corpo de certeza.

Quando se leva o nariz ao copo, os resultados são apaixonantes… Começando pelo chocolate, pelas folhas de tabaco, algumas notas de farmácia e, para mim o melhor de todos, o aroma a pinheiros, a terra húmida… lembrando um final de tarde de Outono.

Ora bem, com estes argumentos, o rótulo de alentejano já não lhe escapa.
Fazendo a prova de boca, a fruta aparece com grande qualidade, com boa estrutura, amoras pretas, groselhas, um pequeno toque de morangos, tudo muito maduro, com um final bastante especiado… Para quem conhece as Cortes de Cima, este não engana…

Eu na altura apontei a hipótese de ser o Incógnito… Foi ao poste.
Em suma, um vinho regional alentejano, produzido com as mais velhas vinhas de syrah em Portugal, anos 80, na zona da Vidigueira por um Dinamarquês que viajava de veleiro à procura de vinhas e, que, aterrou no nosso país por acaso. E muito bem fez ele, pois com este vinho consegue mostrar todo o seu esplendor desta casta, mas nunca fugindo ao perfil Cortes de Cima, e que belo perfil…
Cerca de 13 euros a garrafa.

Nota 16,5

Quinta da Pedreira Espumante Branco Bruto 2003

Provado em prova cega.

Bolha sempre presente, com um início muito sulfuroso no nariz, que desaparece com ao longo da oxidação no flute, com notas de ananaz, lima-limão, bastante intenso e seco, como seria de esperar de um bruto, com um açúcar residual nulo ou quase nulo. Na boca, deixa um final amanteigado, lembrando a casta Chardonnay.

Espumante produzido na Bairrada, com um lote de castas, Maria Gomes, Bical, Chardonnay e Rabo de Ovelha.

Um bom espumante português a um preço ainda melhor, 7 euros.

Nota 15,5

domingo, maio 14, 2006

Pequena paragem

O Vinho da Casa informa que o seu anfitrião esteve durante toda a semana na Queima das Fitas do Porto, tendo por esse motivo, compreensível suponho, a impossibilidade de actualizar convenientemente o blog.

No entanto já no dia de amanhã, o Vinho da Casa apresenta 3 novas provas.

PS: Ainda não há livro amarelo! queixem-se à DECO!

Um abraço

quarta-feira, maio 03, 2006

Irreverente Tinto 2003




Variando mais uma vez na região, aparece este vinho da casa, proveniente das Beiras, produzido pela Udaca (União das Adegas Cooperativas do Dão), onde foram produzidas 66657 garrafas, tendo o vinho o estágio em madeira por apenas 4 dias, seguido de 5 meses em garrafa.
A mim coube-me a garrafa nº13735

Sendo um Regional das Beiras, com Touriga Nacional, Tinta Roriz, Jaen e Alfrocheiro Preto, apresenta-se com 13º, tendo uma boa concentração na cor rubi e com boa vivacidade.
Nos aromas, mostra-se muito fresco e frutado, com notas de ameixa madura, groselhas, aparecendo também alguma menta( segundo a minha namorada, com o qual concordei).
Na boca, o perfil é clássico, bom corpo, boa acidez, de bom porte como as Beiras nos habituam, terminando na boca com notas de caramelo e ameixas em passa, no entanto tudo desaparece num ápice... Final curto

Nota 14

É um vinho a experimentar, mas que de Irreverente nada tem, a não ser o nome.
Deverá andar à volta dos 3 euros em qualquer loja.
Para concluír, devo referir que o vinho teve um prémio internacional:
Medalha de Prata Wine Masters Challenge 2004