quinta-feira, dezembro 07, 2006

Ristorante Degusto

O Vinho da Casa, aproveitou uma jornada de Liga dos Campeões, onde quase toda a gente se fixou nas televisões, e onde 50.000 Portistas se deslocaram até ao Dragão para ver o Porto-Arsenal, para ir até à Rua de Sousa Aroso, jantar no Degusto.

É um espaço com um design especial, muito moderno, com mesas bem simples, sem os guardanapos a fazerem de couve-repolho por cima do prato, tudo prático e arejado, mas em que o cuidado de apresentação é irrepreensível, pois reparei por exemplo que para "pôr" a mesa , os empregados de mesa sentam-se na mesma para colocar a toalha perfeitamente simétrica e ficam a fazer contas trignométricas para colocar tudo no sítio.

Antes de iniciar a refeição, entre duas palavras com o simpático José Espírito Santo, tomei como aperitivo um Grandjó Late Harvest 2002, muito aromático, nariz doce e melado, com notas de laranja cristalizado, pêssego, figos, na boca com uma boa acidez, com frutos secos a trazer um lado diferente e um final doce.

Já à mesa, como couvert, uma manteiga aromatizada, azeite para molhar um pouco de pão e umas azeitonas pretas aromatizadas com alho habituaram o estômago para o início de uma refeição incrível.

Como saberão, actualmente o Chefe é o Vitor Claro, que tem para nos oferecer um menú de degustação simplesmente tentador, com um custo de 45 euros. Apesar de quase me ter persuadido, acabei por pedir à carta, pois também já tinha tido oportunidade de experimentar algumas das brincadeiras do Chefe em Outubro.

Como entrada veio então para a mesa um Carpaccio de Mexilhão, fresquíssimo, com o mexilhão bem escondido com o tomate triturado por baixo duma salada de vários verdes, bastante hidratados. Por cima umas raspas de queijo davam-lhe um toque divinal.
Veio também de entrada um dos pratos que me deixou completamente derretido.
Coscorões de alheira com vinagre balsâmico. Este prato é só, genial, por duas razões:
1º O doce dos coscorões liga mesmo bem com as especiarias/vinagre da alheira.
2º O crocante dos coscorões e a gordura da alheira faz uma ligação incrivel.

Já de prato principal, a minha opção foi Polvo com gnocchi , presunto e pimento de padron.
Há muito tempo que não comia um polvo tão tenro e tão bem confeccionado, com o amargo do pimento a ligar muito bem com o sabor do molusco. Aqui um pequeno reparo, se é que tenho direito ao mesmo. Os Gnocchi estavam ligeiramente secos, e com uma consistência demasiadamente grossa, um pouco ao estilo "plasticina" que acabava por cansar um pouco o prato. Talvez tivessem farinha ou fermento a mais, pois ao que soube pelo próprio chefe, ainda está em fase de experimentação e os Gnocchi são feitos na hora.

A Joana, optou pelo Lombo de bacalhau cozido em caldo verde, que apesar de "tradicional", pelo que me transmitiu, estava excelente e capaz de mandar abaixo muitos bacalhaus nas mesas de Natal. Ou esteve muito tempo em leite (piada ;) ) , ou cada lombo daqueles deve custar uma pipa de massa, pois a suavidade das lascas que se delicadamente iam caindo do lombo era inigualável.

Porque este é um blog de crítica de vinhos, falo-vos agora do vinho que acompanhou a refeição, por sugestão do José Espírito Santo.

Foi um vinho branco da Alsácia, o PAUL BLANCK SOMMERBERG Grand Cru Riesling de 2001. Que grande sugestão, mal o vinho foi servido no copo, toda a mesa ficou perfumada, um nariz incrível, super delicado. A 10ºC mostra-se muito mineral, com notas florais, algum vegetal seco, madeira muito bem integrada com ligeiro fumado e alguns frutos secos. Mas que um pouco mais quente, a 14ºC, e pelo lado positivo, rapidamente se aproximava perigosamente duma Colheita Tardia ou qualquer coisa do género. Começava a ganhar aromas a mel, a casca de laranja. Muito bom. Achei um vinho multifacetado e charmoso acima de tudo. Tanto se bebe no estilo mineral, como na variante mais "pesada".

Serviço de vinhos de primeiro nível, nunca tinha visto o vinho ser tão bem tratado em Portugal. Que felicidade que é poder disfrutar um vinho fora de casa em condições ideais e em Copos Riedel. Aqui não há que ter medo em pedir um vinho a um preço elevado, pois há condições para o apreciar.

Nas sobremesas, sugeri à minha namorada que experimentasse os Peixinhos da horta com tomate, pois eu já conhecia e que é mais uma daquelas ideias geniais que deixa qualquer pessoa estupefacta com a simplicidade do prato, mas que não lembra a ninguém confeccioná-lo.
Eu optei por um clássico mas com muito boa apresentação, um Queijo da Serra com compota de pevides acompanhado por um LBV de 2000 da Niepoort, que foi servido um pouco quente demais, a cerca de 19/20ºC.

Lá para o fim da noite, e já o Porto estava na próxima fase da Champions, chegou alguém ao restaurante em que eu disse, " eu conheço aquela cara de algum lado", pois... Era o Chefe Augusto Gemelli que vinha também jantar.

É um sítio a repetir sem dúvida, que merece todo o cêntimo ali gasto. Agora preciso é tornar a encher a carteira para lá voltar. Mas que vale a pena vale, prefiro jantar aqui de longe a longe, do que gastar 20 euros mal gastos num outro qualquer restaurante em que sou obrigado a beber cerveja ou então vinho em condições deploráveis por vezes.
Foi uma grande noite, e uma das melhores refeições a que já tive direito.
Adorei mesmo. A companhia também era boa, a música de fundo ideal, e todo o serviço brilhante.

Os meus parabéns por este excelente espaço.

Nota 21 :)

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Muxagat 2003

Este vinho, oriundo de terras bem lá no Alto Douro, onde o Côa encontra o Douro, é feito pelo neto do grande senhor Fernando Nicolau de Almeida, o pai do Barca Velha.

Mateus Nicolau de Almeida fez então este Muxagat tinto 2003 com as castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta roriz e Tinta Cão, em lagares de pedra e com um estágio em Carvalho Francês, novo e usado.

Com 13%vol. mostra uma boa cor de média concentração.

Elegante no nariz, com ligeiro químico e alguma menta, com um perfil muito floral, lembrando violetas, muita fruta vermelha de boa qualidade, cerejas, amoras, alguma compota, sempre com as notas de barrica muito bem integradas no vinho, com ligeiros frutos secos e algum chocolate preto e um tom abaunilhado que perfuma o conjunto.
Mostra ainda com um fundo fresco muito interessante que lhe traz um estilo muito próprio e longe dos sobremaduros "Douros" de 2003. Com 13% naquele ano deve ter sido dos poucos casos.

Na boca é isso mesmo que se encontra, frescura, estilo clássico, taninos afinados, de bom corpo, equilibrado, com a ligação madeira/fruta muito bem conseguida, com cerejas, fundo balsâmico e com boa acidez, permitindo um bom final com notas de baunilha.

Está aqui um vinho diferente do actual Novo Douro, longe de excessos de maturação, com pouca graduação, num estilo próprio, sóbrio e acima de tudo equilibrado. Não fala demais, mas também não diz asneiras.

Nota 16,5
Preço 12 euros

quinta-feira, novembro 30, 2006

Quinta de Macedos 2002

Depois de provado o Lagar de Macedos e o Pinga do Torto, chega agora a vez do Quinta de Macedos 2002.

É um vinho feito com todos os cuidados, com escolha criteriosa das uvas, vindas de vinhas muito velhas, com 80 anos, onde a predominância é a Touriga Franca entre quase duas dezenas de castas. Após uma maceração de mais de um mês, o vinho adormece durante 20 meses em barricas pequenas de carvalho francês.
Este vinho tal como os outros dois, tenta espelhar o terroir do rio Torto. Vindo de um ano muito complicado, será que as vinhas velhas conseguiram fazer um Douro ao melhor nível? Abra-se a garrafa, decante-se com antecedência e descubra-se!

Com 14,5%vol mostra uma boa cor ainda opaca, com ligeiros reflexos granados.

No nariz o vinho exibe um lado complexo, intimista e acima de tudo convidativo. Uma entrada com classe, com um casamento prefeito entre o vinho e madeira de alto nível, com torrados, notas de baunilha, bolacha maria, chocolate preto, flores secas, frutos vermelhos(morangos, maçã vermelha) e algumas especiarias.

Cheio de garra na boca, mostra toda a potência que o Douro pode ter, picante, explosivo, aliado a uma elegância e a uma seda incrivel, parecendo que toda esta austeridade e severidade está embrulhada em cetim. Taninos mais que finos, grande estrutura, acidez bem lá em cima, explosivo na fruta, exuberante nas notas de madeira. Final muito muito longo e delicado.

Grande, grande vinho...
Se o rio Torto é isto, então está de boa saúde e recomenda-se.

Nota 18
Preço - 28 euros
Produção - 2300

Este vinho entrou também para o desafio da Prova à Quinta.

quarta-feira, novembro 29, 2006

A prova dos 20

Se percorrermos as folhas de alguns manuais ou guias de vinhos, rapidamente chegamos à conclusão de que os tawny's de 10, 20 30 ou 40 anos nada ganham com o estágio em garrafa, e devem mesmo ser guardados de pé.
Quanto à última parte, é simples de perceber, pois como quase todos os tawny's não são rolhados com rolha inteira, guardá-los deitados está fora de questão.
Quanto à primeira parte, uns dizem que o vinho já teve tanto tempo de contacto com a madeira que o estágio em garrafa em nada vai mudar, apenas pode piorar, pois podem-se perder alguns aromas.

Porque toda a regra tem excepção, os Tawny's 20 anos da Niepoort ( não sei se serão os únicos) têm rolha completa e pelos vistos podem ser guardados.

Senão vejamos:
Lá para meados de Outubro, o Dirk Niepoort fez uma pequena brincadeira.
Abriu um 20 anos engarrafado em 2006, um engarrafado em 1973 e outro em 1982. É claro que os lotes são completamente diferentes, mas deu claramente para perceber que o 20 anos de 1973 estava em muito boa forma e o de 1982 em excelente forma. Depois de arejarem bem, provámos os três vinhos às cegas, e o de 2006 foi claramente posto de parte como o menos exuberante e o mais delgado na boca. Eu troquei o de 73 com o de 82, já o José Rodrigo (novo enólogo da Niepoort) esteve exímio na brincadeira. Acertou em cheio!

"Venceu" o combate o de 1982, exuberante, com aromas de garrafa muito curiosos, com uma untuosidade na boca incrível e com um final daqueles mesmo intermináveis.
O de 1973 ainda que muito bem, denotava um ligeiro cansaço na boca, mas claramente superior ao 2006.

Este post veio ao encontro daquilo que o Rui Miguel do Pingas no Copo dizia sobre os LBV's evoluírem ou não em garrafa. Rui, se até os 20 anos evoluem bem , porque não?

Alguém já provou um Tawny com alguma idade de garrafa?
Será que deverão os produtores rolhar as garrafas de Tawny's com condições de guarda?

terça-feira, novembro 28, 2006

2ª Jornada da Prova à Quinta


Rodando o anfitrião, cabe-me agora a mim lançar o repto.


Sugiro a todos os Blog's e curiosos que façam a prova do seguinte:

UM VINHO PORTUGUÊS DA COLHEITA DE 2002

Esperando que se consiga encontrar vinhos curiosos para contrariar a "chapa" que se colou a aquele ano...




Eu provei o Quinta de Macedos 2002 e foi um enorme prazer...

Fico à espera das vossas propostas.

segunda-feira, novembro 27, 2006

Pontual Reserva 2004

Depois de provado o Pontual Syrah 2003, vem agora ao Vinho da Casa o irmão mais velho, também Alentejano, Pontual Reserva 2004 para prestar provas.
É um vinho feito com 80% de Alicante Bouschet, 10% de Touriga Nacional e 10% de Syrah, com um estágio de 12 meses em barricas de Carvalho Francês e Americano.

Com 14,5% vol. apresenta uma cor rubi muito intensa, quase preto.

No nariz, o vinho tem um aroma muito elegante e sério, com muita fruta preta, chocolate preto, erva seca, com a madeira muito bem integrada no vinho, trazendo aromas de baunilha a perfumar o conjunto, e com um fundo fresco interessante e anisado.

Na boca o vinho mostra um lado mais quente, mais guloso, com fruta mais doce, com taninos presentes mas sem incomodar. Com muita harmonia a fruta e a madeira lá vão andando de mão dada, sempre com ligeiras notas de ervas aromáticas.
Com um bom volume de boca, é um tinto encorpado, conseguindo ter um perfil muito elegante com uma boa acidez e com um final longo com notas de baunilha.

Nota 17,5
Preço - 16 euros
Produtor - Companhia de Vinhos do Alandroal

Em relação a estes dois vinhos deste produtor Alentejano, elegância é ponto comum, assim como um certo nível de frescura, poucas vezes conseguido naquelas bandas tórridas.
Este é de nível superior, talvez por ter mais alguma complexidade e um final de boca mais longo.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Quinta de Cidrô Chardonnay Reserva 2004

Este vinho branco, como o próprio nome indica vem das vinhas de Chardonnay plantadas na Quinta de Cidrô, em Trás-os-Montes em 1993, mas que só em 1996 deram o seu primeiro vinho.

Neste ano de 2004, o vinho fermentou e estagiou durante 6 meses em barricas de carvalho novo.

Com 14%vol. apresenta uma cor dourada carregada.

No nariz tem uma boa entrada aromática, complexo e exuberante, com mel, funcho, sensação floral, bem vincado pela madeira com notas de baunilha e a tal sensação de madeira molhada que eu tanto gosto. Parece que estamos no campo em pleno outono com a chuva a trazer os aromas mais húmidos. A fruta também cá está, com bons aromas tropicais.

Na boca, nota-se uma untuosidade e um bom corpo, com ligeira sensação vegetal, ligeiramente pesado, ainda que aguentado pelo fundo mineral e pela boa acidez que apresenta, trazendo alguma frescura, com um final persistente e amendoado.
Um vinho encorpado, feito para a meia-estação e porque não para o Inverno, mas com isto não se pense que o vinho é enjoativo.
Boa relação qualidade-preço e com pernas para aguentar uns anos.

Nota - 16,5
Preço - 6 euros



Este vinho foi já provado pelo Copo de 3 e pelo Saca-a-Rolha.

terça-feira, novembro 21, 2006

4 vinhos Portugueses no Top 100 de 2006

Este ano no Top 100 da Wine Spectator, quatro vinhos do Douro entraram na lista.

Em 18º lugar - Vale Meão 2004 com 97 pontos.
Em 47º lugar - Quinta do Crasto Vinhas Velhas 2004 com 93 pontos.
Em 69º lugar - Churchills Estates 2004 com 91 pontos.
Em 97º lugar - Altano Reserva 2003 com 90 pontos.


De resto e como no ano passado, 4 vinhos tintos voltaram a estar presentes, tendo a Wine Spectator "deixado de lado" o Vinho do Porto desde há 3 anos para cá.

Como poderão reparar na lista do Top 100, parece haver alguns vinhos com menor pontuação acima de outros mais bem cotados. Isto deve-se ao facto de os critérios de escolha não se basearem apenas na pontuação, mas também no volume de produção, preço, distribuição e disponibilidade.

A primeira vez que um vinho entrou no Top 100, desde 1988, foi em 1994 em que quatro Vinhos do Porto foram incluídos.

Só por uma vez é que houve um vinho de fora do Vale do Douro a ser eleito. Foi o Alentejano Cortes de Cima Touriga Nacional 2002 no Top de 2005.

Os meus parabéns aos produtores, e ao Douro em geral, que mais uma vez mostra que tem capacidade para ser o nosso porta-estandarte vinícola.




domingo, novembro 19, 2006

Quinta das Baceladas 2003

Este vinho tinto já foi alvo de observação pelo Rui Miguel com Pingas no Copo, feito pelas Caves Aliança, na Bairrada.

Tem no lote a tradicional Baga, e as importadas Cabernet Sauvignon e Merlot, que passaram cerca de 12 meses em barricas novas de carvalho francês.

Com 14,5%vol e uma cor rubi muito densa, opaca mesmo.
No nariz tem um aroma elegante e fresco, com uns primeiros aromas florais a aparecerem em conjugação com fruta preta de boa qualidade, seguido de um fundo balsâmico e alguma borracha. Um ligeiro lado vegetal, "bosque" (talvez pinheiro) como o Rui lhe chamou, mostrando que a Baga está cá presente. A madeira nova também cá está e bem integrada no conjunto, trazendo um toque de cetim, notas de baunilha e algum chocolate preto .

Na boca, o vinho mostra alguma fruta muito madura,algo guloso, um bom volume de boca, com taninos finos e elegantes, todo polido e num perfil moderno e marcado pela madeira nova. O final é de bom comprimento, com o chocolate e fruta preta a perfumarem a boca.
Um vinho bem desenhado, onde o Cabernet Sauvignon aparece aqui como eu gosto, bem trabalhado e sem os pimentos verdes a chatearem o nariz. Boa opção para este preço.


Nota 16,5
Preço - 10 euros
Produção - 26.525 garrafas

quarta-feira, novembro 15, 2006

Vinho da Casa no Desafio Prova à Quinta

O Vinho da Casa junta-se ao Copo de 3 com o intuito de apoiar a iniciatia lançada. O objectivo deste desafio consiste em cativar, bloggers e apreciadores de vinhos a participar em provas temáticas.

Neste primeiro desafio, o João Pedro, patrão do Copo de 3, sugeriu que se provasse um vinho tinto português com menos de 13º. A escolha pode parecer fácil, mas hoje em dia vinhos cada vez estão mais alcoólicos...
Qualquer dia no Douro vai-se chegar a fazer Vinho do Porto sem a adição de aguardente!!! Já não faltou muito, ainda se lembram do Bafarela Grande Escolha 2003 com 17º???
E não é que o vinho esgotou?



João Pato Touriga Nacional 2005
12,5%vol.


Vindo das Beiras e da autoria de Luís Pato é um vinho pensado só para o mercado estrangeiro, apesar de estar à venda à porta da adega.
Apenas tem estágio em inox.

Negro, com ligeiros reflexos rubi.
No nariz, um bom primeiro impacto floral, com notas de violeta, alguma tinta da china, muita menta, arbustro e bagas silvestres.
Apresenta um aroma muito fresco e enérgico, cheio de força, com um fundo mineral interessante.


Na boca o vinho permite uma prova agradável, com taninos firmes e bem educados, trazendo algum equilíbrio com a boa acidez que apresenta. Com boas notas herbáceas e frutadas, permitindo um bom final de boca, longo e mastigável, lembrando frutos silvestres.

Talvez um pouco mais de garrafa, poderá vir a trazer mais elegância ao vinho, mas para já está muito bem este Touriga Nacional.


Nota 16
Preço - 6 euros
Produtor - Luís Pato

segunda-feira, novembro 13, 2006

Dueto

Outubro e Novembro, 2 meses de grandes revelações da Revista de Vinhos.
Ora se em Outubro o Painel de Prova tinha sido foi excepcional, em Novembro a sinfonia repetiu-se…

Ai Alentejo vs Douro… Não há duelos…
Há sim um dueto, que toca a um nível de qualidade extrema, que nos trás ao copo uma harmonia e elegância inimitável, pelo menos, em Portugal.
Os resultados destes 2 painéis foram relativamente semelhantes, embora com uma ligeira superioridade no Douro, onde 3 vinhos foram premiados com 18,5 valores, 7 vinhos com 18 valores, e 15 vinhos com 17,5 valores, ao passo que no Alentejo apenas 2 vinhos tiveram 18,5 valores, 4 vinhos com 18 valores, e 2 vinhos com 17,5 valores.


Alentejo
18,5 Valores
Esporão Private Selection 2003
Herdade dos Grous Reserva 2004
18 Valores
Herdade do Perdigão Reserva 2004
Marquês de Borba Reserva 2003
Quinta do Carmo Reserva 2003
Quinta do Mouro 2003


Douro
18,5 Valores

Abandonado 2004
Batuta 2004
Pintas 2004
18 Valores
CV 2004
La Rosa Res. 2004
Quinta das Tecedeiras Reserva 2004
Quinta de Macedos 2003
Quinta do Crasto Vinha da Ponte 2004
Quinta do Infantado Reserva 2003
Quinta do Vale Meão 2004

De notar, no entanto que no painel de vinhos provados, faltam ainda alguns nomes de relevo quer alentejanos quer durienses, que certamente entrariam nos primeiros lugares, casos como o Barca Velha 1999 Charme 2004 que obteve 19 valores o mês passado( sim 19!!!), o Cortes de Cima Reserva 2003 com, o Grou 2004, o Altas Quintas Reserva 2004... entre outros.

Os parabéns aos nossos topos de gama!

Altas Quintas 2004

Sempre que se fala em vinhos "fora do normal", é sabido que o nome Altas Quintas surge sempre...
Como muitos saberão, este é um novo projecto, muito dinâmico e com excelente apresentação e que tanto tem feito pelo vinho a copo, pois são vários os restaurantes que têm este vinho a copo. As vinhas ficam situadas no Alto Alentejo, na zona do Parque de São Mamede, num planalto a nada mais, nada menos, 600 metros de altitude.
Este vinho tem o cunho do Enólogo Paulo Laureano.

As castas deste lote são as tradicionais do Alentejo, sendo elas a Trincadeira, o Aragonez e o Alicante Bouschet. Após fermentação em balseiros de 10.000 litros, o vinho estagiou em barricas novas de carvalho francês.

Com 14%vol. o vinho apresenta uma cor granada carregada.
No nariz, respira-se frescura do campo conjugado com uma elegância da madeira nova, com excelentes notas florais, ameixa, baga, eucalipto, aliadas então a baunilha, cera de móvel, chocolate preto e café fresco. Tudo aqui está exuberante e elegante, mostrando uma excelente integração da madeira no vinho.

Na boca, ao estilo after-eight, fresco, com uma acidez bem vincada, de grande volume, com taninos finos a darem uma boa estrutura ao vinho, com o chocolate e as notas mentoladas e algum floral a encherem a boca com delicadeza, cheio de notas de barrica nova, baunilha, algum caramelo e torrados, delineando um final longo e especiado, num perfil seco e fresco.

Um vinho muito bem conseguido, virado sempre para a mesa, de grande equilíbrio com uma frescura quase irritante para um Alentejano, e a dizer que está bom de beber, mas que algum tempo em cave não lhe fará mal de certeza.
Mais tarde provarei o Reserva 2004 que é agora novidade no mercado.

Nota 17




Produtor – Altas Quintas, Lda
Produção – 50.000 garrafas
Preço – 20 euros aprox.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Vranac 2004

Ter amigos que vão para sítios esquisitos até pode dar jeito.
Este próximo vinho foi me trazido pelo meu grande amigo e quase engenheiro mecânico Luís Miguel aka Vileda.

É um vinho que vem do país mais novo do mundo, virado para o mar Adriático, e feito integralmente com a casta Vranac, considerada umas das 100 melhores castas da Europa, segundo o site do produtor.


Com 12,5%vol. apresenta uma bonita cor granada, de média concentração.

O nariz é muito próprio, fresco, harmonioso, quase lembrando Pinot Noir, não sei porquê mas lembrou-me, com ligeiro floral e muita fruta vermelha, groselha, geleia com alguns toques de borracha e chocolate de leite.

Na boca a entrada é elegante e educada, com pouca presença de taninos, com um perfil leve, fresco, boa acidez, com um final de média duração, algo doce deixando lembranças de compotas, mas sem ser enjoativo.

Aqui está um exemplo de como os vinhos que se querem fáceis de beber e sem preocupações, não precisam de ser "madurões". É um vinho perfeitamente equilibrado e que acompanha umas pizzas ou umas pastas na perfeição.

Nota 15


PS-Vê lá Vileda, se para o ano precisares de indicações para as tuas vacaciones, eu sei muitos sítios. Há muitos Chateau's interessantes em França! :)

PS-2- Se alguém conhecer este vinho e/ou outros vinhos do Adriático era interessante partilhar aqui as apreciações.

terça-feira, novembro 07, 2006

Apegadas Quinta Velha 2004

Novidade no Douro, este vinho que me tinha chamado à atenção há já uns meses na Expovinis, sai agora para o mercado, e a um preço a rondar os 10 euros.
É um vinho proveniente de uma Quinta do lugar de Cidadelhe, com uma selecçao criteriosa das uvas, sendo este colheita feito por base com as castas Tinta Roriz, Touriga Franca, Tinta Barroca e Touriga Nacional, que após total desengaçe, estagia durante 12 meses em barricas de carvalho húngaro e americano.

Com 14,5%vol. mostra uma bonita cor rubi, muito límpida e brilhante.
No nariz, o primeiro impacto mostra uma boa extracção, aromático e com alguma complexidade. Muita fruta, ameixa, amora, mirtilio, conjugado com uma parte floral, com violetas apareceram ligeiramente, fresco e balsâmico, tudo em sintonia com as notas de barrica, alguma erva seca e uns toques de chocolate preto e ligeiro alcoól.

Na boca, o vinho mostra um volume médio, sem excessos, com bom casamento fruta/madeira, com a baunilha a aparecer, taninos presentes mas finos, com o alcoól ainda a dar de si, no entanto este aspecto traz frescura ao vinho, permitindo um bom final, seco e mentolado.
Um bom conjunto.
Beba-se a 15/16ºC senão o alcoól pode desequilibrar.

Nota 16
Produção - 2000 garrafas
Preço - 10 euros aprox.
Produtor - António Amorim

segunda-feira, novembro 06, 2006

Relatório do Encontro

Pela primeira vez, o Vinho da Casa visitou o Encontro com o Vinho, fazendo no total 700 kms, mas que valeram a pena, quer para apertar um bacalhau ao Copo de 3, ao chefe do COV, ao Pingas no Copo, e ao Lapas que veio dos Açores ( até me mandou a boca, pois ele só demora 2 horas a lá chegar! O Lancia Y com pneus de bicicleta raramente levanta vôo por isso demora cerca de 3 horas...)

Valeu também a pena para falar com alguns produtores pela primeira vez, outros para me aturarem mais uma vez.

Falando de vinhos, fiz como previsto uma volta geral pelos vinhos brancos, tendo-me ficado na memória os seguintes.

Tapada dos Coelheiros Chardonnay 2005
Luís Pato Vinha Formal 2005
Madrigal 2005

Gouvyas Reserva 2004
Redoma Reserva 2005
Quinta das Maias Reserva 2004
Quinta de Sanjoanne Escolha 2003
Cova da Ursa 2005
Louis Latour Meursault 2002
Schloss Gobelsburg Steinsetz 2005

Tintos provei muito poucos.

Pequeno João 2005
Herdade das Servas Aragonês 2004
Herdade das Servas Touriga Nacional 2004
Herdade das Servas Reserva 2004
Batuta 2004
Charme 2004
Sirius 2003
Xisto 2004
Poeira 2004
Quinta da Costa 2004
3 Bagos Grande Escolha 2004?


Vintages, houve quem me dissesse que fazia bem à constipação, por isso estes não cuspi:

Dow’s Senhora da Ribeira 2004
Niepoort 2003
Quinta do Vesúvio 2004
Taylor’s Quinta de Vargellas 2004
Taylor’s 2003
Fonseca Guimaraens 2004

Fonseca 1988

Outros tipos de vinhos, alguns que nunca tinha provado

Kracher Auslese 2003
Kracher Beerenauslese Cuvée 2005
Filipa Pato IceWine 2005
MR Telmo Rodriguez
Royal Tokaji Ats Cuvée Late Harvest 03



Foi uma tarde muito bem passada, e que terminou com uma sandes de presunto de barrancos que me reconfortou o estômago. Deixo aqui os meus parabéns e agradecimentos à organização, às "barraquinhas" da Vinho&Coisas que foi excepcional, e a todos os que me aturaram nos outros stands.

Para o ano se tudo correr bem, lá estarei, e sem pingas no nariz de preferência.

terça-feira, outubro 31, 2006

O Evento

Pois é, aproximam-se os grandes dias do vinho português.

O Encontro Com o Vinho e Com os Sabores irá decorrer no dia 4 e 5 de Novembro no Centro de Congressos de Lisboa para o público em geral e no dia 6 só para profissionais.

O horário será das 13 às 21, e terá de ser adquirido um ingresso no valor de 10 euros com oferta de copo de prova.

É um evento organizado pela Revista de Vinhos, e irá contar com cerca de 200 produtores de vinho e de produtos gastronómicos e terá qualquer coisa como 1000 vinhos em prova.

Para quem, como eu, só tiver disponibilidade para ir um dia, sugiro que façam o seguinte roteiro, não muito exaustivo. Não se esqueçam é de cuspir, senão o caldo entorna-se.

Entrem pelas 14, para não pensarem que somos japoneses, pois afinal não é um lançamento dum novo livro do Harry Potter.

14:00 - 15:45 Espumantes e Brancos e Rosés
15:45 - 16:00 Pausa pra trincar qualquer coisa
16:00 - 18:00 Tintos
18:00 - 19:00 Visitar o espaço dos Sabores e voltar a reabastecer a nave
19:00 - 20:00 Portos, Colheitas Tardias, Moscatéis etc... Aqui neste último ponto já não é obrigatório cuspir!


Eu estarei lá no sábado.

sábado, outubro 28, 2006

Alvarinho





Sempre ao longo do rio Minho, desde Melgaço até Monção, são inúmeros os produtores de Alvarinho, a mais nobre casta branca portuguesa. Talvez se as castas tivessem parentescos, esta seria irmã da Touriga Nacional.



Durante este verão, desloquei-me até Melgaço, tendo ficado instalado na nova e excelente Pousada da Juventude, mesmo em frente ao parque desportivo de Melgaço.

Fiquei impressionado com a grandeza de alguns produtores, pois alguns apenas têm uma garagem onde fazem os seus vinhos, mas aquilo que demonstram e aquilo que reflectem é uma enorme paixão e uma enorme entrega à vinha.





Não querendo individualizar nenhuma casa, agradeço a todas elas a enorme e simpática disponibilidade que tiveram para comigo.





Em 2 dias apenas de visita, optei por:



Soalheiro

Touquinheiras


Solar de Serrade

Quinta do Regueiro

Provam

Encostas de Paderne

Casa do Capitão-Mor

Quintas de Melgaço





Vou publicar apenas os vinhos de 2005 que provei.

Mais tarde publicarei 3 ou 4 vinhos de 2004.



As expectativas eram elevadas, e os resultados acabaram por corresponder.

As minhas notas situaram-se entre os 15,5 e os 17 valores, o que demonstra uma qualidade muito boa.



Casa do Capitão-Mor 2005
Boa entrada floral, com malmequeres, aliada a notas de limão, ananás, banana e um toque interessante de bolacha maria.
Na boca o vinho mostra alguma doçura, mas sem ser pesado, pois tem uma acidez alta bem contrabalançada, com um final longo e frutado com notas de rebuçado.
Nota 16


Encostas de Paderne 2005
Entrada algo irreverente, mostrando muita juventude, com notas de laranja, manga, pimenta branca, vegetal e austero.
Na boca, com bom corpo, glicerinado, o vinho mostra-se algo desconcertante, com uma acidez algo elevada, algo enjoativo, querendo-nos dizer que precisa de acalmar em garrafa, pois o perfil é bom, e com certeza que irá melhorar. A nota deveria ser provisória pois de certeza que num espaço de 2/3 meses o resultado seria melhor. No entanto para já atribuo esta nota.
Nota 15,5


Portal do Fidalgo 2005
Boa entrada fumada, com notas de fruta em calda, alguma maçã cozida e um ligeiro vegetal, tudo muito composto e exuberante.
Com um ligeiro adocicado na boca, untuoso e com a acidez comedida, tem um bom peso, não se mostrando muito virado para o verão, mas sim para um bom prato. Tem um final longo, elegante e floral.
Nota 16,5


Quinta do Regueiro 2005
Nariz extremamente elegante e fino, com um bom perfil fumado, alguma bolacha, lima, herbáceo e com boas notas florais, mostrando um nariz limpo e muito convidativo.
Encorpado e equilibrado, com a acidez bem integrada, com forte componente mineral, trazendo frescura com um final seco, com complexidade, de bom nível.
Nota 17


Soalheiro 2005
Mais uma entrada nervosa no nariz, mostrando que ainda terá pouco tempo de garrafa, com um perfil muito próprio, primaveril, com notas de pólen e alguma grafite, e com lembranças de melão.
De acidez bem vincada, ainda que ligeiramente exposta, mas com um corpo untuoso e de bom volume, limonado e muito fresco, permitindo um final seco e vegetal.
Talvez mais uns meses de cave e comece a ficar em perfeito equilíbrio.
Nota 16


Solar de Serrade 2005
Outro com perfil muito seu, com um nariz lembrando torradas com manteiga, pêssego e manga, perfumado e floral, tudo muito equilibrado e com alguma complexidade.
Na boca a acidez está bem presente, embora apareçam ligeiras notas adocicadas, com algum mel e fruta madura, mas permitindo um bom final mineral e elegante.
Nota 16,5


Touquinheiras 2005
A sua exuberância e falta de vergonha impressionam. Perfumado, floral e com notas de limão, laranja, ananás, deixando no ar um aroma de um jardim na primavera.
Na boca, embora expressivo é mais envergonhado que no nariz, com uma boa acidez, estruturado, harmonioso, lembrando ananás e rebuçado, oferece um bom final especiado e perfumado.
Nota 17

terça-feira, outubro 24, 2006

Quinta de Cabriz Colh. Sel. 2003

Este próximo Vinho da Casa é parceiro de muitas mesas portuguesas, principalmente nas mesas do consumidor que gosta de vinho do Dão.

Está à venda em todo o lado e tem um bom preço, para além do Marketing que a Dão Sul impõe! E de Marketing vou começando a perceber qualquer coisa, pois a faculdade até serve para qualquer coisa! Se o Quinta de Cabriz fosse alvo de estudo de mercado, na matriz BCG de certeza que seria uma Cash Cow!

Bem devaneios à parte, pois escrevi apenas a última frase com o intuito que por mero acaso a minha prof de Marketing aqui apareça e me dê boa nota na frequência de ontem :)

Centremo-nos no vinho.

Decidi guardar esta colheita de 2003 por curiosidade para ver como evoluía. E como agora o Quinta de Cabriz passará apenas a chamar-se Cabriz, achei que era uma boa altura para prová-lo.

É um tinto com 13%VOL, com as castas Touriga Nacional, Alfrocheiro Preto, Tinta Roriz e com estágio em carvalho francês de segundo ano durante 6 meses.

Apresenta uma cor granada de média concentração, com alguns avermelhados de uma ligeira evoluçao quando se roda o copo.

Tem, no nariz uma entrada algo herbácea, com notas de menta e ligeiro fruto vermelho, cerejas e maça vermelha e um fundo mineral interessante. A madeira está presente mas discreta, com pequenas notas de fumo.

Na boca, o vinho mostra-se ainda com alguma frescura, acidez correcta. De realçar as notas de chocolate amargo e fruto vermelho, com um bom corpo, taninos macios, com um final de boca suave mas com umas ligeiras notas ferrosas que acabam por tornar a prova complicada, apesar de a rolha estar em boas condições.

Nota 14
Preço 3 euros

Parabéns Tio Pepe



O Vinho da Casa dá os parabéns à Garrafeira Tio Pepe pelos 20 anos!
É um espaço de referência da cidade do Porto, no que toca a vinhos claro!

Em jeito de comemorações a Tio Pepe, além da pequena festa que fez sexta-feira passada, que se tornou grande, pois as individualidades ligadas ao vinho eram tantas, (David Lopes Ramos, José Silva, Peter Symington, Dirk Niepoort, Luís Seabra, Nick Dellaforce, Jorge Moreira, Anselmo Mendes, entre outros) e os curiosos como eu também compareceram em grande número e que encheu completamente a Garrafeira, vai presentear-nos com uma semana repleta de excelentes provas.

Segunda-feira 23 Outubro - TAYLOR'S
Porto Chip Dry
Porto Tawny 20 Anos
Porto Qta das Vargelas Vintage 2004 ( Novidade )
Prova comentada por Raul Riba d´Ave
e ÁZEO
Vinho Douro Tinto 2004 ( Novidade )
Vinho Douro Branco 2005
Vinho Douro Rose 2005
Prova comentada pelo Enólogo João Brito e Cunha
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Terça-feira 24 Outubro - SYMINGTON

Vinho Douro Qta de Roriz Reserva 2003
Vinho Douro Prazo de Roriz 2005 ( Novidade )
Porto Qta de Roriz Vintage 2004 ( Novidade )
Porto Qta do Vesúvio Vintage 2004
Porto Dow´s Qta Senhora da Ribeira Vintage 2004
Vinho Douro Post Scriptum Tinto 2005 ( Novidade )
Vinho Douro Chryseia Tinto 2005 ( Novidade )
Prova comentada pelo Enólogo Charles Symington
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Quarta-feira 25 Outubro - NIEPOORT
Vinho Douro TIARA Branco 2005
Vinho Douro VERTENTE Tinto 2004 ( Novidade )
Vinho Douro REDOMA Tinto 2004 ( Novidade )
Vinho Douro CHARME Tinto 2004 ( Novidade )
Vinho Douro BATUTA Tinto 2004 ( Novidade )
Porto NIEPOORT L.B.V. 2001 ( Novidade )
Porto NIEPOORT Colheita 1995
Prova comentada por Dirk Niepoort
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Quinta-feira 26 Outubro - ANSELMO MENDES
Vinho Regional Minho QTA do AMEAL Arinto 2005 ( Novidade )
Vinho Verde ALVARINHO ( Feito com curtimenta) 2005 ( Novidade )
Vinho Verde PASSIONADA ( Doce natural ) Branco 2005 ( Novidade )
Vinho Douro Domingos Alves Sousa ABANDONADO Tinto 2004 ( Novidade )
Vinho Alentejo GROU Tinto 2005 ( Novidade )
Vinho Dão ANSELMO MENDES Tinto 2004 ( Novidade )
Vinho Dão ANSELMO MENDES Tinto 2005 ( Novidade )
Prova comentada pelo Enólogo Anselmo Mendes
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Sexta-feira 27 de Outubro - BAGO DE TOURIGA
Vinho Douro TERROSO Tinto 2004 ( Novidade )
Vinho Douro MONTEVALLE Branco 2005 ( Novidade )
Vinho Douro MONTEVALLE Reserva Tinto 2002
Vinho Douro GOUVYAS Reserva Branco 2004 ( Novidade )
Vinho Douro GOUVYAS Tinto 2004 ( Novidade )
Vinho Douro GOUVYAS Vinhas Velhas Tinto 2004 ( Novidade )
Prova comentada por João Roseira e o Enólogo Luís Soares Duarte
e LUÍS SOARES DUARTE
Vinho Douro PERFIL Tinto 2004 ( Novidade )
Vinho Douro MOMENTOS Tinto 2004 ( Novidade )
Prova comentada pelo Enólogo Luís Soares Duarte

Nota: As provas de Vinhos realizam-se todas às 18H00.


Eu estarei com certeza na prova de hoje, terça-feira e na de quarta-feira.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Vega Sicilia

Para os grandes apreciadores, e para aqueles que gostam de provar vinhos míticos aqui do nosso vizinho do lado, informo-vos que a Vinho&Coisas, irá promover uma prova com os seguintes vinhos.


GRANDE PROVA VEGA SICILIA

Local: Wine Center Vinho&Coisas
Hora / Dia: 12.30 h, 21 de Outubro

Vinhos em Prova:
Vega Sicilia Valbuena 2001 - 1999 - 1997 -1996
Vega Sicilia Único 1995 - 1991 - 1990 - 1987

No final da prova, almoço no Degusto, com prova de outros vinhos deste produtor.

Preço/pessoa: 150 euros
Reservas: antonio.nora@vinhoecoisas.pt ou 22-9364362

Mais informações visitem o Site da Vinho&Coisas, aí no link na coluna da direita.

Como calcularão, eu não estarei presente, pois o preço é puxadote, apesar de reconhecer que não é caro. Mas como este ano as propinas são apenas 932 euros...

A aqueles que forem a fantástica prova, gostava que depois contassem a experiência.