quarta-feira, setembro 27, 2006

Maior Apreensão de Sempre


"ASAE APREENDE 26 MILHÕES DE LITROS DE VINHO

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), procedeu ontem, segunda-feira, dia 26 de Setembro, à apreensão de 26 milhões de litros de vinho de mesa tinto e rosado, a maior de sempre realizada em Portugal.

30 Brigadas da ASAE recolheram 2.060 amostras depois de inspeccionados 656 depósitos localizados em Lageosa do Dão (4,9 milhões de litros), no Bombarral (15,9 milhões de litros), em Olhalvo (2,6 milhões de litros), no Cadaval (1,7 milhões de litros) e na Gafanha da Nazaré (721 mil litros). As amostras serão agora analisadas no laboratório vitivinícola da ASAE.

Foi instaurado um processo-crime e o operador constituído arguido e sujeito a termo de identidade e residência.

Esta operação, denominada OPERAÇÃO ANFORA, vem na sequência de um processo de investigações que decorreram nos últimos seis meses, baseadas na falta de documentação relativa a aquisição e trânsitos de elevadas quantidades de vinho.

A Operação foi feita em colaboração com a Direcção Geral de Alfandegas e Impostos Especiais sobre Consumo e com a Direcção Geral de Contribuições e Impostos."
in www.asae.pt

quinta-feira, setembro 21, 2006

Serras de Azeitão 2005

Este campeão de vendas, quase nem precisa de apresentação.

Trata-se de um vinho da Bacalhôa, produzido a partir das castas Castelão, Aragonez, Merlot e Syrah, plantadas na Península de Setúbal com 13,5%.

Apresenta uma cor rubi escuro de boa concentração.

Com os frutos vermelhos a marcarem o inicio de prova, ameixa madura, cereja, melancia, com notas de borracha e ligeiro chocolate, tudo num perfil fresco e alegre.

Melhor no nariz que na boca, com taninos muito suaves, algo doce e guloso demais, apesar de apresentar uma componente vegetal, a fruta marca de novo a prova, com um final ligeiramente enjoativo e curto. Se não for bebido fresco ( 14ºC.), não cativa.

Ao preço de 2,5 euros, não é de rejeitar.

Nota 14.

Pinga do Torto 2003

Depois de ter sido aqui provado o Lagar de Macedos 2002 chega a hora do seu irmão mais novo ser provado.

Estou a falar do Pinga do Torto 2003, um vinho que tenta transmitir o Terroir das encostas do Torto, proveniente de vinhas velhas, com as castas Tinta Roriz, Touriga Nacional e Touriga Franca, com 40% do lote a estagiar em cascos de carvalho Americano durante 5 meses e com 14,5%.

De cor quase preta, com grande concentração, o vinho mostra um primeiro impacto floral aliado a umas ligeiras notas especiadas e baunilha. Denota-se um perfil balsâmico mas também com muitos frutos pretos, num perfil equilibrado e convidativo, com a fruta a saltitar no copo, tudo muito aberto.

Na boca, a história muda por breves instantes, sente-se um vinho austero, com taninos aguerridos, sem ser desconcertante pois a estrutura e os 14,5% conseguem trazer algum equlibrio à componente fenólica. No entanto rapidamente se mostra um pouco "madurão" com muita fruta em compota e um ligeiro toque doce. À excepção do excesso de fruta o final é de boa qualidade, ficando umas nuances abaunilhadas elegantes.
Beba-se fresco, a 15ºC.

Nota 16.

quarta-feira, setembro 13, 2006

Um fim de tarde na Graham's

Começaram as aulas novamente...
Todos os dias as 8:30.

Enfim, mas nem tudo são tristezas. Penso que nada melhor haverá do que a seguir a um dia de aulas fazer uma visita a uma cave ali do lado de lá do rio Douro.

Para quem não conhece a Graham's tem o seu posto de turismo bem distante das outras Caves de Vinho do Porto, lá em baixo.
Fica num belo cenário na encosta da Arrábida virada a Este, com vista bi-partida entre Porto e Gaia, fazendo parecer que temos o rio Douro aos nossos pés.

Com a companhia do António Torres, além de muita conversa, provei 3 vinhos da Graham's.

Graham's Six Grapes - Um vinho feito de um blend de vários "sumos de uva" que poderiam ter originado Vintage's, que se apresentou muito floral e fresco, com alguma finura na boca, bem vivo, com predominância de frutos pretos e com um final agradável. Perfeito para o preço e para o estilo de vinho, afinal de contas estamos a falar de um Ruby! Também não é para menos, a Revista de Vinhos só o elegeu como melhor Ruby Reserva há uns meses atrás.


Graham's 20 anos - Nuances alaranjadas, com boa entrada no nariz, amendoado, tostado, com ligeiro mel. Na boca a predominancia dos aromas mais quentes mantém-se no entanto com a presença clara de frutos vermelhos, o que trás ao vinho uma frescura incrível, e um final longo e extremamente especiado.

Surpresa das supresas, aparece então na mesa um Vintage Port 1983, por sinal um Vintage do ano da Joana, a tal que me acompanha sempre nestes momentos difíceis da vida, nem que seja pra levar o carro!
Uma palavra de apreço à minha namorada por me conduzir!

Graham's Vintage Port 1983- Bonita cor rubi com reflexos avermelhados, um nariz intenso e complexo, com predominancia nos frutos vermelhos e ainda alguma menta. Na boca o vinho, compacto e bem elegante, com muita fruta ainda, mostrando a presença de alguns taninos que lhe podem conferir mais alguns tempos de garrafa.
Termina longo e com toques de chocolate.
Que belo fim de tarde.

segunda-feira, setembro 11, 2006

Charme 2004

Depois da estreia em 2000, e da grande confirmação em 2002, aparece novamente um novo Charme da colheita de 2004, produzido pelas mãos de Dirk Niepoort, herdeiro duma das mais prestigiadas casas de Vinho do Porto, embora só tenha sido fundada em 1842...

Um vinho produzido com o engaço todo com as castas tradicionais do Douro, com vinhas entre 70 a 100 anos, todas localizadas no Vale de Mendiz onde predomina a presença de Tinta Roriz e Touriga Franca.
Tem um estágio de 15 meses em barricas de 228 litros, e foram cheias 4500 garrafas.

O vinho apresentou uma bonita cor violácea de boa concentração, com um aroma profundo e bastante fechado.

Após decantação, o nariz elegante mostra notas de hortelã, pistacho, amendoa e com notas tostadas de grande qualidade, mostrando uma excelente madeira, bem entrelaçada nos aromas florais, com notas de violetas e chá. Em segundo plano aparecem aromas mentolados e ligeiro tabaco.

Na boca o vinho apresenta uma classe enorme, conseguindo ser explosivo, com taninos bem educados, mas enchendo a boca de seda e de excelentes notas de fruto preto com um final onde as notas da madeira aparecem, com algumas especiarias, terminando longo e aveludado, com uma boa acidez o que lhe confere alguma frescura.
Grande, grande final.

Charmoso, o nome fica-lhe a matar.


Nota 18,5.

domingo, setembro 10, 2006

Vinho da Casa e Copo de 3 juntos

No pico do calor, decidi descer até terras de Vila Viçosa para conhecer o famoso Alentejano, provar, falar e até claro está beber vinho com ele.

Ora, após uma breve visita à Cooperativa de Borba e já com uma tábua de enchidos em casa do João Pedro, foram provados 2 vinhos brancos e 2 vinhos tintos do Alentejo e do Douro.

O primeiro branco sugerido pelo João foi o Dom Januário 2005, um vinho com um nariz correcto, com toques tropicais, leve e com um final de boca curto e ligeiramente doce, talvez pela falta de acidez, mas numa região tão quente como o Alentejo já se sabe.

O branco trazido por mim, foi um dos brancos do Douro que mais me chamou à atençao no decorrer deste ano, mas que ainda não tinha sido alvo de crítica pela minha parte.
Estou a falar do Ázeo 2005, de cor límpida e brilhante com um nariz exuberante, com notas primaveris, relva cortada, algum fruto citrino e ligeiro fumado, com uma acidez equilibrada, com uma boca gorda e elegante, estruturado e com um bom final perfumado.

De papo em papo, como se diz em brasileiro, partimos para os tintos, e aí o "Duelo" foi bem mais interessante, tanto eu como o João trouxémos dois vinhos interessantes e de qualidade, ambos de 2003.

Trazido pelo João, o Azamor mostrou-se tudo menos "Alentejano", com um nariz de boa intensidade, com notas farmaceuticas, frutos pretos e algum chocolate preto e pequenas notas mentoladas. Na boca o cenário é muito positivo, boa acidez, fresco, denso e com boas notas especiadas no final de boca. A acidez deste vinho é de realçar, estava muito bem integrada no vinho.

Voltando para o Douro, apresentei o Vertente, que se mostrou complexo de aromas, com notas de barrica bem presentes, com frutos secos, baunilha, torrados e mel aliadas a uma presença floral Duriense, com perfume de Violetas, com a fruta preta remetida para segundo plano, mas que conjuga como já disse, um nariz complexo e vibrante.
Na boca a presença dos taninos elegantes em casamento com uma excelente densidade, fazem um vinho nobre, com um belo final de boca, longo e equilibrado.
Um vinho muito bem feito.
Por último, resta-me apenas agradecer ao Alentejano a sua boa disposição e a sua disponibilidade para me ter aturado a mim e à minha namorada até altas horas da noite na conversa. Penso que ele não se terá importado muito, pois como se diz em bom Português:
" O gajo fala comó raio"
Um abraço!
PS: Sei que isto está muito parado, mas não tenho tido acesso à internet com facilidade, estou à espera dos "homens da Clix", no entanto prometo que esta semana actualizarei o Blog em condições.

sábado, agosto 12, 2006

21 anos já lá vão

Pois é amigos, hoje fiz 22 anos...
Vou fazer uma pequena pausa nas férias do blog, pra dizer as boas coisas que tenho bebido.

Redoma 2005 branco
Perfil muito elegante, floral, limonado, untuoso, longuíssimo final e que acompanhou muito bem um frango com natas.

Niepoort colheita 1979
Aveludado, persistente, com nuances de laranja e frutos secos.

Ensaios Filipa Pato 2004 Branco
Uma ligeira decepção, pouco aromático, algo gordo, mineral e ligeiramente citrino.


Solar de Serrade 2005 Branco
Para mim dos melhores Alvarinhos, floral, complexo, amendoado e tropical.

Coop Borba Antão Vaz com Arinto 2004 Branco
Que bem que está, aromatico, madeira muito bem casada com excelentes frutos tropicais e fruta em passa.

Quinta de Ventozelo 2001 Tinto
Musgo, floral, couro, taninoso ainda, com boa fruta madura e alguma complexidade.

Pedro Ximenez Dulce Viejo 1927
O verdadeiro rebuçado de mel, castanha e café. Excelente.

Couteiro Mor Colheita Seleccionada 2004 Tinto
Fruta em compota e chocolate muito fino, com a madeira algo discreta, mas que faz uma boca gulosa e convidativa.

segunda-feira, agosto 07, 2006

domingo, agosto 06, 2006

La Arte de Tapear





Venho aqui falar-vos duma tradição gastronómica que não se costuma ver em Portugal, e que de certeza todos vós já conhecem, pelo menos de nome! As Tapas! Isso mesmo, e para isto ter um pouco mais de piada, vou tentar escrever em espanhol... e vocês dizem? "Então mas ele vai para a Internet a estas horas em Sevilha?"

Sim vou, e passo a explicar:

1 da manhã.
Lá fora estão 28 graus.
Hoje bateu nos 42 graus...
Para quem ainda nao conhece, estou a dormir na Pousada da Juventude, boa, barata, Ar Condicionado e Wireless!
Pois! Isso mesmo! Com um portátil temos o mundo aos nossos pés.
Por isso, cá vai:


Mis amigos, vengo aqui para vos mostrar una das tradiciones de la capital de la Andalucia.
Tapear!




Tapear, tanto para mi como para los sevillanos, significa percorrer las calles e parar en las bodegas e pedir um poquito de pescado, una chacina de ibericos ó mismo um poquito de torrado de pan com berbereches ó calamares.
Es cierto qué con las Tapas se debe pedir un Jerez o una Manzanilla, pero que todas las bodegas tieném buenas copas de viño, temperaturas aceptables e claro, bom viño.

Ayer, por exemplo, yo hay atravessado la Puente de San Telmo en direccion à Triana, adonde se puede disfrutar de una das mas belas vistas térreas de Sevilla, pois yo hay subido a La Giralda y a La Noria de Sevilla, cada una com 94 e 66 metros de altura respectivamiente. Entonces ya en Triana e cercana a lo Canal de Guadalquivir, todas las bodegas tienen tapas e bocadillos.




Te recomiendo por exiemplo las seguintes tapas:
Salmoreto com Bacalao
Chacina Ibérica
Huevos de Codorniz 
Chipirones
Pimentos Padrón
Tortilla de Setas
Jámon de la Bellota
Chocos fritos
Gambas al Ajillo
Berbereches
Alcachofras com jámon ibérico
etc...




Por el fin de la noche porque no atravessar la Puente de Triana y percorrer la zona historica de Sevilla mismo en frente a la Catedral e parar para mas unas tapas e una botella de viño.





PS: QUE CALOR!!!!


quinta-feira, agosto 03, 2006

Por terras de Seville com Jerez e Manzanilla

Bem, acabo de chegar à capital da Andaluzia, com o termómetro a bater nos 39 graus... Até há quem diga que se estrelam ovos nas calçadas!




Deixo-vos aqui uma pequena informação sobre os vinhos desta zona, que acabei de ler:


Jerez y Manzanilla

Un relieve suave con poca vegetación, unas temperaturas altas pero moderadas por la influencia del atlántico y, sobre todo, un suelo muy rico que aguanta perfectamente la sequía, son los factores que se armonizan para favorecer el crecimiento de unos viñedos únicos.

La zona de producción de la D.O. Jerez se sitúa al oeste de la provincia de Cádiz, en un área que abarca los términos municipales de Jerez de la Frontera, El Puerto de Santa María, Sanlúcar de Barrameda, Chipiona, Rota, Trebujena, Puerto Real, Lebrija y Chiclana. Las bodegas de crianza sólo pueden localizarse en los tres municipios históricos de la D.O., es decir, Jerez, El Puerto de Santa María y Sanlúcar de Barrameda, que configuran la división geográfica del Jerez Superior. El resto de poblaciones de la D.O. se encuadran dentro de la denominada Zona.

El relieve es suave, formado por pequeñas lomas que rara vez alcanzan los 100 metros. Escasea la vegetación arbórea, exceptuando algunos bosques dispersos de pinar. Las masas de agua están representadas por el mar y los ríos Guadalquivir y Guadalete. Los terrenos colindantes con el viñedo están dedicados al cultivo de secano (cereales, remolacha), aunque hay cultivos de regadío en la vega del Guadalete y en la zona costera.

La temperatura media anual es de 22ºC. La proximidad del Atlántico y de los ríos Guadalquivir y Guadalete ejerce un efecto moderador sobre las temperaturas, aunque existen grandes oscilaciones.

El promedio anual de precipitaciones es de 650 mm, de los cuales el 40 % se recoge de octubre a diciembre (unos 70 días de lluvia), pero en los meses secos hay que contar con el aporte decisivo de los rocíos nocturnos (la blandura, que dicen los jerezanos). Sobre todo en las noches de verano, cuando los racimos desarrollan su ciclo de madurez –potenciando sus aromas y equilibrando su contenido en ácidos y azúcares–, las rociadas de madrugada pueden alcanzar un considerable y elevado nivel de hasta 500 litros.

In "http://elmundovino.elmundo.es/elmundovino/bodegas_region.html?param=58"


Continuação de boas férias

domingo, julho 30, 2006

Férias!




O Vinho da Casa vai de férias até ao dia 15 de Agosto, prometendo aos demais leitores notas de prova fresquinhas quando chegar, pois vou para Sevilha... e apenas estão 40 graus!

Quero também deixar aqui um "engodo" com aquilo que irá sair aqui em Setembro:

Reportagem "in loco" sobre a sub-Região de Monção, ou seja, ALVARINHOS.
Notas de Prova de 12 Alvarinhos de 2005.
Reportagem sobre o Magnífico Restaurante Panorama.
Fotos das adegas, das Quintas, etc...

Reportagem do encontro do Copo de 3 e do Vinho da Casa, em casa do Copo de 3 com alguns vinhos em prova. De certeza um "embate" Douro-Alentejo.

Espero também trazer uma pequena reportagem de Sevilla e dos vinhos Andaluzes, mas não prometo, pois vou mesmo de férias, já que quando estive agora em Melgaço e em Monção, a minha moça já andava farta de andar de Adega em Adega... E acreditem que é cansativo!

Boas férias para todos!


PS: Querem vinhos fresquinhos a menos de 5 euros para beber no final de tarde a seguir a uma bela praia?
Aqui ficam algumas sugestões, todas viradas pro marisco e pros pratos frios.

Muralhas de Monção 2005, o verdadeiro.
Prova Régia 2004, um Arinto bem apetecível e com uma acidez ideal pra refrescar.
Castello D'alba Reserva 2005, vejam o Copo de 3 e vão ver que vale a pena!
Couteiro-Mor 2005, uma pechincha, 1,80 no Pingo Doce! Fresco, perfumado e limonado.

Portanto amigos, penso que devem experimentar estes vinhos e dizer aos vossos familiares e amigos para esquecerem aqueles vinhos que sempre compraram e que são de qualidade inferior e que já os sabem de cor! Querem que diga quais são? Acho que vocês já sabem...
São aqueles que estão em todo o lado e desaparecem às caixas nos supermercados das praias... Depois no dia a seguir, com a quantidade de sulfitos ingerida, é só guronsan que se bebe!

Abraço!

quarta-feira, julho 26, 2006

À mesa com Dirk Niepoort


Fugindo um pouco ao objectivo principal do meu projecto, tenho, devo, quero e preciso de aqui escrever um episódio marcante no meu pequeno percurso à volta do vinho.
Tudo começou com o facto de ter entrado de férias há menos de uma semana, e como tal decidi enviar um e-mail à Niepoort para visitar as caves tendo em vista uma pequena reportagem para publicar aqui no blog, e se possível conhecer e falar com o Dirk.

No dia a seguir quando ligo o computador, a resposta já lá estava e quando abri o mail fiquei perplexo. O Dirk além de ter aceite o convite para a visita, fez-me uma proposta para jantar com ele.

Pois, esse ar de espanto que estão a ter, eu também o tive.
E assim foi, aceitei e lá fui parar à mesa com o Dirk, sua esposa, com a sua pequenina Anita e com outros amigos.

O Dirk pelos vistos, além de ser exímio a fazer vinhos, na gastronomia também não deixa nada a desejar, antes pelo contrário.

Aqui segue a ementa proposta por ele:

Pimentos Padrón
Carpaccio de Atum com Lulas e Tabasco
Shitakes com Gnocchis
Risotto de Camarão
Salada de Agrião
Salada de Pepinos e natas
Queijos de Pasta Mole

Billecart Salmon Reserve Brut
Projectos Chardonnay 2004
Morgadio da Calçada Branco 2005
Morgadio da Calçada Tinto 2004
Marka 2002
Redoma Reserva 2004
Château Pontet-Canet Pauillac Gran Cru 2002
Morgadio da Calçada Ruby Reserva
Morgadio da Calçada Tawny
Niepoort (Vintage) 2005
Taylor’s Vintage Port 1970

Terminado o jantar, a conversa continuou animada cada vez mais num tom de harmonia, bem-humorada, onde por vezes as coisas lá se tornavam um pouco sérias e se falava de vinho, tudo sem cansar.

Mais tarde, Dirk levou-nos até a sua garrafeira, uma coisa incrível, senti-me nas nuvens, nunca tinha visto nada assim tão perfeito. Com o calor que se sentia cá fora, parecia que tínhamos entrado numa câmara frigorífica.

Quando voltamos o fumo percorreu a mesa, com umas cigarrilhas mini Cohibas, o Dirk apenas me disse, aquando o Taylor's Vintage 1970 foi servido:

"Tenta perceber esse vinho"

Para mim foi uma tarefa mais que complicada, no entanto inolvidável, inexplicável e marcante, a cor impressionava, apresentava uma cor ainda relativamente jovem, o nariz exuberante, elegante, fino, enfim... tudo aquilo que os grandes críticos dizem sobre grandes vinhos, este tinha de certeza.

Fico eternamente marcado por tudo isto que senti, descobri uma pessoa excelente, um nobre anfitrião, que gosta de ensinar, mas também de ouvir, e, se eu já era apaixonado pelo vinho apenas com as vivências que tinha, com este jantar, a paixão torna-se algo profundo e incapaz de se deteriorar.

Obrigado Dirk pelo melhor momento da minha vida à volta do vinho.

segunda-feira, julho 24, 2006

Quinta da Casa Amarela Porto Branco



Mais um vinho vindo da Quinta da Casa Amarela, pois já aqui tinha sido provado o Doc Douro 2003.

Desta vez estamos perante um Porto Branco elaborado com Malvasia Fina, Viosinho e Códega do Larinho, e com 19,5%vol.

A cor é impressionante, brilhante, dourada com reflexos intensos alaranjados com uma lágrima lenta e gorda.

O nariz mostra um vinho bem multifacetado em termos aromáticos, com notas amendoadas e fumadas aliadas a uma fruta doce, melão, manga, figos e com curiosas notas de chá branco.

Na boca o vinho é denso, com uma acidez bem presente contrastada com a doçura, no entanto conseguindo remeter o álcool para segundo plano, mas que não se consegue esconder, pois as notas licorosas estão cá, embora a fruta cristalizada lembrando bolo-rei é inevitável. O perfil doce mantém-se com notas de ameixa branca, mel e laranja a perfazerem um bom final de boca.


Ao preço de 10 euros parece-me ser uma boa opçao no que toca a Porto's Brancos doces.

Nota 16

quarta-feira, julho 19, 2006

Valle do Nídeo Superior 2004



Este Valle do Nídeo Superior 2004 é um vinho produzido por Hermínio Miguel Abrantes, no Pocinho, em Vila Nova de Foz Côa, apenas com as castas Tinta Roriz e Touriga Franca, com um estágio em carvalho novo de 6 meses, apresenta 13,5&vol.

A côr é rubi escuro de boa concentração.

Os aromas são ricos, complexos, com um perfil amadeirado muito bem integrado num misto de fruta de grande qualidade, com notas de baunilha, especiarias e tabacos, aliadas então a compotas de mirtilios, amoras, ameixas pretas, e alguns morangos. Tudo muito exuberante e intenso, deixando um grande convite para a prova de boca.

Provando então na boca, o perfil de vinho moderno aparece, nada rústico, com perfil elegante e com uma acidez elevada, trazendo-lhe uma frescura muito boa, com notas de fruta a voltarem a aparecer, mas desta vez com uns pequenos toques de amêndoa e chocolate. De notar a presença de taninos suaves a lhe darem uma boa estrutura. O final é que poderia ser um pouco mais longo, perde-se um pouco, mas mesmo assim é de média duração, com as notas de tabaco e baunilha marcarem o final.
Um conjunto Fruta/Madeira muito bem conseguido.

Ao preço de 7 euros é uma boa compra.
Fez em muito lembrar o Bolonhês 2003.
Mas isto é uma opinião baseada em recordações, talvez um frente a frente seria curioso.

Mais tarde acompanhei-o com um arroz de polvo, cozido com este vinho, e o casamento foi muito bom.

Nota 17

segunda-feira, julho 17, 2006

Simplex também chega ao Vinho

Pois é amigos, o Simplex também vai "atacar" o vinho!

Aqui fica a notícia retirada do site do IVP

Comentários?


Medidas SIMPLEX - Boletins de Análise dos Vinhos do Porto e Douro, via electrónica


No seguimento do esforço de modernização previsto no Plano Operacional para 2006 o IVDP disponibilizou a partir de 1 de Julho de 2006, aos operadores um serviço de emissão dos Boletins de Análise dos Vinhos do Porto e Douro, via electrónica dispensando-os assim da sua deslocação aos serviços ou a solicitação por via postal. Esta medida, incluída no Programa SIMPLEX.

Assim os operadores registados na respectiva área reservada do sector, poderão aceder à emissão electrónica dos referidos documentos via portal www.ivdp.pt. Apenas poderão emitir por via electrónica os agentes económicos que possuam saldo disponível na conta adiantamento no IVDP ou já tenham liquidado o respectivo serviço e mantenham os seus compromissos perante este Instituto em dia.

Recorde-se que, inserido neste vasto projecto de desmaterialização de procedimentos, o IVDP já disponibilizara outros serviços de que destacamos:

a) Aprovação das maquetes de rótulos, via portal electrónico, quer para DO Douro quer para Porto (Medida 295 do Programa SIMPLEX);

b) Emissão electrónica dos Certificados de Controlo de Qualidade, igualmente disponível para vinhos do Porto e do Douro (M 294 do SIMPLEX);

c) A emissão das Circulares de Cepas para a próxima vindima obedeceu já a um novo formato que permite, por um lado, que este documento deixe de ter carácter anual e, por outro lado, dispensará a emissão de Autorizações de Produção de Mosto Generoso para viticultores que não beneficiem de tal autorização mas que necessitavam daquele documento para efeito da preenchimento das Declarações de Colheita e Produção. Com este medida já em 2006 deixarão de ser emitidas cerca de 12.000 APMG assim como, na próxima campanha, apenas serão emitidas Circulares de Cepas para situações de alteração cadastral, representando uma economia de cerca de 35.000 Circulares. (M 292 do SIMPLEX)

Para além destas novas facilidade estão também disponíveis, via portal, os seguintes serviços:

- Preenchimento e envio da Declarações de Vendas no Mercado Nacional para a DO Porto e Douro;

- Preenchimento de validação das RCDO’s;

- Preenchimento e validação das Declarações Anuais de Existências Emissão de extractos de contas correntes e consultas dos respectivos movimentos;

- Consulta de saldos e movimentos de Tesouraria.

in www.ivp.pt

quinta-feira, julho 13, 2006

Boa Memória 2003




Mais um vinho do produtor Monte Seis Reis aqui provado, após o Bolonhês e o Boa Memória 2004 branco.

Por esse motivo resta-me apenas dizer que este Boa Memória tinto é feito com as castas Aragonês, Castelão, Cabernet Sauvignon e Trincadeira, tendo um estágio de 6 meses em barricas de carvalho, ficando com 14%vol.

A cor é rubi , com um anel vermelho sangue.

O nariz é bem composto, com alguma intensidade, algo maduro demais, com bons frutos silvestres em compota, ameixas pretas, cerejas, ligeiro aroma químico e abaunilhado.

Na boca, confirma-se a gulodice do vinho, fruta muito madura, que lhe traz um açucar bem presente, com bom corpo, a acidez equilibrada.
Termina fresco, frutado e com ligeiros toques de madeira e acima de tudo equilibrado.
Apesar da doçura, estamos perante um vinho fresco, bem feito, com um perfil ideal para comidas leves, massas, carnes brancas, etc.

Nota 15

domingo, julho 09, 2006

Lagar de Macedos 2002



Após esta onda lusa de emoção, alegrias, e nostalgias também pois o Figo e o Homem do Queijo vão pra reforma, nada melhor que brindar com um peso-pesado do Douro, um vinho produzido num só lagar, "Lagar 1" da Quinta de Macedos pela arte de dois irmãos, Paul e Raymond Reynolds.

Este vinho fez-me pensar enquanto o provei, pois os uvas que deram origem a este vinho foram exclusivamente seleccionadas de vinhas velhas, ( enxertadas em 1945-1946), portanto um ano após a Segunda Grande Guerra.
Como estaria o mundo naquela altura?
Como seria o Douro Vinhateiro em 1946?
Não sabemos, mas pelo menos podemos tentar absorver algo com o prazer de degustar este vinho, talvez ele nos transmita algo daquela época, do terroir...

É então um vinho fermentado em lagar e sem leveduras comerciais, com maior predominância na casta Tinta Roriz, passou em Fevereiro de 2003 para barricas "Allier" onde permaneceu 12 meses, seguido de mais 12 meses de estágio em garrafa.
Apenas 1850 garrafas produzidas.Estará no mercado este ano a um preço médio de 30 euros. Ainda se encontra o 2000 à venda.

A cor é rubi muito escura, quase preta, muito concentrada e impressionante.

Os aromas deste vinho são intensos, complexos, e acima de tudo convidativos, com um primeiro perfil químico, lembrando notas envernizadas, tendo também um bom perfil frutado e floral, com menta, violeta e compotas de fruto preto. A madeira está perfeitamente integrada no vinho, com o chocolate preto, musgo seco e lembranças de móveis antigos a transmitirem uma classe enorme ao nariz.

Na boca, o corpo do vinho é denso, enche a boca com uma complexidade incrível, guloso, com uma acidez moderada, com uma estrutura enorme, austero, marcado não só pelos taninos bem presentes mas delicados, como pela fruta preta aliada a notas de folhas de tabaco, proporcionando um final de boca longo, longuíssimo, algo especiado e com grande elegância.
Grande, grande vinho num ano mau para muitos.
Interessante o que se conseguiu fazer com a colheita de 2002.

Nota 18

Nada melhor que terminar a prova a relembrar o convite que os irmãos Reynolds nos deixam no contra-rótulo da garrafa... "Experimente a herança do Douro"

quinta-feira, julho 06, 2006

Quinta do Valdoeiro Chardonnay 2005



Bem amigos, após a nossa derrota com a França, ou melhor, após a vitória de um Urugaio com alguma doença psíquica, até me arrependo a publicar esta nota de prova, pois é um vinho feito apenas com uma casta originária Francesa...

Mas decido colocá-lo, pois o futebol é uma coisa, o vinho é outra, aliás nem acho piada nenhuma a pessoas que já dizem que vão boicotar tudo o que é produto francês e tal...

Sejam moderados. Futebol é futebol. Se fosse assim na vida, já tinhamos boicotado muita coisa, pois já muito país nos pisou os pés... Até os nosso conterrâneos nos pisam...

O Vinho da Casa é então um Chardonnay produzido na Quinta do Valdoeiro na Mealhada pela Sociedade Agrícola e Comercial dos Vinhos Messias, com a técnica de prensagem directa das uvas e fermentação parcial em madeira de carvalho, saíndo assim para o mercado um DOC Bairrada com 11%vol. ao preço aproximado de 5 euros.

A cor verde-água é muito viva e brilhante de ligeira concentração.

O nariz traz-nos um vinho perfumado, bastante atractivo com aromas florais, iogurte e ligeiro citrino.

Na boca o vinho é fresco, leve, com a acidez não muito marcada, com um perfil mais frutado que no nariz, com ananás e limão, notando-se toques de madeira muito ligeiros, com notas de baunilha.
Podia, no meu entender, ser um pouco mais profundo o vinho, pois é bastante leve, pouco prolongado na boca. E a acidez moderada talvez nos diga que se portará melhor à mesa do que sózinho ou para aperitivo. Mas isto são opiniões pessoais.

Nota 14,5


PS: Vamos Portugal, lutemos pelo 3º Lugar e que o país transporte o termo "trabalho de grupo", "consistência", "organização", "espírito de equipa" para todos os ramos do quotidiano.

segunda-feira, julho 03, 2006

Domini 2002



O Vinho da Casa desta vez é um projecto do Douro que junta dois senhores do vinho, Domingo Soares Franco e Cristiano van Zeller, é assim o que nos diz o contra-rótulo.

Tem 12,5%vol. e foi elaborada na colheita de 2002 com Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinta Barroca tendo um posterior estágio de 3 meses em carvalho francês.

Tem uma boa cor rubi , algo concentrada, já com uns ligeiros reflexos de vermelho escuro no anel do copo.

Entra com um aroma convidativo, frutado, amoras e algumas compotas de frutas. Aparece também aroma a menta, algum floral e uns toques da madeira. No entanto o aroma a odor animal está presente, tendo sido provadas duas garrafas, que só com algum arejamento ( decantação é que consegui remediar).

Na boca o vinho fresco, leve, com a acidez algo controlada, num perfil frutado, com algum fruto seco também, mas no entanto a terminar um pouco enjoativo. Talvez não tenha apanhado o vinho na sua melhor fase...

Encontrava-se no mercado a cerca de 5/6 euros, pois neste momento é comercializada já a colheita de 2003.

Nota 13,5







domingo, julho 02, 2006

Vinhos do enólogo Rui Cunha

Mais uma prova na Galeria de Vinhos, desta vez sem a habitual degustação em regime de prova cega, pois esteve presente o Enólogo Rui Cunha, onde nos apresentou os seus brancos de verão.

Aqui ficam as minhas breves considerações sobre cada um:

Casa das Buganvílias 2005 : um Loureiro de Ponte do Lima, com um aroma muito fresco, boas notais florais, com uma acidez elevada, fazendo uma boa prova com notas da casta presentes. Bom vinho para entrada/aperitivo.

Fundação Eça de Queirós 2005: um quase 100% Avesso da sub-região de Baião, vinho que me não conquistou, algo desiquilibrado nos aromas, a acidez também um pouco desajustada.

Encostas de S.João 2005: exemplar da casta Arinto em Resende: um Arinto na Região dos Vinhos Verdes, curioso, fresco, boa acidez, alguma elegância e com um bom final seco.

Qta da Massorra 2005: o mesmo Arinto de Resende, mas com fermentação de 7 meses em madeira. Bom perfil, mais virado para o prato, pois a estrutura é maior, no entanto, apesar do pH ser exactamente o mesmo, (segundo o que me transmitiu o Enólogo Rui Cunha), a acidez não está tão presente, fazendo na minha opinião um vinho não só para o verão.

Quinta dos Avidagos Branco 2005: Um vinho leve e fresco para o verão, com um lote Verdelho, Viosinho e Malvasia fina, com ligeiro gás, com boas notas tropicais e perfumado, no entanto com um ligeiro amargo final, proveniente talvez dum pequeno excesso de batonnage segundo o que nos disse o Rui Cunha.

Sousa Lopes 2005: um casamento feliz entre a casta Loureiro e a Chardonnay realizado em V.N.Famalicão, onde o nariz é marcado plo carácter floral, elegante, na boca a mistura é explosiva e nunca antes experimentada por mim, acidez elevada, frescura, no entanto a untuosidade e as notas suaves do Chardonnay fazem um final com classe. Grande combinação.

Qta.do Sobreiró 2005: um branco onde a casta Verdelho domina, para mim o melhor vinho desta prova, com um complexidade aromática muito maior, embora o início de prova estivesse plenamente marcado de aromas sulfurosos, lembrando um espumante, mas que com a oxigenação em 2 minutos desaparece. Um vinho muito bem feito, aromático como já disse, com notas de frutos citrinos, alguma relva verdinha, com um final ligeiramente doce e longo.

Quase todos estes vinhos, são de facto virados para o verão, onde a minha escolha ficou curiosamente no 1º vinho provado e no úlitmo! O Loureiro da Casa das Buganvílias e o Quinta de Sobreiró!

Foi um fim de tarde muito bem passado como sempre com o Hilderico Coutinho, e com o nosso grupo de prova, sempre com boa disposição mas desta vez enaltecido pela presença do Rui Cunha, que esteve sempre com um perfil informal, respondendo a tudo e falando sobre os vinhos dele, mas não só.

quarta-feira, junho 28, 2006

Foral Grande Escolha 2000




Depois de mais de um ano em repouso na garrafeira do Vinho da Casa, é agora servido este Foral Grande Escolha 2000 esperando que já esteja "bebível", pois outra garrafa aberta anteriormente mostrava ainda um forte presença tânica e aromas muito fechados.

É elaborado com Tinta Barroca, Touriga Franca e Tinta Roriz e tem 13% vol, pelas Caves Aliança, entidade que tem Quintas espalhadas por quase todo o país.

As uvas foram colhidas à mão para caixas de 20 kg, sendo transportadas para a adega da Quinta dos Quatro Ventos. Após um desengace total, foram maceradas durante cerca de 5 dias a frio. A fermentação alcoólica decorreu em cubas de inox, seguido de uma maceração pós-fermentativa.
No final segue-se um estágio em carvalho francês de 12 meses.
Foram engarrafadas 82.951 garrafas

A cor é rubi de boa concentração, com reflexos avermelhados.

Em termos aromáticos, a presença da madeira marca a prova, com terro, fumo e alguma resina, deixando a fruta preta para segundo plano, antevendo que poderemos encontrar na boca um vinho quente.

E é isso que se verifica, a maderia continua bem presente na boca, com uma acidez adequada, o vinho mostra-se encorpado, austero, pois os taninos ainda estão presentes, mas já permitem uma boa prova de boca, no entanto pouco frutado, com a presença de frutos secos e com um final abaunilhado. O final é que não convence muito, pois aparece algum vegetal...

É portanto um vinho virado para um prato de carnes fortes ou mesmo de caça, aliás assim recomenda o produtor,pois estamos perante um vinho cheio, forte e pouco frutado.

Em 2004, o preço rondava os 7 euros.

Nota 15

terça-feira, junho 27, 2006

Dia do Vinho

Ora, dia 2 de Julho comemora-se o dia do Vinho, e como tal, o Vinho da Casa sugere que façam uma visita à magnífica Cidade do Porto,onde mais uma vez a Essência do Vinho, põe ao dispôr o Palácio da Bolsa para realizar uma série de eventos a não perder.





O programa será o seguinte:

De 30 de Junho a 2 de Julho
TOUR DE DEGUSTAÇÃO
Ao jantar descubra menus especiais, que poderão ser acompanhados de vinhos de qualidade a copo em restaurantes seleccionados no Grande Porto. Conheça os restaurantes aderentes em www.essenciadovinho.com

Sábado, 1 de Julho
PINK WINE PARTY
A partir das 22h00, uma festa divertida e informal com vinhos rosé e música seleccionada pelo Dj Lui-g. ENTRADA LIVRE.

Domingo, 2 de Julho
GRANDE PROVA : "VINHO - UM SEGREDO EM CADA GARRAFA"
15h-20h - Palácio da Bolsa - Galerias
Produtores e enólogos estarão presentes para desvendar os segredos por trás de cada garrafa. Em ambiente divertido, informal e com música que o Dj Pedro Botelho seleccionou para este momento. ENTRADA LIVRE.

WINE GAMES

Através dos jogos sensoriais “Descubra a Casta” e “Aromas do Vinho” divirta-se e descubra os aromas e sabores das castas portuguesas.



LIGAÇÕES "QUEIJOS & VINHOS"

Prova de queijos franceses Président.

Duas coisas boas juntas são bem melhores que uma. O casamento de queijos franceses com vinhos portugueses é uma combinação irresistível que vale a pena ser provada!

EXPOSIÇÃO “PROVA-ME” João Miguel Carvalho

Durante este dia será apresentado um conjunto de trabalhos deste artista plástico, sob o tema do vinho. Coordenador e ilustrador do livro/ álbum “Douro – A Nova Geração”, apresentado em 2005 na Fundação de Serralves.

HAPPY HOURS
A Loja Essência do Vinho, localizada no Palácio da Bolsa, oferece-lhe 10% de desconto na compra de vinhos durante este dia.

Palácio da Bolsa
Rua Ferreira Borges - Porto
Tel. 22 2088499

Organização : Viniportugal / Essência do Vinho

Apoios : Apcor, A Hora de Baco, RTP N, Associação Comercial do Porto, Revista blue Wine


Informação retirada do site www.essenciadovinho.com

A não perder o dia de Domingo.

domingo, junho 25, 2006

Vinho da Casa reconhecido pela Revista de Vinhos

É com grande orgulho e simpatia que venho aqui colocar este post.

Na edição de Junho da Revista de Vinhos, a qual sofreu uma revolução gráfica, inaugurou um espaço destinado à Internet, na página 76 onde a notícia era dar a conhecer aos leitores os Blogs sobre Vinhos existentes, o Blog Vinho da Casa aparece, juntamente com outros 9 Blogs.

Todos eles com grande paixão pelo vinho, e todos eles sem qualquer fim concorrencial.
Visto ser um projecto apenas elaborado por mim, venho em nome do Vinho da Casa, agradacer o reconhecimento feito pela Revista, e dando votos de confiança a todos os leitores de que poderão contar com muitas novidades e contínuas notas de prova sobre vinhos.

Uns mais actualizados, outros nem tanto, outros mais com o objectivo de tertúlia à volta do vinho, outros mais virados pra crítica de vinhos onde o Copo de 3, o Pingas no Copo e o Que Tal o Vinho se destacam pla "semelhança" ao Vinho da Casa, onde o tema principal é a divulgação das apreciações pessoais dos vinhos que se vão provando.

Sabendo de antemão, que o Copo de 3 já leva um elevado número de visitantes desde 2005, quase 25000, e que o Que Tal o Vinho já tem quase 3 anos de existência, eu e o meu amigo Pingus Vinicius do Blog Pingas no Copo só temos que nos sentir felizes e lisonjeados pois temos ambos apenas 2 meses de existência, pois estamos a lavrar o mesmo caminho com paixão, prazer e lealdade.

Um abraço a todos os Bloggers distinguidos na Revista de Vinhos, e os meus sinceros parabéns.

sexta-feira, junho 23, 2006

Ázeo Rosé 2005




Das mãos do Enólogo João Brito e Cunha, nasce este rosé Ázeo, que em latim significa bago de uva, produzido integralmente com Touriga Nacional da colheita de 2005 proveniente das zonas mais altas do Douro Vinhateiro, entre os 450 e os 500 metros.

Apresenta 13º após uma fermentação em cubas de inox a baixas temperaturas.

Fiz a prova a 8º deixando evoluir até aos 10º.

A cor é brilhante, viva e bonita, em tons rosados com um ligeiro salmão.

No nariz, os aromas que vêm ao de cima são a melancia fresca, cerejas, e um floral bem presente, com aromas de rosas e perfume primaveril.

Na boca a acidez é alta, não mostrando presença de açucar, conseguindo-lhe dar uma frescura ímpar, com a fruta vermelha a marcar de novo pontos, com morangos e novamente cerejas.
Notei também uma suavidade e uma ligeira untuosidade na boca, que confere a este rosé um perfil equilibrado e um conjunto óptimo para acompanhar estas tardes de verão e porque não tentar umas pastas leves ou uns pratos frios!

O final é afinado bastante seco e de boa qualidade, deixando na boca durante algum tempo um perfume floral e um pouco especiado.

Um conjunto bem afinado, com a acidez ideal para poder disfrutar de toda a frescura que um rosé nos pode trazer, com a Touriga Nacional a provar que é excelente também em rosés.

Nota 16,5

terça-feira, junho 20, 2006

Alvear Syrah 2004




Desta vez por terras Sul-Americanas, mais precisamente em Guaymallen na zona de Mendoza na Argentina, aparece este Vinho da Casa das Bodegas Alvearfeito integralmente com Syrah e com 13,5º.

A cor é rubi de boa concentração, sem deixar clarear muito do meio até ao anel do copo.

No nariz, a casta mostra-se muito presente com notas de farmácia, menta e pimenta verde em primeiro plano. Com o agitar do copo, consegue-se chegar a fruta preta de boa qualidade, com um fundo muito leve de móveis antigos.

Levando o vinho à boca, a fruta preta mantém-se presente, com o chocolate preto auxiliar a prova. A acidez é elevada mas adequada, embora com o açucar um pouco presente, mas não em demasia, mostrando-se um vinho equilibrado, mas um pouco guloso, conseguindo um final algo especiado de média duração.

Se não fosse a gulodice do vinho, estávamos perante um grande Syrah, ficando a nota de prova algo moderada por esse facto.

Nota 15,5

quinta-feira, junho 15, 2006

Catarina 2005




Apesar de o tempo estar a piorar, e há até quem diga que a vindima deste ano vai ser muito má, pois na zona do Douro, houve produtores que com a "chuvada" de ontem perderam 90% dos seus vinhedos, principalmente vinhas novas... o Vinho da Casa vai ser um branco de verão, mas que também pode acompanhar vários pratos quentes.

O nome Catarina foi atribuído em homenagem a Dona Catarina de Bragança, mas também a todas as Catarinas.

É produzido numa das maiores casas das Terras do Sado, a Bacalhôa Vinhos, feito à base de Fernão Pires e Chardonnay, com parte do lote a estagiar em madeira sendo o resto em inox.
Com 13,5 é aconselhável beber com moderação, pois os brancos podem enganar... São frescos, bebem-se bem, mas depois quando se vai a levantar da cadeira.

Apresenta uma cor muito pouco concentrada, algo transparente, um amarelo pálido com tons verdes mostrando a juventude que ainda tem.

No nariz, a frescura deste vinho é bem marcante, limão e melão casados muito bem ( até em termos semânticos é curioso, LI-MÃO > ME-LÃO), relva verdinha, um pouco de ananás, e com um carácter floral presente.

Na boca a fruta fresca continua a marcar a prova, com uma acidez elevada, bem vivo o vinho, meio seco, mas com uma suavidade enrome na forma como se comporta na boca de louvar, com a untuosidade característica da casta Chardonnay e o sabor a rebuçado de limão a perfazerem um longo final.
Nada de madeira presente no vinho, talvez com o tempo ela apareça, mas também se não vier não será necessário, pois o vinho está muito muito bem, e está óptimo para ser bebido desde já.

Nota 15,5

quarta-feira, junho 14, 2006

Duque de Viseu 2004




O Vinho da Casa é um branco que vem das terras do Dão, sendo a empresa produtora a grande Sogrape, por isso em qualquer comércio é possível ver esta garrafa.

É produzido a partir das castas Bical e Encruzado (e em menor percentagem, Cercial e Malvasia Fina) plantadas na Quinta dos Carvalhais.
Posteriormente é engarrafado após um curto tempo de estágio de cerca de 4 meses onde o lote seleccionado é mantido em cubas de aço inox, sendo que uma pequena parte estagia em barricas de carvalho.

Apresenta 13º.
Provei este vinho, num curso ministrado plo Rui Falcão da Blue Wine no Palácio da Bolsa, onde tirei as seguintes considerações:

Nariz: Bastante frutado, com ananás, maçãs verdes, um ligeiro toque de cânfora, notando-se ligeiros toques de manteiga.

Boca: Boa acidez, fresco, nada enjoativo, continuando com ananás em grande plano, terminando com a banana e a baunilha presentes.
Nota 14/15

domingo, junho 11, 2006

Dão Vinhos e Sabores

Ora bem, o Vinho da Casa esteve presente ontem num dos pátios mais bonitos do País, no Pátio das Nações, no magnífico Palácio da Bolsa, onde aconteceu mais um evento conduzido pelo Espaço Essência do Vinho, desta vez com a ajuda da CVR Dão e de 36 produtores do Dão.

Com pouco público presente, apesar de ser entrada livre, talvez justificado por ser dia de Portugal, estar bom tempo, a Selecção jogava no dia a seguir, estavam a decorrer jogos do Mundial, etc.
Foram estas as considerações dadas plo Nuno Guedes Pires, pessoa que já conhecia a alguns tempos, mas que é sempre um prazer falar com ele, pois a humildade e a simpatia que demonstra são de louvar.

De realçar mais uma vez, a excelente atenção em manter os vinhos à temperatura adequada, assim como os copos de boa qualidade.

De entre os 36 produtores, ficaram-me na retina as seguintes provas:

Quinta da Vegia Reserva 2003
Vinha Paz Reserva 2003
Quinta de Lemos símbolo Verde 2003 e símbolo Branco 2003.
Quinta da Falorca Touriga Nacional 2003
Quinta da Falorca Reserva 2001
Quinta dos Roques Touriga Nacional 2003
Quinta dos Carvalhais Encruzado 2004

Como boas surpresas:
Porta Fronha 2005 - Pela frescura
Pedra Cancela 2004 - Pela gulodice

De relembrar também, a excelente festa que ocorreu à noite, onde um DJ convidado moderou o som, com bons momentos de Chillout e boa música ambiente.
Durante esta Wine Party, estavam disponíveis para beber vários vinhos do Dão, 8 Tintos, 8 Brancos e 4 espumantes.
Para beber mesmo, pois não havia cuspideiras, portanto o melhor vinho da noite acabou sempre por ser o último, perceba-se porquê.

Um evento a repetir, pecando apenas plo pouco público, embora se tenha estado muito confortável assim.

Os meus parabén à organização.

sexta-feira, junho 09, 2006

Cartuxa Tinto Colheita 2000




Este Vinho da Casa não necessita de grandes apresentações, pois penso que todos o vêem em todo o lado, e já tem um historial enorme. Basta apenas dizer que este Colheita na altura foi vinificado com as castas Aragonês, Trincadeira, Tinta Caiada, Castelão e Alfrocheiro, apresentando 13º com estágio em madeira.

Este vinho foi para mim, antes de "entrar" nestas andanças uma referência Nacional, mas penso que hoje em dia estará um pouco longe disso, pelo menos a mim o vinho não me convenceu.
Ofereceram-me no Natal duas garrafas destas, tendo aberto a primeira na passagem de ano, tendo-lhe notado uma acidez um pouco desequilibrada, tendo pensado na altura que fosse problema de garrafa, mas como verão mais abaixo, esta garrafa ora aberta apresenta as mesmas características.

Optei por iniciar a prova a 15º, mas foi aos 17º/18º que o vinho se tornou mais atraente.

Apresenta uma cor rubi, com reflexos de vermelho quente no anel.

Um nariz de intensidade mediana, algo floral e com notas de cereja, conjugado com carácter vegetal. Em segundo plano aparecem aromas quentes, terra húmida, tabaco. Para completar o lote, faz-me pensar ligeiramente em lagares. Nariz correcto mas nada exuberante.

Na boca mostra-se encorpado, com uma boa estrutura, no entanto a acidez desequilibrada não consegue criar um bom perfil. Aparecem umas notas lenhosas e vegetais, lembrando mesmo azeitona com a fruta em segundo plano, mas bem madura.
Final médio e especiado.

De facto o vinho não me convenceu, pois com o preço que apresenta, 13 euros, podemos encontrar alternativas melhores e bem mais em conta.
Nota 14

segunda-feira, junho 05, 2006

Quinta da Casa Amarela 2003




Cá estou para apresentar mais um Vinho da Casa, e pode-se dizer que este é mesmo "caseiro", pois este vinho nasce de um projecto familiar, onde Laura Regueiro e seus dois filhos fazem a produção numa quinta do Douro, na margem esquerda entre a Régua e Lamego.

Casa bastante reconhecido na produção de vinho do Porto, decidiu em 2000 iniciar a produção de vinhos DOC-Douro, onde nos presenteia com este colheita de 2003.

Um vinho elaborado com as castas nobres durienses, Tinta Amarela, Toutiga Franca, Touriga Nacional e Tinta Barroca, com 13,5º, com uma passagem ligeira pela madeira.

Iniciei a prova a 15º, com decantação prévia, facto que acabou por ser bem sucedido pois tinha algum depósito.

Apresenta uma cor vermelha granadina ainda jovem de média concentração.

No nariz, a presença de fruta silvestre e algumas notas florais é inevitável conjugado com notas químicas. A presença deste casamento com ligeiras nuances de madeira dá-lhe um bom aroma, nada exuberante mas convidativo à prova de boca.

Sendo o convite aceite, a primeira sensação são as compotas de amoras, também com nozes a assumir um papel principal na boca.
Com uma acidez algo comedida e com taninos suaves, o vinho torna-se bastante fácil de ser bebido, redondo e correcto, terminando com um final médio onde a baunilha proveniente do estágio em madeira perfuma a boca.

Nota 15,5
PVP aprox. 9 euros

Sendo um vinho de quantidade limitada, a numeração é feita no rótulo, tendo sido esta prova condecorada com o número 11538.


sábado, junho 03, 2006

Quinta das Hidrângeas 2003




O Vinho da Casa deste fim de semana, é um vinho cheio de carácter, no perfil mais robusto que o Douro Vinhateiro pode permitir.
Henrique Tiago Pinto & Filhas, fizeram este vinho Doc com Tinta Amarela, Tinta Barroca, Tinta Roriz e Touriga Franca, apresentando 13,5º, tendo estagiado durante 12 meses em barricas de carvalho francês Allier.

Provado em prova cega, o vinho aparece quase preto na cor, com uns aromas de fruta muido madura, amoras pretas, groselhas, muito mas muito intenso no nariz, com algumas presenças de licor a marcar o nariz, juntamente com boas notas provenientes da madeira, com chocolate e algumas notas de folhas de tabaco.

Na boca o vinho está muito vivo ainda, com os taninos aguerridos, com uma acidez algo elevada, mostrando um bom corpo, fazendo com que a prova se torne um pouco díficil, no entanto com a fruta preta a encher a boca, ficando um final ligeiramente alcoolico, perdendo aqui todos os atributos de vinho "cheio".

Talvez será melhor esperar que o tempo em garrafa trate de afinar este vinho, pois ele mostra grande qualidade no nariz, mas está ainda muito agreste. Só o tempo o dirá, mas a partida poderemos ter no futuro um vinho para uma refeição de carnes vermelhas, ou para acompanhar uns enchidos.

Um vinho feito pra durar.

Nota 15,5

sexta-feira, maio 26, 2006

Boa Memória 2004




Com o calor a apertar cada vez mais, voltamos outra vez para o Alentejo solarengo, novamente no Monte Seis Reis, em Estremoz.
Desta casa, já tinha sido provado o Bolonhês.

Agora o Vinho da Casa é este branco de 2004, feito apenas com Antão Vaz, tendo estagiado em meias pipas de carvalho francês novas durante 6 meses. O nome Boa Memória foi atribuído como homenagem a D. João I, 10º rei de Portugal.

Iniciando a prova a 11º, apresenta uma cor amarela dourada, com ligeiros toques esverdeados.

No nariz, a presença dos aromas provenientes da madeira nova são inevitáveis e de resto muito agradáveis, com baunilha a encher o copo, as notas de torradinhas de pão de forma com manteiga. Nota-se também a presença de ananás,de rebuçado, o que mostra que a fermentação em madeira foi bem conseguida, encaixando tudo no sítio.

Na boca, o vinho é fresco, com uma acidez bem regulada, com notas de alperce ainda verde, ananás e um pouco de kiwi, e alguma especiaria, pimenta branca, a perfazerem um cocktail curioso na boca. O final de boca é muito agradável, com a baunilha a aparecer em grande plano, ficando, ficando e ficando. Belo final.

Nota 16,5

Este vinho andará na casa dos 6 euros, pelo que é uma compra recomendada, quer pela qualidade aromática que evidencia, quer para quem for adepto de Antão Vaz, pode sempre descobrir aqui um bom exemplo desta casta.

Quinta do Alqueve Tradicional 2002




Tendo passado toda a minha infância no Ribatejo, acho que o Vinho da Casa já merecia ser do Ribatejo, por isso proponho-vos um belo vinho feito naquelas bandas, mais precisamente na Sociedade Agrícola Pinhal da Torre, de Alpiarça.
É um vinho de entrada de gama da Quinta do Alqueve, feito com um lote de castas tintas,sendo elas a Touriga Nacional, Trincadeira,Tinta Roriz e Castelão.

O termo Tradicional tem a ver com o modo como o vinho é feito.
É vinificado então em lagares com pisa a pé, pelo processo tradicional de curtimenta, com ligeira maceração, tendo estagiado durante 12 meses em barricas de carvalho.

Em relação à prova o vinho apresenta um cor violácea com boa concentração.

No nariz tem um aroma muito agradável, madeira muito presente, com notas de charuto, terra húmida, com fruta silvestre, alguma menta e uns ligeiros toques de perfume a perfazerem um belo convite para a prova de boca.

Na boca então, as notas de frutos secos sao predominantes, começando na avelã, passando por toques amendoados, tendo um final algo longo e deixando a boca com um travo doce, com notas gulosas de amoras e cerejas... com taninos ainda presentes, mas finos, o que faz com que o vinho seja muito suave e delicado na boca, com uma acidez bem controlada.

Nota 16

Este vinho anda na casa dos 7,50 euros, pelo que é uma boa compra, tendo sido referenciado por um dos maiores críticos mundiais, Robert Parker de seu nome, atribuindo-lhe 88 pontos ( 0 a 100), tendo mesmo sido o único vinho Português recomendado no site do Robert Parker como "Wine of the day".
Foi também aconselhado como Boa Escolha no Programa da RTPN " A Hora de Baco"

domingo, maio 21, 2006

Sancerre Cuvée Prestige 1994




Ora bem, pela primeira vez o Vinho da Casa já tem alguns anitos, 12 por sinal...
Trata-se de um vinho francês da zona de Bué, com a Appellation Sancerre, produzido por um dos melhores produtores de Sancerre, Lucien Crochet.
É feito apenas com Sauvignon Blanc, com 13º.
Os vinhos Cuvée Prestige só são lançados nos melhores anos e são oriundo vinhas mais velhas.

Portanto temos todos os pontos para um grande grande vinho, resta apenas saber se os 12 anos que a garrafa já tem foram benéficos ou não.

Optei por iniciar a provar a 10º, deixando evoluir até aos 13º, tentando descobrir o ponto ideal de prova.

Tem um cor amarela dourada bem concentrada.

Está um vinho pleno de aromas, intensos, parece não ter perdido nada, com notas fortíssimas de maça cozida, e notas florais, malmequeres, milho, transportando para dentro do copo uma tarde quente de verão no campo.

Na prova de boca, a acidez ainda está presente, bastante melado, com notas de manga e melão. Termina intenso com suavidade e melado deixando a boca repleta de amendoa amarga. Perfeito.

Grande vinho, é pena é não haver mais exemplares, quer para repetir a dose, quer para vocês poderem perceber o quão perfeito estava este vinho.

Não querendo atricuir nenhuma nota, pois penso que não se justificaria, mas menos de 18 não arriscaria.

Concurso Mundial de Bruxelas




Já estão disponíveis os resultados do maior e talvez melhor concurso mundial de vinhos, onde Portugal é medalhado em largos vinhos, mais de 150!

Resultados disponíveis numa tabela de Excel em
Tabela do Concurso

O Vinho da Casa dá os parabéns a todos os vinhos medalhados.

International Wine Challenge 2006




Meus amigos, Portugal está mais uma vez no topo do mundo, desta vez em 3º lugar no International Wine Challenge 2006 com 43 medalhas de ouro.

Sem grandes surpresas, os vinhos fortificados, Porto e Madeira, dominam as medalhas de Ouro, mas há 15 medalhas superiores para vinhos de mesa também. A maioria destes é do Douro (Tinto e Branco), com exemplares bem-vindos do Dão e do Alentejo.

Em 1º e 2º lugar ficaram a França e a Austrália com cerca de 50 medalhas cada.

Parabéns a Portugal

Campolargo Arinto 2004




Vindo das mão de Manuel dos Santos Campolargo, um dos melhores produtores da Bairrada, embora com o hábito de produzir poucas garrafas, como é exemplo disso este Arinto de 2004, em que apenas 2130 garrafas foram engarrafadas.
Tem um rótulo simples, mas bastante origianl, em que o título da garrafa vem inserido num texto descritivo do modo como foi feito o vinho.

É então um vinho branco feito apenas a partir da casta Arinto, tendo estagiado 6 meses em madeira usada.

Provado a 12º, embora no guia do JPM fosse indicado para nunca o beber abaixo dos 14º, parecendo-me a mim que o vinho ficaria muito pesado...

Aparece com uma cor amarela com um fundo verde, com ligeiras nuances douradas.

No nariz a presença da madeira é inevitável, tudo num conjunto elegante e convidativo, com a amêndoa e a ameixa branca a marcar papel principal, aparecendo o chá branco em segundo plano, mas que lhe confere uma harmonia muito boa.

Na boca a acidez é elevada mas não exagerada, com uma frescura enorme, mostrando-se um vinho seco, mas com umas ligeirissimas notas doces, com um estilo perfumado, com o côco e pimenta branca a preencherem por completo a boa, deixando um final de boca longo e com elegancia.

É um vinho muito elegante e suave, com uma frescura e acidez contrabalancante, tornando-se num dos grandes Arintos com madeira a meu ver.
Apesar da sua reduzida produção é possível adquirir este vinho por cerca de 8 euros.

Nota 17

Sugestão:
Acompanhem com pratos de marisco, liga muito muito bem.

quinta-feira, maio 18, 2006

Altano 2003 tinto




Aqui estamos mais uma vez nas encostas do Douro, mais precisamente no Alto Douro, onde a família Symington produz vinho desde o Séc. XIX, apresenta este Vinho da Casa elaborado com duas castas bem conhecidas da zona, Tinta Roriz e Touriga Franca.

Apresenta uma boa cor grená, de concentração média.
Nos aromas está muito correcto com toques florais, menta e alguns frutos silvestres, não conseguindo esconder de forma alguma de que se trata de um típico "Douro". No entanto o alcóol aparece em demasia, embora só tenha 13º ( coisa rara nos dias que correm ) e a temperatura continue nos níveis recomendados ( 15/16º).

Na boca, a situação mantém-se, com uma acidez bem conseguida, com alguma estrutura, de fácil prova, algo directo, com a fruta madura a evidenciar-se a uns ligeiros toques de amoras pretas, no entanto um pouco curto.

Um bom vinho do Douro para o dia a dia, atendendo ao preço de 3 euros, para acompanhar pratos ligeiros de carne, ou umas "pastas", pois não tem porte pra mais vôos.

Nota 14

segunda-feira, maio 15, 2006

Michel Laroche 2001 Syrah




Mais um Syrah como Vinho da Casa, desta vez vindo lá de fora, do Sul de França, mais precisamente da Appellation Vin de Pays d’Oc.

Vinho decantado e com temperatura controlada a 15º, chegando até aos 17º com o decorrer da prova.
Cor grená ( ou granadina, em bom português :) ), com alguma lágrima, evidenciando cores mais quentes no anela, não conseguindo esconder a idade que já tem.
Bastante depósito, pelo que a decantação torna-se necessária.

Enquanto o vinho vai “respirando”, começa a aparecer aromas nunca antes experimentados por mim num vinho tinto… talvez por não provar muitos vinhos estrangeiros… não sei, mas digo-vos que a experiência foi fenomenal. Mel, fruta em passa, figos… isto tudo só no nariz, ficando a pedir para provar rapidamente na boca a ver o que nos mostra! Aparecem também notas especiadas típicas desta casta, noz-moscada, pimentas.

Levando então o copo à boca, o chocolate preto mais uma vez toma conta da degustação, sendo nobremente acompanhado por avelã, frutos secos, com boa estrutura e com uma acidez ainda presente, nada “morto” o vinho, no entanto com os taninos já bem arredondados, terminando com um bom final, sedoso e bastante especiado.

Encontrando este vinho no nosso país a cerca de 7.50 é de experimentar pois tem uma boa qualidade.

Nota 15

Syrah Cortes de Cima 2003




O Vinho da Casa desta vez é um monocasta, dum produtor apreciado por grande parte dos consumidores.

Provado em prova cega.

No copo mostra-se retinto e bastante concentrado, evidenciando um vinho com bom corpo de certeza.

Quando se leva o nariz ao copo, os resultados são apaixonantes… Começando pelo chocolate, pelas folhas de tabaco, algumas notas de farmácia e, para mim o melhor de todos, o aroma a pinheiros, a terra húmida… lembrando um final de tarde de Outono.

Ora bem, com estes argumentos, o rótulo de alentejano já não lhe escapa.
Fazendo a prova de boca, a fruta aparece com grande qualidade, com boa estrutura, amoras pretas, groselhas, um pequeno toque de morangos, tudo muito maduro, com um final bastante especiado… Para quem conhece as Cortes de Cima, este não engana…

Eu na altura apontei a hipótese de ser o Incógnito… Foi ao poste.
Em suma, um vinho regional alentejano, produzido com as mais velhas vinhas de syrah em Portugal, anos 80, na zona da Vidigueira por um Dinamarquês que viajava de veleiro à procura de vinhas e, que, aterrou no nosso país por acaso. E muito bem fez ele, pois com este vinho consegue mostrar todo o seu esplendor desta casta, mas nunca fugindo ao perfil Cortes de Cima, e que belo perfil…
Cerca de 13 euros a garrafa.

Nota 16,5

Quinta da Pedreira Espumante Branco Bruto 2003

Provado em prova cega.

Bolha sempre presente, com um início muito sulfuroso no nariz, que desaparece com ao longo da oxidação no flute, com notas de ananaz, lima-limão, bastante intenso e seco, como seria de esperar de um bruto, com um açúcar residual nulo ou quase nulo. Na boca, deixa um final amanteigado, lembrando a casta Chardonnay.

Espumante produzido na Bairrada, com um lote de castas, Maria Gomes, Bical, Chardonnay e Rabo de Ovelha.

Um bom espumante português a um preço ainda melhor, 7 euros.

Nota 15,5

domingo, maio 14, 2006

Pequena paragem

O Vinho da Casa informa que o seu anfitrião esteve durante toda a semana na Queima das Fitas do Porto, tendo por esse motivo, compreensível suponho, a impossibilidade de actualizar convenientemente o blog.

No entanto já no dia de amanhã, o Vinho da Casa apresenta 3 novas provas.

PS: Ainda não há livro amarelo! queixem-se à DECO!

Um abraço

quarta-feira, maio 03, 2006

Irreverente Tinto 2003




Variando mais uma vez na região, aparece este vinho da casa, proveniente das Beiras, produzido pela Udaca (União das Adegas Cooperativas do Dão), onde foram produzidas 66657 garrafas, tendo o vinho o estágio em madeira por apenas 4 dias, seguido de 5 meses em garrafa.
A mim coube-me a garrafa nº13735

Sendo um Regional das Beiras, com Touriga Nacional, Tinta Roriz, Jaen e Alfrocheiro Preto, apresenta-se com 13º, tendo uma boa concentração na cor rubi e com boa vivacidade.
Nos aromas, mostra-se muito fresco e frutado, com notas de ameixa madura, groselhas, aparecendo também alguma menta( segundo a minha namorada, com o qual concordei).
Na boca, o perfil é clássico, bom corpo, boa acidez, de bom porte como as Beiras nos habituam, terminando na boca com notas de caramelo e ameixas em passa, no entanto tudo desaparece num ápice... Final curto

Nota 14

É um vinho a experimentar, mas que de Irreverente nada tem, a não ser o nome.
Deverá andar à volta dos 3 euros em qualquer loja.
Para concluír, devo referir que o vinho teve um prémio internacional:
Medalha de Prata Wine Masters Challenge 2004

segunda-feira, maio 01, 2006

Amostras para Prova

O Vinho da Casa, espaço de crítica e divulgação do vinho na Internet, tem todo o prazer em publicar qualquer vinho. Caso os seus vinhos ainda não tenham sido provados pelo Vinho da Casa, pode enviar amostras para prova, bastando apenas entrar em contacto por uma das seguintes formas para ser combinado o local da entrega:

Telefone - 916005100
E-mail - vinhodacasa@gmail.com


Todos os vinhos são provados em copo de prova Riedel e com controlo de temperatura.

Obrigado,
Paulo Miguel Silva.

Caladessa Branco 2004




Continuando no Alentejo, passamos agora para um branco, feito na Herdade da Calada,onde é também feito o Baron de B.
É um vinho DOC, com 40% de Antão Vaz e 60% de Verdelho.

Seria de esperar um vinho branco um pouco mais doce, mais frutado e menos mineral, pois é produzido numa região solarenga. Por esse mesmo motivo, aquando da prova (cega), ninguém se arriscava a dizer que era um vinho alentejano, houve mesmo quem dissesse que era um vinho de trás-os-montes e de outras zonas frias...

Apresenta-se muito fresco nos aromas, floral, perfumado e profundo, com pequenas notas de frutos tropicais e lima... nunca se mostrando um vinho muito doce como já referi.
Na boca, é explosivo para quem pensava que este vinho é um branco alentejano, elevada acidez, seco, com o Verdelho a mostrar toda a sua potência para este tipo de vinhos,tudo num perfil elegante e com um final longo.
Muito boa qualidade neste vinho feito plas maos de um dos grandes enólogos portugueses, Paulo Laureano, que rondará os 12 euros por garrafa.

Nota 17

Bolonhês Tinto 2003




Desta vez o vinho da casa é um tinto alentejano, do Monte dos Seis Reis.

Este vinho apresenta 13,5º, com um lote de 5 castas Aragonês, Alicante Bouschet, Trincadeira e Tinta Caiada, tendo estagiado em madeira durante 8 meses.

Em relação à prova, é muito concentrado na cor, com um perfil intenso nos aromas, com a madeira sempre presente,com baunilha, folhas de tabaco e algum chocolate preto, deixando a fruta escondida, notando-se apenas alguma framboesa... mas muito discreta.
Na boca mostra-se com taninos suaves, a mostrar que está no ponto optimo pra ser bebido, com notas de frutos secos, avelãs e alguns frutos do bosque.
Termina com um bom final e muito abaunilhado.

Para o preço apresentado,cerca de 10 euros, este vinho enquadra-se já no patamar dos bons vinhos do Alentejo, podendo acompanhar perfeitamente uma refeiçao de carnes ligeiras ou mesmo apreciá-lo sozinho.

Nota 16,5

sexta-feira, abril 28, 2006

Dicionário do Vinho

Vou colocar aqui algumas palavras utilizadas na gíria do vinho, que muita gente não sabe por vezes o significado...
Quem souber mais algumas "esquisitices" ajude-me!

Adstringência - Sensação de origem química que provoca uma contracção das papilas, deixa os lábios repuxados, corta a salivação e produz uma sensação áspera na língua e no paladar. A adstringência deve-se aos taninos e costuma diminuir com o estágio.

Bouquet - Conjunto dos aromas terciários que se desenvolveram durante o estágio (em madeira, em garrafa) dos vinhos. Os componentes do vinho reagem e evoluem durante a sua conservação em garrafa, de forma diferente conforme o seu potencial de oxidação-redução. Por extensão, chama-se «bouquet» à perspectiva aromática total de um vinho.

Casta - Nome atribuído à videira que produz uvas com determinadas características específicas. Termo de prova para designar aromas e sabores característicos da uva que produziu o vinho.

Organoléptico - Qualidades ou propriedades que se percebem com os sentidos, durante a degustação, como a cor, o aroma e o sabor.

Tanino - Forma genérica de todos os compostos susceptíveis de tanar a pele, ou seja, de a tornar imputrescível e não hidrolisável. Os taninos encontram-se nas cascas, nas madeirasm raízes, frutos, etc...

Conservação e envelhecimento do vinho em garrafa

Ora vamos todos, incluindo eu, aprender mais qualquer coisa sobre o líquido que nos une!

Deve fazer-se uma distinção nítida entre conservação e envelhecimento na garrafa.
A primeira tem a finalidade de manter o mais tempo possível as melhores características organolépticas do vinho, quer este seja novo e destinado a consumo num futuro próximo quer seja já "velho" na pipa; enquanto o envelhecimento é finalizado pela formação de novas características de coloração, de aroma e de sabor, que completam o carácter típico do vinho.
Na garrafa ocorrem, substancialmente, as seguintes transformações:

Quanto à cor:
O vinho tinto, de violáceo torna-se rubi e, depois, granadino, assumindo por fim reflexos alaranjados quando envelhece passados alguns anos.
O vinho branco, amarelo-esverdeado torna-se de coloração dourada.

Quanto ao aroma:
O aroma a fruta que é dado pela uva perde-se a pouco e pouco, à medida que se forma uma série de novos compostos (éteres, ésteres, etc.) que provocam aquilo a que a maioria dos técnicos define como o verdadeiro bouquet.

Quanto ao sabor:
O vinho torna-se menos adstringente e menos ácido, isto é, fica mais macio. Esta evolução na garrafa deve-se ao facto de o vinho estar "vivo" devido aos microrganismos que contém, passando, por isso, por diversas fases que culminam com o envelhecimento. Atingindo o estádio em que se evidenciam as melhores características organolépticas, torna-se necessário mantê-las ao longo do tempo.

Para que tal se consiga, a adega (ou garrafeira) deve possuir:

Exposição:
A melhor exposição do local destinado à conservação do vinho é a Nordeste, pois evita oscilações bruscas de temperatura. Nunca deve existir tubagens de aquecimento nem deve ser revestida por um material isolador.
Deve-se evitar a presença de odores, pois o vinho absorve-os com alguma facilidade.
Deve-se também evitar trepidações.

Temperatura:
Se possível, tentar manter uma temperatura a rondar os 10º-14º durante todo o ano...
Pois temperaturas inferiores podem originar a formação de bitartarato ou tártaro, diversas turvações e inibição das bactérias lácticas, podendo mesmo a maturação do vinho parar!
Em casos de temperaturas muito altas, surge um envelhecimento precoce, podendo as bactérias originar o aparecimento de algumas doenças, azedume e acescência.

Humidade:
O local deve andar pelos 60-70% de humidade no ar.
Se for muito seca a adega, as rolhas podem secar e permitir a entrada de ar na garrafa, enquanto se o local for muito húmido, pode haver criação de bolores.

Por último, o local deve ser arejado e ter uma iluminação fraca, evitando luzes néon! O melhor local para ter uma adega é mesmo uma cave natural, ou para as Urbes, a arrecadação do piso -1 do vosso prédio pode ser ideal!
Os vinhos devem ser sempre guardados na horizontal, à excepção de Moscatéis, Tawny's e destilados( aguardentes...).

quarta-feira, abril 26, 2006

Restaurantes

Vou colocar aqui uma pequena lista de restaurantes onde para mim se come bem e o serviço de vinhos é também cuidado.

Degusto- Ristorante & Wine Bar
Rua Sousa Aroso, nº540-nº544 Matosinhos.
Restaurante pertencente à garrafeira Vinho e Coisas.
http://www.vinhoecoisas.pt

Adega São Nicolau
Rua São Nicolau, nº1, Ribeira Porto
Restaurante muito em conta, com pratos regionais e com umas raridades na carta de vinhos!

Bull&Bear
Av. da Boavista nº3431 Porto
Chefe Miguel Castro e Silva. Está tudo dito.

Literatura sobre vinhos

Pois bem, para os mais "adictos" e para aqueles que gostam de ler, vou deixar este espaço para colocar alguns livros sobre a especialidade.

Guias de vinhos neste momento temos 3 que recomendo:

"Guia de 2006 vinhos portugueses e estrangeiros"- 13 euros- Pla equipa os5as8 onde Rui Falcão( provador também da revista Blue Wine),Pedro Gomes e Tiago Teles- 1000 vinhos

"Vinhos de Portugal 2006"-15 euros- Best Seller de João Paulo Martins-1000 vinhos

"Anuário de vinhos 2006"- 13- João Afonso- 2000 vinhos

Revistas Mensais da especialidade:

Blue Wine- Revista com um perfil Blue, muito simples de ler e bastante virada para o consumidor. Uma boa opção para iniciar a leitura nestas andanças, e não só. 3,95 euros.

Revista de Vinhos- Revista com um perfil um pouco mais técnico,para apreciadores exigentes(como eles dizem), já com 15 anos de existência. No entanto é também virada para o consumidor. 4 euros + opçao de um vinho no valor de 10 euros recomendado mensalmente a 6 euros.


Não sendo propriamente nenuum livro... Podem também acompanhar todos os domingos as 22e30 na RTPN o programa "A Hora de Baco", programa inteiramente dedicado ao vinho e à vinha.

terça-feira, abril 25, 2006

Quinta do Vallado Tinto 2003




Este vinho, bastante apreciado por muitos admiradores da região do Douro, tendo mesmo sido atribuído uma medalha de ouro no International Wine Challenge de 2005, é elaborado com um lote de castas muito frequentes no Douro, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional e Sousão, apresenta 14º, e faz um DOC Douro a um preço que ronda os 6 euros.

Vinho decantado cerca de uma hora antes e com a temperatura inicial de prova a 16º
No aspecto visual mostra um cor concentrada e muito viva em tons grenás.
No nariz vêm logo à atenção frutos silvestres, principalmente amoras pretas e algumas compotas.
Quando se leva o copo à boca, o vinho mostra-se com garra, com uma boa acidez, com os taninos ainda presentes que me fez parecer que ainda poderá aguardar uns tempos em garrafa para melhorar, no entanto pode ser consumido para já, com a fruta preta a predominar na boca garantindo final medio com esses aromas. Bom vinho, dentro do perfil do Douro.

Nota 16

Quinta dos Grilos Tinto 2004

Isto é um achado! No ano passado este vinho esteve referenciado nas melhores compras, com nota 16 plos entendidos!
E ao módico preço é de facto curioso, este 2004 é mesmo apetecível prová-lo e bebe-lo e prová-lo e bebe-lo e continuar a provar!

É um vinho tinto do Dão, com uma produção limitada, mas que se encontra à venda no Pingo Doce, Continente e por aí...

Aberto com 30 minutos de antecedência e decantado à temperatura de 15º para deixar evoluir ao longo da prova.
Tem uma boa concentraçao com um vermelho escuro muito vivo mostrando que o vinho é jovem.
Apresenta logo uns aromas florais e frescos, fruta madura, ameixas pretas, amoras, mas também uns aromas mais quentes provenientes do estágio em madeira, nozes parece-me...

Na boca, muito elegante e ligeiramente doce, com o estilo típico do dão, terminando com um bom final...com uma acidez adequada, apenas ligeiramente áspero ainda(adstringente), o que com uns meses em garrafa passará suponho.

Vinho muito fácil de beber.
E para o preço dele então nem vale a pena pensar duas vezes! 3 euros meus amigos.

Belo Vinho para um bom arroz de polvo, ou com carnes grelhadas por exemplo!

Nota 15,5

Um pequeno senão... o rótulo não me convence... é muito pobre.

Couteiro-Mor Branco 2005




Para iniciar as hostes, nada melhor que um vinho branco fresquinho como aperitivo.

Ora bem, este vinho branco, tem um preço íncrivel de 1,80 euros(em qualquer hipermercado), mas a qualidade que ele apresenta está muito longe da sua gama de preços. Ou seja, não é nenhuma Zurrapa.
Trata-se de um vinho regional alentejano, da zona de Montemor, feito com as castas Antão Vaz, Chardonnay, Roupeiro, Arinto e Fernão Pires. Um lote muito bem conseguido com 12º e que deve ser servido a uma temperatura a rondar os 10º/12º.

Em relação à fruta própriamente dita, cá vai o meu parecer acerca dela:

De facto, um óptimo vinho pro preço apresentado...
Fresquinho como se pede, mostra-se muito limpo de aromas, tudo no sítio, maçãs verdes, limão e ligeiro perfume de verão...a mostrar que tem uma boa acidez, na boca é bastante fácl de beber, sem a acidez exagerada que por vezes vinhos desta gama de preços apresentam.
Termina com um final agradável e perfumado na boca.
Um vinho muito agradável para um final de tarde no verão, ou para acompanhar uns pratos leves de peixe.

Nota 14

A prova e as suas explicações

As notas de prova aqui publicadas são exclusivamente elaboradas por mim. Os vinhos são em maior parte das vezes provados em casa com a minha namorada. Uma vez ou outra são provados em restaurantes e/ou em provas pelas várias garrafeiras da cidade do Porto.

Como na generalidade dos casos em Portugal utiliza-se a escala de 0 a 20, eu também assim o farei, embora cada vez mais acredite que de 0 a 100 será mais justa a avaliação.

Para a prova utilizo copos Spiegelau da linha Beverly Hills
A temperatura de prova é sempre controlada:

Vinhos espumantizados 8º
Brancos 11ºC.
Generosos aloirados 12º
Generosos Ruby's 15º
Tintos 16ºC



ESCALA

0 a 9,5 - Mau. Defeituoso.Ponto Final. Espero nunca ter que provar nenhum destes!

10 a 11,5
- Vinho de qualidade baixa, que não merece repetição nem ser aconselhado.

12 a 14
-Vinho de qualidade média, simples capaz de servir uma vez ou outra no dia a dia, mas que não passa daí.

14,5 a 15,5 - Vinho de boa qualidade, bom parceiro para o dia a dia, que apesar de não impressionar, deixa sempre algo em memória e que merece uma segunda vez.

16 a 17 - Vinho de muito boa qualidade, com tudo o que se pede a um vinho, estrutura, corpo, acidez equilibrada, aromático, enfim um vinho que marca e que merece uma atenção redobrada.

17,5 a 18,5 - Vinho excepcional qualidade, fora de série, potencial, elegância, tudo no sítio...

19 a 20
- Vinho de classe mundial. Impossível de descrever, impossível de esquecer. Raridades únicas...

O ínicio do príncipio

Bemvindos ao Vinho da Casa

Este blog vai ter como base a difusão das minhas invenções na cozinha, um parecer pessoal dos vinhos que provo, um pouco de turismo ligado à boa mesa e por onde se bebe bom vinho da casa.

Aos poucos vou enriquecendo a minha sabedoria sobre a prova de vinhos e todas as enofilices a ele associado, e para os demais visitantes espero que contribuam quer para aprender quer para ensinar!
Assim todos aprendemos e todos gozamos a vida!
Um abraço,
Paulo Silva

Alguém disse um dia:
"Até à última gota..."