segunda-feira, maio 12, 2008

3ª Prova Cega - Brancos Monocasta

Já há uns dias perdi algum a brincar com 5 copos de alguns brancos monocasta em prova cega, embora não fosse muito complicado descobrir quem é quem.
Provei um exemplar de:
Antão Vaz
Rabigato
Alvarinho
Bical
Sauvignon Blanc
Foi esta a ordem de prova cega, escolhida ao acaso.

Antão Vaz da Peceguina 2007
100% Antão Vaz em inox.
No nariz mostra um lado verde muito alegre. Repleto de rebuçados, banana e algumas flores frescas inundam o copo. Nota-se algum nervo e uma frescura impar. Claramente um vinho feito só em inox para garantir toda a frescura e juventude de uma casta exuberante.
Na boca, cheia de citrinos e frutos ligeiros tem um corpo médio, com alguma untuosidade. Apesar de não ser um vinho delgado e ligeirinho na boca, tem um carácter fresco e mineral que acaba por não deixar cair o vinho para o clube dos brancos de inverno. Com boa profundidade, a acidez é alta e refrescante, volta a mostrar que temos vinho para o verão, para acompanhar pratos de peixe, nada complicados. No final da prova acompanhou uma canja de bacalhau na perfeição. Parece-me bem mais consensual e equilibrado que o 2006.
Nota 16

Dona Berta Rabigato Reserva Vinhas Velhas 2007
100% Rabigato de vinhas com mais de 150 anos, também só em inox.
No nariz é claramente o vinho mais novo, mais verde e mais electrizante. Os aromas estão muito vincados e saltam do copo sempre num tom duro e frio. Relva, vegetal fresco e notas de casca de tangerina muito intensas. Com um perfil muito próprio e mineral pede tempo e até mesmo um decanter para o deixar soltar-se.
Na boca, com uma mineralidade incrível, do mais frio que se pode imaginar. O peso da vinha velha está aqui bem presente. Sóbrio e equilibrado, de repente se torna nervoso e com uma acidez enorme a revigorar todo a prova de boca. Final de boca prolongado, sempre num fio fresco e mineral, com aromas citrinos. Muito parecido ao 2006, mas uns furos abaixo na prova de boca.
Nota 16,5

Dorado 2006
100% Alvarinho só em inóx mas com estágio sobre as borras prolongado.
No nariz, estranho e com aromas que denotam alguma oxidação. Palha seca, maçã reineta e vegetal muito desconcertante e um aroma ligeiro a fruto tropical muito maduro. O aroma está longe da exuberância e beldade dos Alvarinhos.
Na boca, sempre na mesma toada dos frutos maduros, com muita maçã. Gordo e estruturado tem uma acidez média/alta. O final de boca é de boa duração mas um pouco enjoativo com nuances de mel e de compotas brancas. Já com o 2005 tive grandes problemas de prova, pensando mesmo que o vinho estava afectado por TCA. Provadas 3 garrafas, não consegui gostar.
Nota 13,5

Vinha Formal 2006
100% Bical e 12 meses em barricas grandes de Carvalho Francês
No nariz mostra o aroma mais delicado e elegante de todo o painel. Lembra por instantes um branco da Borgonha com a madeira muito bem integrada. Fósforo, pão torrado e notas de mel embelezam o nariz. Com o tempo no copo surgem notas de lima e de ananás. Cativante e muito envolvente.
Na boca está em plena forma. Com um perfil mineral e citrino. A acidez é muito alta e está bem balançada com alguma untuosidade e pelas notas tostadas. Um vinho que pede pratos de peixe simples e não muito cozinhados. Para acompanhar sushi, além dos Rieslings, é das melhores opções que se pode tomar. Excelente final de boca, intenso e complexo. Um pouco diferente do 2005, menos estruturado parece-me, mas ainda assim um vinho muito bem feito. Um grande Vinha Formal, com a casta Bical no seu auge.
Nota 17

Quinta do Cidrô Sauvignon Blanc 2007
100% Sauvignon Blanc em inox. Curiosa a coloração rosada que o vinho mostra. Estranho.
No nariz a exuberância é extrema. Vegetal fresco, melão e outros frutos brancos frescos dão alegria. Aparecem aromas a rosas muito delicados e alguns toques mais adocicados.
Na boca, limpo e bastante leve. Bastante seco para o que se previa no nariz, com fruto fresco e acidez cítrica. O final de boca baseia-se no perfume floral, intenso, rico mas também um pouco enjoativo. Não sou nada adepto desta casta vaidosa. Vejo-lhe muita qualidade, mas não é o meu estilo.
Nota 15,5

terça-feira, abril 29, 2008

Antão Vaz & Arinto Coop.de Borba 2005

Fazer milhões de litros a preços da China não é certamente o tipo de produtor que me cativa... Nem sequer tenho interesse em provar esses vinhos, pois são vinhos massificados, feitos para um público muito pouco atento e que apenas vê o vinho como uma bebida alcoólica. Porém, a Adega de Borba, além dos vinhos de combate que produz, tem já há alguns anos um linha de varietais de quantidades bem mais reduzidas e muito interessantes.
O vinho é fermentado e estagiado em barricas novas.

Cor amarela dourada de boa concentração e 13%Vol.
No nariz, a percepção de um branco que passou pela madeira é mais que óbvia. A baunilha e alguns amanteigados trazem complexidade a um aroma melado, com toques de flores e de frutos exóticos. Curiosas as boas notas de evolução que já se mostram no nariz, com um cheirinho delicioso de derivados de petróleo.

Na boca, redondo e com um corpo surpreendente, mostra-se ainda com alguma frescura citrina que rapidamente é assombrada pelas notas tostadas e fumadas de boa intensidade. A acidez consegue equilibrar o conjunto, num final muito abaunilhado e algo quente, de média duração. Um vinho que merece ser bebido com um peixe no forno, ou mesmo com salmão fumado, sem preconceitos. Tenho acompanhado este vinho há mais de um ano, e noto que o vinho está a evoluir muito bem, ao nível dos bons brancos alentejanos, apenas com um senão... a madeira (muito provavelmente proveniente do Carvalho Americano) em demasia. O preço é imbatível. Para comprar às caixas.

Nota 15,5
Preço 2.80 Euros na Adega
Produção 14.000 garrafas


terça-feira, abril 15, 2008

Altas Quintas

Este produtor não para. Estão aí mais duas novidades no mercado. Na senda dos já conhecidos Crescendo's, aparece agora para completar a gama, um branco da colheita de 2007. É um branco só em inox, com Verdelho, Arinto e Fernão Pires. Depois, nos tintos, surge um novo conceito. Mensagem. Todos os anos, o produtor vai enviar uma mensagem aos consumidores, mensagem essa que será a expressão do terroir da serra de São Mamede em cada casta. Este ano, a primeira casta enviada é o Aragonês. Apresento então, em jeito de nota de prova, estes dois vinhos das Altas Quintas.

Altas Quintas Mensagem de Aragonês 2005
Fermentação em balseiros Seguin Moreau seguido de estágio de 12 meses em barricas novas.
No nariz, tem um recorte muito aristocrático, bem apoiado na barrica mas sem grandes exageros. Nota-se claramente um perfil balsâmico refrescante, repleto de fruto vermelho. Fresco, mineral e com aromas de chocolate preto, mostra uma extracção excelente. Nem a mais, nem a menos. São vinhos como este, regulados por um relógio suíço que mais deveriam impressionar (comigo assim acontece) do que as bombas relógio frutadas e demasiadamente gulosas. Profundo.
Na boca, com a entrada típica Altas Quintas, sedoso, com a tosta da madeira e a fruta delicada a marcarem passo. Algum baunilha mesclada com fruto. Sério e muito muito elegante, tem uma bela acidez. Taninos vincados, mas bem maduros. Ainda não muito definido na boca, com algum vigor a mais para a estrutura que apresenta. O final de boca é revigorante, aparacendo algum vegetal. Está a precisar ainda de algum tempo em garrafa, que certamente fará o vinho ficar ainda mais equilibrado e para a madeira deixar o vinho falar um pouco mais na boca. À mesa, com pratos fortes, é um prazer.
Nota 17,5
Preço 19,50
Produção 3.000 garrafas



Altas Quintas Crescendo Branco 2007
Com 13,5% mostra um coloração amarelo de concentração média/alta, com reflexos dourados.
No nariz, muito mas muito exuberante aparecem logo algumas notas que nos transportariam para um vinho Neo-Zelândes. Rebuçado, vegetal fresco, kiwi, lima, muito tropical. Aroma muito bonito e limpo. A frescura está bem presente, denunciando no entanto alguma fruta madura e doce.
Na boca, com bom corpo, entra bem mais discreto. Alguma untuosidade com notas outra vez de banana e de vegetal muito fresco. A acidez é mediana, o que acaba por deixar vir ao de cima alguma doçura, bemvinda que anima o conjunto. O final de boca parece trazer uma ligeira ponta alcoólica, perfumado, muito tropical e com persistência média. Parece-me claramente um vinho que foge ao padrão Antão Vaz, num estilo guloso e algo docinho, certamente mais virado para o público feminino. Bebido a 8/10ºC (não mais) será óptimo para uns pratos frios.
Nota 15
Preço 8 euros

quarta-feira, abril 02, 2008

Quinta das Marias

Volto novamente a este produtor do Dão... Em tempos, quando apresentei aqui no blog os dois Touriga Nacionais, de 2003 e 2004, arrisco-me a dizer que quase ninguém conhecia a Quinta das Marias. Hoje é uma das marcas Top of Mind do Dão... Apareceu então na Revista de Vinhos com grande reportagem... Apareceu com grandes notas... Apareceu com um Encruzado Fermentado em Madeira com nota 17,5 do JPM... Ah, e apareceu como Produtor Revelação do Ano no guia do mesmo autor.

Quinta das Marias Alfrocheiro 2004

Apresenta uma cor granada de média concentração.
No nariz mostra-se muito generoso, com muita especiaria doce (cravinho), canela, chocolate de leite e terra molhada. A fruta e barrica estão muito bem integradas neste conjunto complexo e alegre, sempre com alguma austeridade.
Na boca, muito, mas muito elegante na suavidade. Taninos bem finos e uma camada de fruto vermelho que nos forra o palato, lembrando ameixa muito madura. Chocolate preto, algum balsâmico e uma tosta bem presente mostram-se completamente encruzadas na fruta, tudo muito redondinho. Final de boca uma vez mais apoiado nas especiarias, com um toque exótico sui generis. Belo vinho. Dá muito prazer a ser bebido, e não cansa. Muito, muito afinado.
Nota 17

Quinta das Marias Touriga Nacional 2005

Apresenta uma tonalidade rubi concentrada, com laivos púrpura.
No nariz, exuberantíssimo, uma autêntica bomba de cheiro! Flores e mais flores bailam no copo. Alfazema, violetas, alguma menta e uma incrível sensação de bolacha. Chocolate e muita baunilha ajudam a seduzir durante a prova. Apesar de toda esta alegria e boa dose de vaidade no aroma, a matiz é bem complexa e com um perfil mineral que traz classe.
Na boca, vigoroso e bastante encorpado, traz-nos fruto preto e notas mentoladas com fartura. Taninos finos, acidez perfeita, o vinho tem uma frescura perfumada ímpar e uma profundidade notável. O final de boca, muito marcado pela madeira, traz alguns taninos secos. Para já está um pouco enjoativo ao fim de algum tempo com ele no copo. Culpa da capacidade exuberante da Touriga.... Mais tempo de garrafa só lhe fará bem... Díficil será guardá-lo, o vinho é generoso, sedutor e perfeito para quem gosta de vinhos novos cheios de aromas para dar e vender.
Nota 17


Quinta das Marias Cuvée TT(Tinta Roriz e Touriga Nacional) 2005

Cor rubi concentrada.
No nariz, mostra o nariz mais austero dos três em prova, apesar de estar marcado pela tosta da madeira. Baunilha, floral q.b., e uma boa componente frutada. O perfil é também alegre, não muito exuberante, o que por si só poderá dar uma prova mais atenta e que pede tempo de antena. Sem sombra de dúvida que o lote, neste caso, fala por si. Nota-se um aroma elegante, mineral e aristrocrata, com muita frescura e de boa complexidade.
Na boca, fresco e afinadíssimo, tem um conjunto delicado e ao mesmo tempo muito enérgico. Cremoso e sedutor, taninos finos e acidez muito bem vincada. Este factores escondem um corpo musculado e uma mineralidade vincada, cheios de vontade de se mostrar. O final de boca, tostado e com alguma baunilha, é recompensado por um fundo floral refrescante e por um comprimento longuíssimo. Bendito seja o lote, conseguiu-se domesticar a Touriga com a Tinta Roriz, trazendo profundidade, austeridade e sobretudo capacidade de dar prazer à mesa durante umas belas horas.
Nota 17


Eu, sinceramente, em jeito de conclusão, reconheço muita qualidade neste produtor... As notas reflectem isso mesmo, e se ler com atenção as notas de prova, perceberá porque têm as 3 a mesma nota, apesar de o Cuvée TT seja mais o meu estilo. No entanto preferi os vinhos de 2001, 2003 e 2004 que tive oportunidade de provar o ano passado. Acho que não eram tão marcados pelas notas de madeira nova, menos vaidosos, mais austeros e com um perfil de guarda mais sério. Em 3 palavras, estão mais modernos. Bebi ainda este mês o Colheita 2001 e o vinho estava pleno de juventude. Mas isto das opiniões pessoais tem muito que se lhe diga.

quinta-feira, março 20, 2008

Torre do Frade

Junto a Monforte, nasce mais um novo produtor Alentejano. Tem apenas 2hectares de vinha, de Aragonês, Alicante Bouschet e Trincadeira. É um projecto familiar, não se ficando apenas limitado à produção de vinho. A sociedade agrícola conta com 2500 hectares nos concelhos de Monforte, Elvas e Fronteira, produz também beterraba, cortiça, cereais, gado, porco preto e azeite. O enólogo que apadrinha o Torre do Frade é Paulo Laureano. O Vinho da Casa tem o prazer de apresentar os dois Reservas para já produzidos.

Torre do Frade Reserva 2004
Feito com as 3 castas acima descritas, é fermentado em inox, com estágio durante 10 meses em barricas novas de carvalho francês.
Com 15%Vol mostra uma cor granada, quase preta, de grande concentração.
No nariz, muito austero e generoso nos aromas. Tomilho seco, menta, grafite e fumo tapam a boa fruta, que aparece com o tempo. Claramente marcado pelos aromas mais quentes e provenientes da madeira, só com algum arejamento se nota alguma elegância. Notas vegetais e de fruto preto dão alguma alegria ao conjunto, mas sempre apoiado pela tosta da madeira. Pena o álcool se notar um pouco.
Na boca, violento e corpulento, mostra energia para dar e vender. Apesar de se mostrar muito denso e cheio de fruto preto, o vinho tem um perfil sedoso e delicado. Bruto e capaz de agradar a muitos provadores, é uma autêntica bomba frutada e torrada, que no final de boca nos recompensa por lhe termos dado atenção. Taninos de luxo como se previa, acidez média mas capaz de suportar este peso todo. Final muito longo, mineral e refrescante nas notas de café fresco. Um vinho muito curioso, bruto e guloso, fresco e mineral. Parece que algo não bate certo, pois as sensações são contraditórias. É portanto, sem dúvida, um vinho muito complexo. Muito bem.
Nota 17
Produção 7849 garrafas

Torre do Frade Reserva 2005
As castas são as mesmas, mas o tempo de estágio sobe para 14 meses em barricas novas.
Com 14% e uma cor granada muito escura, com alguns laivos violetas brilhantes.
No nariz, mostra como no 2004, um perfil muito austero e sério, mais mineral. Fruto em grande fartura, algumas especiarias, menos complexo, mas ainda assim capaz de nos obrigar a perder tempo a prova-lo. A madeira está bem presente e vincada, com notas de tabaco e baunilha. Não tem tanta exuberância, está mais afinado mas perde em complexidade e profundidade nos aromas.
Na boca, mais elegante e firmemente frutado. Vigoroso e muito afinado, os taninos não se notam tanto neste 2005 como no 2004, com a acidez média muito bem colocada. Cheio de classe, sedoso e muito guloso. Parece mais pronto para ser bebido, não tão robusto e complexo, mas muito mais afinado e com um final muito longo, com notas de pimenta, tabaco e xisto. Embora perca em complexidade, ganha em elegância, fineza e classe e é mais controlado no álcool.
Nota 17
Produção 12557 garrafas

Embora a classificação seja a mesma, prefiro o 2005. Ambos aparentam ter bom potencial de guarda.


Preço - No produtor por cerca de 22 euros.

segunda-feira, março 10, 2008

Lima Mayer 2005

Depois de provado o Subsídio, apresento agora o Lima Mayer 2005, que acaba de chegar ao mercado. É o topo de gama do produtor do Alentejo, Thomaz de Lima Mayer, com o apoio enológico de Rui Reguinga. Com Syrah, Aragonês, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Alicante Bouschet, estagia por 12 meses em barricas de carvalho francês.

Com 14%Vol apresenta uma cor rubi brilhante, de grande concentração.
No nariz, mostra-se um pouco fechado, mas com austeridade e um perfil sério. Fruto vermelho, algum caramelo com uma componente floral muito refrescante. Lembra quase uma mão cheia de alfazema fresca. A tosta da madeira equilibra na dose certa.

Na boca, muito limpo e fresco, mostra uma boa estrutura, com alguma energia e vigor. Os taninos finos misturam-se com o fruto e com um perfil fumado. A acidez media/alta suporta este corpo, fugindo aos pergaminhos desta região, nota-se frescura e intensidade aromática de bom nível no palato. Final ligeiramente seco e tostado, onde a madeira até agora esteve sempre muito discreta, resolve no final de boca mostrar-se. Com o tempo, obviamente estas arestas desaparecem e o vinho tornarse-á ainda mais equilibrado e bastante prazenteiro.
Curiosamente, embora o planeta esteja cada vez mais quente, o perfil dos vinhos do Alentejo está-se a mostrar cada vez mais fresco... E ainda bem!

Nota 16
Preço 13 euros


PS - o blog Vinho da Casa acaba de ter 50.000 visitantes únicos, para além das 87.500 visitas.

domingo, fevereiro 17, 2008

Os melhores vinhos de 2007

Esta semana foram revelados os melhores vinhos provados em 2007 pela Blue Wine e pela Revista de Vinhos. Aqui ficam as duas listas de premiados.

Prémios de Excelência da Revista de Vinhos:

Murganheira Assemblage Espumante Távora-Varosa Branco 1995
Anselmo Mendes 2005
Dorado 2005
Soalheiro Primeiras Vinhas 2006
Auru Douro Tinto 2001
Alves de Sousa Reserva Pessoal 2003
Batuta 2005
Charme 2005
Gouvyas Vinhas Velhas 2005
Lavradores de Feitoria Grande Escolha 2004
Pintas 2005
Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa 2005
Quinta do Infantado Reserva 2005
Quinta do Vale Meão 2005
Vértice Douro Grande Reserva 2003
Paço dos Cunhas de Santar Vinha do Contador 2005
Quinta da Falorca Garrafeira 2003
Quinta de Foz de Arouce Vinhas Velhas Santa Maria 2005
Quinta do Ribeirinho Pé Franco 2005
Quinta do Monte D'Oiro Reserva 2004
S de Soberanas Regional Terras do Sado 2004
Dona Maria Reserva 2004
Paulo Laureano Alicante Bouschet 2005
Quinta do Carmo Reserva2004
Terrenus Reserva 2004
Vale do Ancho Reserva 2004
Zambujeiro 2004
Quinta do Noval Porto Colheita 1986
Barbeito Lote Especial Madeira Malvazia 30 anos
Relíquia Aguardente Velhíssima Reserva Especial



Blue Wine - Top 100 ( coloco apenas os que tiveram 18 ou mais pontos)

BLANDY’S BUAL 1920 Madeira
DOW'S QTA DA SENHORA DA RIBEIRA VINTAGE 2004
JMF MOSCATEL ROXO SUPERIOR 1960
CROFT QUINTA DA ROEDA VINTAGE 2004
PINTAS 2004
POEIRA 2004
TAYLOR'S VARGELLAS VINHA VELHA VINTAGE 2004
CEDRO DO NOVAL 2004
COSSART GORDON BUAL VINTAGE 1958
FONSECA PORTO GUIMARAENS VINTAGE 2004
INCÓGNITO 2004
MONTES CLAROS RESERVA 2004
PAÇO CUNHAS DE SANTAR VINHA DO CONTADOR 2004
PINTAS VINTAGE 2004
QUINTA DA PELLADA 2005
QUINTA DAS TECEDEIRAS RESERVA 2004
QUINTA DE BAIXO GARRAFEIRA 2004
QUINTA DO VALE MEÃO 2004
QUINTA DO VALE MEÃO VINTAGE 2004
REDOMA 2004
TAYLOR'S QTA DE VARGELLAS VINTAGE 2004
VALE DE PIOS 2005
VINHAS DA IRA 2004
VISTA ALEGRE VINTAGE 2004
V.T. 2004

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Revista de Vinhos - Os Melhores do Ano








Pela segunda vez, o Vinho da Casa vai estar presente na cerimónia/jantar de entrega dos prémios d'Os Melhores do Ano atribuídos pela Revista de Vinhos. Vai ser uma oportunidade para dar um abraço a muita de gente lá de baixo da capital, pois o ano passado a Revista até foi simpática e fez a gala cá no Porto. Este ano... Vou ter que descer até Santarém!

Até já.
Prometo trazer novidades e o relato do jantar!

PS - E prometo desta vez ouvir qualquer coisa que o Sr. Ministro tiver para dizer.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Subsidio 2006

Este produtor, Thomaz de Lima Mayer, juntamente com o enólogo Rui Reguinga estão a desenvolver desde há uns anos para cá, um projecto vinícola perto de Monforte, no Alto Alentejo. A marca Lima Mayer é o ícone deste produtor (que em breve será também alvo de apreciação no Vinho da Casa), tem como entrada de gama um tinto de nome muito curioso. Subsídio.

Este Subsídio, confronta um actual estado de sítio de quase todos os agricultores que tentam manter no activo os seus terrenos à custa de fundos estruturais vindos da U.E... Esperemos, sinceramente que os fundos continuem a vir, mas que sejam bem empregues e sobretudo, bem redistribuídos. É um vinho feito de Syrah, Aragonês, Cabernet Sauvignon e Alicante Bouschet que não tem qualquer passagem pela madeira, ficando 8 meses em inox até o seu engarrafamento.

Com 14%Vol mostra uma brilhante cor rubi de média concentração.
No nariz, tímido e a pedir tempo, vai despontando algum pimento verde que desaparece rapidamente. Com o tempo no copo mostra-se muito limpo de aromas, com algum nervo, mentolado, muito fruto, amoras, mirtilos e até alguma cereja. Está muito jovem como se esperava, com alguma frescura, não escondendo um toque de alcatrão que aquece o nariz.

Na boca, estruturado q.b., taninos bem arredondados e de perfil frutado. Ligeira doçura e especiarias juntam-se à boa dose de fruta que por aqui paira. Algo directo, com a acidez equilibrada, acaba por ter um final revigorante, fresco e balsâmico. É um vinho perfumado, pleno de juventude mas já muito pronto para se beber, correcto e bastante prazenteiro. Feito na dose certa em termos de corpo e doçura, para agradar gregos e troianos.

Nota 15
Preço 5 euros

sábado, fevereiro 09, 2008

Luis Pato Espumante Touriga Nacional 2007

Volto aos vinhos do Luis Pato. Desta vez apresento uma novidade do produtor, um espumante exclusivamente de Touriga Nacional da colheita de 2007. Foi vindimado muito cedo, no início de setembro, de forma a garantir mais juventude e frescura. Fez a primeira fermentação em inox, sendo engarrafado em Outubro para a segunda fermentação.

Com 12%Vol mostra uma tonalidade rosada brilhante de média concentração e uma bolha persistente e bem viva.
No nariz, a frescura e frutuosidade são inolvidáveis. Morangos, cerejas e framboesas mostram a juventude e abertura deste espumante. É um aroma que traz alegria, com um lado floral evidente, violetas, alguma bolacha discreta e um toque muito curioso de marshmallow, aquela goma fantástica que todas as crianças (e adultos) comem às escondidas.

Na boca, enérgico mas com alguma leveza, perfumado e com a acidez bem elevada. Seco, com algum açucar discreto que só ajuda a dar prazer. A bolha acaba por forrar o palato, com enorme vivacidade e frescura. Final de boca médio, acentuado nas notas minerais e de frutos vermelhos. Um espumante muito elegante e ligeiro, indicado para umas entradas, com a acidez e juventude presentes torna-se dinâmico e adequado a salgados, secos, doces, frios, quentes... Despreocupado, mas muito bem feito. Uma boa alternativa ao famoso Kir Royal.

Nota 16
Preço 6,5euros ( no produtor)

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Perfil 2005

Luís Soares Duarte, enólogo sobejamente conhecido no Douro, faz vinhos em imensos locais do Douro. Ele é na Quinta do Infantado, ele é na Bago de Touriga(Gouvyas), ele é Quinta Seara D'Ordens, Kolheita de Ideias... No entanto, há cerca de dois anos, este enólogo Duriense lançou um projecto a solo, vinhos com Perfil para serem servidos em alguns Momentos. Este Perfil, um vinho com um rótulo muito original, retratando a sua face vista de perfil, é feito com Tinta Barroca, Tinta Roriz e Touriga Franca, com um estágio de 3 meses em Carvalho Francês e Americano.

Com 13,5% apresenta uma tonalidade rubi de boa concentração.
No nariz, algo sizudo, mostra aos poucos aromas frescos e mentolados. Chocolate preto e algum fruto de baga dão alguma alegria ao aroma, bem acompanhado por um lado vegetal. Mostra-se correcto e equilibrado de aromas, com um fundo mineral.

Na boca, a entrada é muito macia e suave, com estrutura mediana. Os taninos estão bem integrados, com uma acidez elevada. Outra vez pouco falador na boca, prefere ser equilibrado. Parece ser um vinho muito gastronómico, pois não cansa e pode ser bastante versátil. Mostra algum garra no final de boca com um comprimento médio, ligeiramente seco e mineral.

Nota 15
Preço 9 euros

Casa de Santar 2005

Esta casa nobre, tem uma longuíssima história, com recortes históricos do ano de 1212. O vínculo ou morgadio da Casa é instituído em 1616 por Francisco e Francisca Pais do Amaral, quando foi constituída a capela dedicada a São Francisco de Assis, aonde seriam rezadas 24 missas todos os anos, pelas almas dos fundadores. As obras da capela são terminadas pelo filho, o Licº António Pais do Amaral, em 1678. Nesta altura, a casa de Santar já tem uma dimensão razoável e pelos documentos existentes já haviam vinhas. São portanto mais 300 anos de história naquele terroir.
informação retirada de www.daosul.com
Hoje em dia, as vinhas da Casa de Santar são propriedade da Dão Sul, gigante do mundo do vinho Português, mas que continua a manter a história e a tradição bem viva neste vinho. Basta olhar para o formato e rótulo da garrafa para se perceber isso...
Actualmente, a Casa de Santar tem 103 hectares de vinha plantada, dos quais 90 são de castas tintas. O lote deste vinho é feito com Alfrocheiro, Touriga Nacional e Tinta Roriz, estagiando cerca de 6 meses em Carvalho Americano.


Com 13,5% apresenta uma cor violeta de boa concentração.
No nariz, repleto de notas florais, violetas, bergamota e alfazema Este perfil fresco e perfumado está bem balançado com notas mais quentes de caramelo, cravinho e uma tosta envolvente. Está bem alegre e vivaço o aroma, mostrando alguma complexidade e muito equilíbrio. Não é senhor de um nariz genial, mas o que está cá está presente com subtileza e harmonia.

Na boca, de corpo médio, a fruta aparece em boa dose, com cerejas, amoras, num tom não muito maduro e convincente. O vinho ainda está pleno de juventude, com a acidez assertiva, onde os taninos ainda se mostram aqui e ali com algumas arestas. Algumas especiarias e grafite dão um final de boca fresco, de boa duração e com intensidade. É um vinho que embora não pareça, tem austeridade, é muito afinado e caminha numa linha recta, sem dar um passo fora. Não surpreende os adeptos dos vinhos fáceis, mas surpreende quem procura equilíbrio. Bela surpresa esta colheita de 2005!

Nota 16
Preço 5 euros

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Cavalo Maluco 2005

Depois do sucesso apoteótico que foi a novidade do ano anterior da Herdade do Portocarro, com o Anima, um vinho feito exclusivamente com uma casta elegante e oriunda de Itália, a Sangiovese, este produtor inicia uma nova ideia. Cavalo Maluco, foi um dos grandes chefes Sioux, povo que habitava nos USA, em Dakota. Apenas viveu 33 anos, mas sempre liderou muitas batalhas contra a invasão geográfico dos novos índios americanos. Todos os anos, a Herdade do Portocarro vai homenagear alguém com este rótulo. Na colheita de 2005 o Cavalo Maluco honrado foi Luis Mota Capitão, pai do apaixonado produtor José da Mota Capitão. O lote é feito com Touriga Nacional e Touriga Franca em igual parte, 45% cada, e 10% de Petit Verdot. Estagia em barricas de Carvalho Francês durante 12 meses sem ser filtrado.

Com 14%Vol e uma cor retinta, não muito limpo, praticamente negro com reflexos purpura.
No nariz, tem um impacto inicial muito austero e generoso na dose de fruta preta e violeta. Tudo aqui é extraído ao máximo, mas não se baseia apenas em fruta. Menta, algum tabaco e muita erva aromática. Um vinho ao estilo after-eight com uma vertente tostada e inclusivé com alguma frescura. A madeira está presente e consegue-se fazer mostrar perante este aroma tão denso.

Na boca, o vigor e a extracção dão continuação ao que se previa. Pastoso, fresco e cheio de aromas frutados e balsâmicos. Apesar de toda esta violência, o vinho tem elasticidade e acaba por não pesar. Acidez firme, mineralidade e taninos bem educados, acabam por ser as rédeas necessárias para trazer alguma serenidade neste Cavalo Maluco. Final longo, vibrante e com muita especiaria e cacau. Pena é a quantidade de sedimentos que este vinho mostra, mesmo decantado com algum cuidado, o copo fica pintado e marcado de pequenas partículas. Não faz mal à saúde, mas não é muito elegante. É mais um excelente vinho das Terras do Sado, e que mostra que o Capitão da Portocarro não brinca em serviço.

Nota 17,5
Preço 20 euros
Produção 3.000 garrafas

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Rolan Colheita Seleccionada 2005

Depois de provado o Alvarinho Rolan 2006, apresento agora o Rolan Colheita Seleccionada 2005, um Alvarinho de Valença do Minho, com as vinhas plantadas ao longo do Rio Minho. Este colheita seleccionada é feito um pouco ao estilo do Albariño, com fermentações prolongodas em inox sobre as borras durante 5 semanas. Este aspecto vai buscar muito mais corpo e muito mais personalidade, mas no entanto perde-se a frescura habitual de um vinho menos extraído. Apesar de ser um Alvarinho, não pertence à sub-região de Monção, logo não tem no rótulo Vinho Verde mas sim Vinho Regional Minho.

Com 13%Vol e uma cor amarelo com reflexos dourados de boa concentração.
No nariz, mostra muita fruta tropical, laranja, toranja, mel e tomilho. Está um aroma muito intenso e penetrante, com boa complexidade. Mostra alguma evolução positiva e permite que deixemos subir a temperatura, mostrando alguns frutos secos e uns aromas mais adocicados, sempre num tom exuberante e muito afinado.

Na boca, muito untuoso e bem estruturado, faz-nos crer que o vinho passou por madeira, mas o que houve foi muita extracção. Nada pesado ou doce, pois tem uma boa dose de fruto fresco, algum vegetal e um acidez refrescante. Intenso, perfumado e extremamente delicado neste corpo largo. Final longo, persistente, com notas de toranja e algumas ervas aromáticas. Os dois anos que passaram quase não se notam, a não ser nos ganhos de complexidade. O vinho pede claramente que se beba à mesa, com peixe no forno ou mesmo com uma carne. Um Alvarinho de 2005 de grande nível, num estilo sério e mais encorpado. O melhor deste vinho é mesmo a qualidade... Ah e o preço. É fantástico.

Nota 17
Preço 6 euros

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Campolargo C.C. 2004

Este ícone do produtor Bairradino, Manuel dos Santos Campolargo, é feito com um lote muito peculiar. Tem 50% de Castelão Nacional e 50% de Cabernet Sauvignon. A fermentação é feita em separado em lagares tradicionais, com posterior estágio em barricas de Carvalho Francês.

Com 14,5%Vol. e uma cor rubi profunda.
No nariz, mostra uma grande complexidade, com aromas muito intensos de couro, animal e pimenta preta. O Cabernet Sauvignonestá bem presente neste tom austero, mineral com fruto vermelho e vegetal de boa qualidade. A madeira está bem presente mas longe das modernices abaunilhadas. Aqui tudo está sério e com extrema força.

Na boca, com a fruta um pouco em segundo plano, aparecem notas mais clássicas da compotas e licor, com uma acidez elevada, chocolate e boas notas de barrica. O vegetal volta a marcar num corpo generoso mas muito bem apoiado pela elegância dos taninos finos. É um vinho que nos obriga a prová-lo com calma, deixando o vinho abrir no copo, pois está já com uma complexidade notável, soltando um novo aroma aqui e ali, sempre robusto, sério e imponente. Final muito comprido e mineral, cheio de suavidade.
Estes atributos não são sinónimos de um vinho extraído demais e encorpadíssimo, antes pelo contrário, é sinónimo de um grande vinho, com o Cabernet Sauvignon e o Castelão muito bem trabalhados. Duas castas difíceis mas que por vezes fazem excelentes vinhos. Pode-se guardá-lo? De certeza que sim.

Nota 17,5
Preço 20 Euros
Produção 5,283 garrafas

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Altas Quintas 2005

Depois do sucesso que foi o lançamento da colheita de 2004, anunciando um projecto de grande envergadura em plena Serra de São Mamede, perto de Portalegre, eis que surge a segunda colheita deste vinho, com clara obrigação de prestar provas e de se manter num nível de boa qualidade.
Como se sabe, é mais um vinho apadrinhado pelo Paulo Laureano, e aqui nestas terras altas, o enólogo opta por fermentar o lote em balseiros de Carvalho Francês, seguido de um estágio de 12 meses em barricas da mesma origem. É portanto um vinho que não sente o inóx na sua produção. As castas do lote são a Trincadeira, a Aragonez e a Alicante Bouschet.

Com 14,5%Vol. e cor granada profunda, com rebordo violáceo.
No nariz, o perfil já mostrado na colheita anterior volta a estar presente, com as notas de barrica em destaque. Cedro, café fresco e muito tabaco inundam o aroma, num tom fino e distinto. A fruta está por aqui a tentar mostrar-se, cassis e bagas silvestres. Aroma complexo e elegante, longe das exuberâncias e extracções desmesuradas.

Na boca, entra delicado mas com grande profundidade, intenso nas notas balsâmicas e mentoladas, chocolate preto e alguns tostados. Taninos finos e discretos num vinho de acidez inviolável. Uma vez mais mostra grande classe e elegância, mas está muito apoiado pelas notas da madeira. Certamente que o tempo só lhe fará bem, mas bebê-lo já é um prazer, tal é a suavidade e a cremosidade com que forra o palato. Final fresco e mineral de boa persistência. Deixa alguma indecisão, pois o vinho parece estar já construído, mas a madeira impera. Um vinho que vale a pena provar ao longo deste ano para se tirar conclusões.

Nota 17
Preço 18 euros

domingo, janeiro 06, 2008

Vega 2003

Nova incursão no portfólio da empresa DFJ. Desta vez em prova esteve um vinho tinto do Douro, onde a DFJ também tem uma gama de produtos. Este Vega é feito apenas com duas castas, Tinta Roriz e Touriga Franca, em partes iguais, com estágio de 3 meses em barricas de Carvalho Americano, Francês e Português.

Com 13%Vol. mostra um cor rubi/avermelhado de média concentração.
No nariz, o aroma está bem apoiado nas notas de fruto vermelho, chocolate de leite e de vegetação. Não muito complexo tem ainda um tom balsâmico a trazer algum frescura ao nariz, com a madeira presente e de bom calibre, com notas de algum fumo.

Na boca, com entrada envolvente e suave, com a Touriga Franca em clara presença. Algo ligeiro no corpo, taninos bem redondos e acidez equilibrada mostra que o vinho está sem dúvida pronto para se beber e que não merece ser guardado mais. De textura sedoso proporciona um final de boca de média duração, ligeiramente seco e com notas de bolo mármore. É um vinho num patamar de preço que por vezes no Douro não inspira muita confiança, mas este Vega tem um bom equilíbrio, dá prazer no dia-a-dia e merece ser conhecido. Mais um vinho a um bom preço da DFJ Vinhos.

Nota 15
Preço 3,90 Euros

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Aneto 2004

Depois da excelente impressão que causou o Aneto 2003, está agora em prova o 2004. É um vinho que tem tido boas pontuações em todos os locais, e contra a maré de muitos vinhos do Douro, mantém-se num preço muito acessível. Este deve ser, um dos melhores vinhos relação Qualidade-Preço do Douro, para uma pontuação normalmente acima dos 16,5 valores, ou seja, para um patamar de muito boa qualidade. Por norma encontra-se o vinho à venda abaixo dos 14 euros. Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinto Cão são as castas que fazem o lote que é estagiado durante 12 meses em carvalho francês, após fermentação em lagares de granito.

Denso e escuríssimo na cor, apenas mostra alguns laivos rubis no copo.
No nariz mostra um aroma austero, bastante vincado nas notas florais. Esteva, menta, violetas e uma mão cheia de fruto, framboesas e cerejas perfumam o nariz. Está com a barrica muito bem integrada, com uma tosta ligeira não se sobrepondo a toda uma frescura omnipresente. Elegante e com um toque de pedra mostram um aroma complexo, interessante e cheio de vigor.

Na boca, a densa cor e boa dose de fruta do nariz que fariam supor um vinho muito extraído, muito encorpado e violento é rapidamente desmentido por uma elegância fresca e fina. O vinho mostra-se muito requintado na boca, com muita precisão e profundidade. A acidez é alta e os taninos são finíssimos. Final bem longo, especiado, frutado e mineral. Muito, mas muito expressivo. Um vinho que reflecte um estilo educado e bem afinado, como quase todos os grandes Douro's. Belíssimo vinho a um excelente preço.

Nota 17,5
Produção 10.800 garrafas
Preço 13,5 euros


PS - Este enólogo, Francisco Montenegro merece destaque. Faz dois belos vinhos. Este aqui em prova e o Colheita Tardia, também já provado.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Lagares do Cerrado Touriga Nacional 2004

A Quinta do Cerrado, também conhecida pela União Comercial da Beira, está neste momento claramente na crista da onda do novo Dão, dos novos métodos de vinificar naquela região. No entanto, ainda faz este vinho, vinificado em lagares de granito. O estágio depois é feito em barricas novas e usadas de Carvalho Nacional e Francês. Este tinto é o topo de gama actual da casa.

Com 14%Vol. e com uma cor de grande concentração, opaco e bastante escuro.
No nariz, mostra um esitlo austero, fechado de aromas e a fazer jus ao seu nome no rótulo. O aroma de lagar está aqui bem vincado, com notas rústicas e mais frias, pinho, pedra e muitas bagas silvestres. Com o tempo os aromas libertam-se no copo, com a touriga a mostrar o lado floral, bem acompanhado de mato seco e algum vegetal. Não é uma touriga muito exuberante, mas muito bem feita e cheio de expressão.
Na boca mostra um lado bem mais sereno, com uma entrada suave. A estrutura é alta e mostra uma boa elasticidade, graças a uma acidez firme e a um lado fresco e mineral que não deixa o vinho esmorecer. A barrica está bem inserida, aquecendo um pouco o palato, com notas tostadas e de erva seca. Taninos maduros e vigorosos mas bem apoiados no conjunto. O estilo vigoroso é interessante, a fruta está na quantidade certa, e isso só traz vantagens. Final fresco e longo nas notas herbáceas e de groselhas. Em suma, um vinho ainda algo duro no aroma, mas com um comportamento na boca bem apetecível. Certamente estará por aqui nos próximos anos. Belo vinho de um Dão menos moderno dos outros vinhos deste produtor.

Nota 17
Produção 2.500 garrafas

domingo, dezembro 30, 2007

Até 2008!









O Vinho da Casa deseja a todos os leitores um feliz 2008.