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segunda-feira, janeiro 15, 2007

Tokaji Aszú 5 Putonnyos 2000 ( Grof Degendelf )

Pela primeira vez o Vinho da Casa dá a conhecer um vinho de colheita tardia da região Húngara de Tokaj-Hegyalja.
Vindo do produtor Grof Degendelf, é um vinho feito com uvas vindimadas mais tarde do que o normal, com o fim das mesmas poderem ser atacadas por um fungo de seu nome botrytis cinerea que lhe vai trazer grandes níveis de açucar e aromas inconfundíveis.
O nível de açucar residual é depois escalonado de forma ascendente em puttonyos, desde o 3 até ao 7. Este 5 puttonyos provado tem 135 gramas/litro de açucar. Devido a esta doçura, é um tipo de vinho que deve ser apreciado a 10ºC.

Tem 11,5%Vol. e uma bonita cor laranja dourado.
No nariz, os aromas aparecem aqui de forma mais que exuberante, dando vontade de ficar a cheirar o copo por longos minutos... As notas húmidas da terra, o funcho, os figos, o mel, o maracujá, algum tabaco fresco, a casca de laranja, as amendoas... Tantos e tantos aromas que se descortinam de cada vez que se leva o nariz ao copo, demonstrando assim uma enorme alegria e uma boa complexidade.

Na boca, untuoso e quase licoroso, suave e delicado, mas no entanto muito doce, quase parecido com o xarope para a tosse, com o mel, a maça assada a aparecerem bem conjugados com os frutos secos, num final longo e ligeiramente enjoativo, sinceramente estava à espera de contar com mais profundidade, com uma acidez capaz de aguentar o açúcar e por aquilo que mostrou no nariz. Não se mostra tão complexo na boca.
Um vinho muito bom para a sobremesa, mas que tem o seu auge como entrada, ao lado de um foie gras. À falta de melhor, acompanhei com mousse de pato e a ligação foi estupenda.

Nota 16,5
Preço - À volta de 5000 Forits Hungaros ( 20 Euros)


sexta-feira, novembro 10, 2006

Vranac 2004

Ter amigos que vão para sítios esquisitos até pode dar jeito.
Este próximo vinho foi me trazido pelo meu grande amigo e quase engenheiro mecânico Luís Miguel aka Vileda.

É um vinho que vem do país mais novo do mundo, virado para o mar Adriático, e feito integralmente com a casta Vranac, considerada umas das 100 melhores castas da Europa, segundo o site do produtor.


Com 12,5%vol. apresenta uma bonita cor granada, de média concentração.

O nariz é muito próprio, fresco, harmonioso, quase lembrando Pinot Noir, não sei porquê mas lembrou-me, com ligeiro floral e muita fruta vermelha, groselha, geleia com alguns toques de borracha e chocolate de leite.

Na boca a entrada é elegante e educada, com pouca presença de taninos, com um perfil leve, fresco, boa acidez, com um final de média duração, algo doce deixando lembranças de compotas, mas sem ser enjoativo.

Aqui está um exemplo de como os vinhos que se querem fáceis de beber e sem preocupações, não precisam de ser "madurões". É um vinho perfeitamente equilibrado e que acompanha umas pizzas ou umas pastas na perfeição.

Nota 15


PS-Vê lá Vileda, se para o ano precisares de indicações para as tuas vacaciones, eu sei muitos sítios. Há muitos Chateau's interessantes em França! :)

PS-2- Se alguém conhecer este vinho e/ou outros vinhos do Adriático era interessante partilhar aqui as apreciações.

terça-feira, junho 20, 2006

Alvear Syrah 2004




Desta vez por terras Sul-Americanas, mais precisamente em Guaymallen na zona de Mendoza na Argentina, aparece este Vinho da Casa das Bodegas Alvearfeito integralmente com Syrah e com 13,5º.

A cor é rubi de boa concentração, sem deixar clarear muito do meio até ao anel do copo.

No nariz, a casta mostra-se muito presente com notas de farmácia, menta e pimenta verde em primeiro plano. Com o agitar do copo, consegue-se chegar a fruta preta de boa qualidade, com um fundo muito leve de móveis antigos.

Levando o vinho à boca, a fruta preta mantém-se presente, com o chocolate preto auxiliar a prova. A acidez é elevada mas adequada, embora com o açucar um pouco presente, mas não em demasia, mostrando-se um vinho equilibrado, mas um pouco guloso, conseguindo um final algo especiado de média duração.

Se não fosse a gulodice do vinho, estávamos perante um grande Syrah, ficando a nota de prova algo moderada por esse facto.

Nota 15,5

domingo, maio 21, 2006

Sancerre Cuvée Prestige 1994




Ora bem, pela primeira vez o Vinho da Casa já tem alguns anitos, 12 por sinal...
Trata-se de um vinho francês da zona de Bué, com a Appellation Sancerre, produzido por um dos melhores produtores de Sancerre, Lucien Crochet.
É feito apenas com Sauvignon Blanc, com 13º.
Os vinhos Cuvée Prestige só são lançados nos melhores anos e são oriundo vinhas mais velhas.

Portanto temos todos os pontos para um grande grande vinho, resta apenas saber se os 12 anos que a garrafa já tem foram benéficos ou não.

Optei por iniciar a provar a 10º, deixando evoluir até aos 13º, tentando descobrir o ponto ideal de prova.

Tem um cor amarela dourada bem concentrada.

Está um vinho pleno de aromas, intensos, parece não ter perdido nada, com notas fortíssimas de maça cozida, e notas florais, malmequeres, milho, transportando para dentro do copo uma tarde quente de verão no campo.

Na prova de boca, a acidez ainda está presente, bastante melado, com notas de manga e melão. Termina intenso com suavidade e melado deixando a boca repleta de amendoa amarga. Perfeito.

Grande vinho, é pena é não haver mais exemplares, quer para repetir a dose, quer para vocês poderem perceber o quão perfeito estava este vinho.

Não querendo atricuir nenhuma nota, pois penso que não se justificaria, mas menos de 18 não arriscaria.

segunda-feira, maio 15, 2006

Michel Laroche 2001 Syrah




Mais um Syrah como Vinho da Casa, desta vez vindo lá de fora, do Sul de França, mais precisamente da Appellation Vin de Pays d’Oc.

Vinho decantado e com temperatura controlada a 15º, chegando até aos 17º com o decorrer da prova.
Cor grená ( ou granadina, em bom português :) ), com alguma lágrima, evidenciando cores mais quentes no anela, não conseguindo esconder a idade que já tem.
Bastante depósito, pelo que a decantação torna-se necessária.

Enquanto o vinho vai “respirando”, começa a aparecer aromas nunca antes experimentados por mim num vinho tinto… talvez por não provar muitos vinhos estrangeiros… não sei, mas digo-vos que a experiência foi fenomenal. Mel, fruta em passa, figos… isto tudo só no nariz, ficando a pedir para provar rapidamente na boca a ver o que nos mostra! Aparecem também notas especiadas típicas desta casta, noz-moscada, pimentas.

Levando então o copo à boca, o chocolate preto mais uma vez toma conta da degustação, sendo nobremente acompanhado por avelã, frutos secos, com boa estrutura e com uma acidez ainda presente, nada “morto” o vinho, no entanto com os taninos já bem arredondados, terminando com um bom final, sedoso e bastante especiado.

Encontrando este vinho no nosso país a cerca de 7.50 é de experimentar pois tem uma boa qualidade.

Nota 15