terça-feira, janeiro 02, 2007

Oboé Grande Escolha 2003

Depois da nota desastrosa e quanto a mim incompreensível atribuída pelo meu amigo e vizinho do Pingas no Copo, chega a vez do Oboé ser tocado aqui no Vinho da Casa.

Este vinho, com um bonito rótulo, é o topo de gama da Companhia de Vinhos do Douro, elaborado com um criteriosa selecção de uvas de Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Barroca que adormecem durante longos 20 meses em barricas novas de Carvalho Francês após uma maceracão prolongada.

Tem uns bonitos 13%vol e é quase preto na cor.
Com alguma complexidade no nariz a primeira impressão é um perfil denso e bem frutado, com muita fruta madura, muita fruta silvestre ( amoras, groselhas, compotas). A madeira diz que está presente, com o chocolate e as folhas de tabaco a fazerem um bom conjunto. Ao lado deste fruto, aparecem uns aromas curiosos, lembrando quase engaço, vegetal fresco, a trazer ao vinho um toque rústico.

Na boca, com um volume enorme, bem denso e estruturado, mas com taninos finos, fazem uma boa prova, com garra, onde toda a fruta presente é envolvida por uma suavidade trazida pelo longo estágio, cheio de chocolate e algum licor. Os 13º estão aqui na perfeição, mostrando aos demais que em 2003, foi possível fazer um vinho com uma boa maturação e com pouca graduação. O lado rústico continua aqui presente. Termina com um final com alguma complexidade.

É um vinho interessante, com bom volume, nota-se que houve muita extracção e cuidados ao fazê-lo. Os 20 meses de madeira nova não assustam, pois o vinho não está só marcado pela madeira. O preço é que está um pouco acima...

Nota 16,5
Preço - 40 euros
Produção - 3500 garrafas

9 comentários:

  1. Paulo, após uma descrição tão positiva fiquei com a ideia que a nota final podia ser superior, ou não?

    Tenho de o provar.

    Abraços,

    N.

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  2. caro Paulo, uma pequena correcção. Eu não provei o Grande Escolha. Logo não estamos a falar do mesmo vinho! :)

    De qualquer maneira, como já várias vezes afirmei, estou sempre disponível para voltar a trás com a "minha palavra". A prova de vinhos, é do mais subjectivo que existe.

    Na altura, eu mais uns quantos cromos não gostamos mesmo nada do vinho. Era chato, maduro, doce, plano...

    Abração

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  3. Nuno, agradeço as tuas palavras, mas houve dois pontos que levei em consideração para esta nota "baixa":
    Rusticidade ( aromas quase de lagar, de engaço, etc...

    Fruta a mais, com castas como TN e TR, não apareceu no vinho a componente floral.


    Rui, eu acho que só há um OBOÉ! Foi este que provaste. Confirma lá no site www.cvdvinhosdouro.com.
    Mas a prova é subjectiva! E isso é positivo!


    Um abraço

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  4. Paulo é possível que eu esteja equivocado.
    De qualquer maneira, no local onde provei o vinho, não ouvi mencionar o classificativo "Grande Escolha" (ou poderei não ter tomado a atenção necessária).

    Um abração

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  5. Depois da nota desastrosa e quanto a mim incompreensível.

    Frexou a nota é desastrosa e incompreensível porquê ?
    Será que uma pessoa, neste caso o Rui não pode ter uma opinião diferente da tua, que não seja logo dita desastrosa e incompreensível ?
    Seria sempre mais interessante deixares de comparares notas de prova de outros, pois como sabes não se ganha nada com isso e acima de tudo revela respeito pelos gostos dos outros provadores.

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  6. Desastrosa por ser demasiado baixa para o preço do vinho! A prova que o Rui fez não é desastrosa... A nota é que em relação ao preço é um desastre! capicce :) ?

    Sabes bem, e o Rui também que o respeito e que gosto muito das provas dele. Vocês os dois e o Nuno do Saca, aliás são os dois Bloggo-Provadores que mais admiro e respeito

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  7. Um pouco acima? 40 Euros? Upa, upa!
    Mas o interesse disto está precisamente aí. O mesmo vinho agrada a uns e desagrada a outros. É uma questão de gosto, tal como eu não fiquei muito impressionado pelo Chardonnay da Quinta de Cidrô e já vi por aí opiniões bem mais positivas que a minha. Mesmo nas KV, não temos sempre a mesma opinião, e somos só 2! Olha se fossemos mais...
    Eu compreendo o sentido da expressão "desastrosa". Se estamos perante um vinho de 40 euros esperamos algo seguramente excepcional. Se depois nos sai algo que não é nada por aí além, só se pode considerar um desastre. Se eu tivesse dado tanto por uma garrafa e depois a classificasse assim, teria sido um desastre... a minha compra. Mas há tantos factores que influenciam a prova, como vocês sabem... Quantas vezes não aconteceu já o mesmo vinho saber maravilhosamente uma vez e não o acharmos nada de especial de outra vez? Nunca vos aconteceu?

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  8. Pedro Sousa P.T.12:24 da tarde

    Por acaso só vi ainda um Oboé. Tal qual já vi o Fagote, que já provei à uns anitos, portanto não me lembro de qualquer nota de prova que tenha ficado na minha memoria. Agora sei que um deles está no Jumbo de Cascais a mais ou menos 10€, e não tinha qualquer referência de colheita especial, pelo menos a olho nu.

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  9. Já agora, espero que os outros também mereçam respeito... :-)
    Todas as opiniões merecem respeito, desde que devidamente fundamentadas.

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