terça-feira, março 27, 2007

Diálogo 2005

"O vinho a procurar diálogos, ilustrado por Luís Afonso, é o novo desafio da Niepoort em 2007.
Esta é a estreia de um vinho feito para o prazer da boa mesa que procura harmonia e o equilíbrio para todos os dias e não apenas para momentos especiais. Sem pretender ser o melhor vinho do mundo é um vinho que apetece beber, fresco, jovem e apelativo, um vinho com o carácter de um Douro que encanta pela sua simplicidade. No Diálogo a madeira é utilizada em pequena quantidade para que o vinho possa preservar toda a sua jovialidade"

Apesar de ser novidade em Portugal este tinto já teve experiências anteriores sob o nome Fabelhaft, dirigido para os mercados da Alemanha, Suiça e Áustria. Como o próprio texto acima indica, é um vinho para ser bebido despreocupadamente, e feito de forma mais simples. Com Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinto Cão, Tinta Amarela e Tinta Roriz de vinhas com idade até 40 anos, onde apenas 20% do lote estagia 12 meses em barricas de carvalho francês.

Com 13%Vol tem uma cor rubi acentuada, claramente cheia de juventude com reflexos púrpura.
No nariz, o primeiro impacto é interessante, pois parece que estamos perante um LBV, com muita especiaria, pimenta verde e menta, envolvido num manto de fruta fresca, com um floral de fundo, garantindo alguma harmonia num conjunto com algumas raspas de chocolate preto. Um nariz acima de tudo jovem e alegre, com um suporte mineral e fresco.

Na boca, o vinho deixa-se entrar sem perturbar, com taninos bem redondos, com boa acidez, muito fresco e elegante, com a fruta vermelha e uns toques vegetais a perfilarem num final harmonioso e sobretudo equilibrado. Juventude e equilíbrio, são as palavras de ordem deste diálogo. Um vinho que convida a ser bebido sem grandes preocupações, mas sempre num toque de escola britânica, com tudo no sítio e sem dar um toque em falso.

É talvez uma grande pedrada no charco (no bom sentido claro), onde a Niepoort, que sempre fez vinhos de patamar superior, mostra que afinal fazer um vinho que sirva para se beber a ver a bola ou a descansar ao fim da tarde é fácil.
Bebam e dialoguem.

Nota 15,5
Preço 7,5 euros
Produção 33.500 garrafas



3 comentários:

  1. paulo espirito santo2:34 da tarde

    Caro Paulo, concordo a 100% com o que escreveste sobre o Dialogo. O Dirk vai continuar a agitar as àguas ...

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  2. Discordo em 100% com as vossas considerações sobre o diálogo. É um vinho que irrita por não ter nada, excepto o nome do produtor. Prefiro um Quinta do Carqueijal, mais barato e que nos deixa satisfeitos.

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  3. As opiniões pessoais de cada um são as que mais contam.

    Tenho curiosamente para publicar a nota de prova do Quinta do Carqueijal, e acho que o perfil é completamente diferente. É um vinho muito mais delgado, estilo rústico, com muito vegetal e um toque animal. Tem uma boa RQP.

    Se provavelmente o seu gosto pessoal recai nos vinhos mais clássicos, não deixe de provar o Quinta Seara D'Ordens 2003 que é do mesmo produtor do Carqueijal. É um pouco superior.

    Abraço

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